domingo, 24 de março de 2013

Via Email: SARAIVA 13: Erro no Jornal Nacional gera gritaria e confusão na Globo. Cabeças podem rolar


SARAIVA 13


Neymarketing

Posted: 24 Mar 2013 03:26 PM PDT

Mauricio Dias confirma denúncia do Viomundo

Posted: 24 Mar 2013 02:56 PM PDT

Do Viomundo - publicado em 23 de março de 2013 às 10:29

 
 
Eduardo e Renata Campos:  Parentes do ilustre casal ocupam cargos estratégicos, de confiança, na administração pública do Estado de Pernambuco.Fotos: Portal do Governo de Pernambuco

Mauricio Dias, em CartaCapital, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim


Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, eventual candidato à presidente em 2014, tem feito duros ataques, ao que se supõe, à política tradicional. Um esforço pessoal dele em nome da "superação da velha política". Não se pode supor que, às vésperas de completar 48 anos, esteja mirando a idade dos políticos e, sim, a práticas condenáveis: corrupção, nepotismo, empreguismo, etc. Campos não atirou a esmo. Mirou e atingiu as ações da presidenta Dilma para fortalecer a base governista redistribuindo ministérios aos aliados.

Esse comportamento do governador pernambucano gera uma dúvida. Terá sido outro Eduardo Campos aquele que, em 2011, pediu apoio aos aliados governistas para fazer da mãe, Ana Arraes, então deputada, ministra do Tribunal de Contas da União? E os Tribunais de Contas, parece, exercem um fascínio na família. Para o de Pernambuco, o governador indicou e nomeou como conselheiros um primo, João Campos, e um primo da mulher dele, Marcos Loreto.

Campos propõe hábitos novos. Ele precisa, antes, abandonar hábitos velhos.

PS do Viomundo: O Viomundo foi um dos primeiros a denunciar que Eduardo Campos emprega até o sogro no governo pernambucano.
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Do Blog ContrapontoPIG

Eu Te Amo

Posted: 24 Mar 2013 02:47 PM PDT

* Chico Buarque, Telma Costa e Tom Jobim - 'Eu Te Amo' (1984)
 

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

Aécio torra 63% dos vôos com dinheiro público, para baladas no Rio

Posted: 24 Mar 2013 02:41 PM PDT

Você acha certo o senador por Minas, Aécio Neves (PSDB-MG), ir beber chopp no Bar Cervantes do Rio, com passagens aéreas pagas com dinheiro público do Senado?
 


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,senador-usa-mais-verba-para-ir-ao-rio-que-a-bh-,1012625,0.htm

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) deflagrou nova crise no Senado sobre passagens aéreas pagas com dinheiro público porque, em vez de usá-las para trabalho relacionado ao mandato, estaria usando para diversão, baladas e fins privados.

Levantamento publicado no jornal paulista "Estadão" mostra que 63% das viagens de Aécio bancadas pela verba para passagens aérea do Senado (portanto, com dinheiro público) foi para o Rio de Janeiro.

Só 27% das viagens foram para Minas Gerais, estado que ele deveria representar oficialmente, e o gasto teria justificativa.

A ideia de senadores ter passagens aéreas pagas com o dinheiro público, é para viajar a trabalho do mandato, como viajar a seus Estados e manter contato com os eleitores que ele representa. Ou então viajar a trabalho para algum evento que seja importante para o interesse público do Estado.

Essa verba não é para diversão, não é para passar os fins de semana nas baladas do Rio de Janeiro, abandonando Minas. Se quer se divertir, fazer turismo, badalar, viajar para fins privados, que pague com dinheiro de seu próprio bolso, em vez de meter a mão nos cofres públicos.

Imprensa mineira é censurada, e tira notícia do ar

O "Minas sem Censura", bloco de oposição aos tucanos mineiros, denuncia que os sites dos jornalões mineiros estão dando o vexame de apagar essa notícia, para blindar Aécio.

Só confirma a fama da velha imprensa mineira ser censurada com mão  de ferro pelo tucanato que está no governo mineiro.

Em tempo: o fato do "Estadão" ter publicado essa matéria, indica que tem o dedo de "serristas" por trás dela. O PSDB paulista da facção de José Serra (PSDB-SP) está em pé de guerra para detornar a pré-candidatura de Aécio.
Por: Zé Augusto0 Comentários  
 

Hugo Carvalho: As viagens de FHC e Lula e a escandalização seletiva

Posted: 24 Mar 2013 01:53 PM PDT

Admiro dicumforça quem tem esta paciência pra responder o Clárin tupiniquim. Eu não tenho.
O blog militante petista Os amigos do Presidente Lula teve aqui e aqui e também o Eduardo Guimarães que acho que sente um certo prazer em desconstruir linha a linha o discurso da Folha Ditabranda colaboracionista com torturadores e censuradora da Falha, nestes posts:  Agora eles tentam derrubar Lula da ex-Presidência da RepúblicaLula e as empreiteiras, FHC e a Sabesp. E agora no blog do Nassif, o Hugo Carvalho.

As viagens de FHC e Lula e a escandalização seletiva
 24/03/2013 – 13:37
    Um ex-presidente brasileiro está rodando o mundo, em viagens patrocinadas por empresas e corporações que cresceram e ganharam muito dinheiro em seu período de governo. Nestas viagens, a presença do ex-presidente ajuda as empresas patrocinadoras a captar investimentos e ganhar mercados.
     As empresas amigas também patrocinam palestras deste líder político no Brasil e contribuem com fundos milionários para o Instituto que leva seu nome e destina-se a preservar sua memória.
     Se este ex-presidente se chamasse Luiz Inácio, suas atividades no exterior seriam manchete da Folha de S. Paulo, colocando-o sob suspeita de atuar como lobista de empresas sujas.
     Mas estamos falando de Fernando Henrique Cardoso, que também viaja fazendo palestras, a convite de empresas, ONGs e instituições diversas.  A diferença mais notável entre eles (há muitas outras) é que FHC vai lá fora para falar mal do Brasil.
    Nas asas do Itaú, seu patrocinador master, Fernando Henrique esteve no Paraguai em 2010 , no dia em que o banco inaugurou a operação para tomar o mercado no país vizinho.
    O Itaú também o levou a Doha e aos Emirados Árabes ano passado, como informou a imprensafinanceira, com a intenção de morder parte dos 100 milhões de dólares que o Barwa Bank tem para investir no mercado imobiliário brasileiro.
Itaú Unibanco and Fernando Henrique Cardoso visiting Qatar and the UAE
   A Folha estava lá (mas não diz quem pagou a viagem da colunista Maria Cristina Frias)  "FHC vai ao Oriente Médio com Itaú para atrair investimento", ela escreveu.  Zero de suspeição ou malícia. O jornal  não se preocupou em saber se a embaixada brasileira alugou impressoras para apoiar o ex-presidente em sua missão, mas registrou direitinho o que ele disse lá sobre o governo brasileiro atual: Corrupção cresceu em relação a meu governo, diz FHC. Com esse papo, o ex deve ter atraído investimentos para o Chile.
    FHC também falou mal do Brasil quando foi à China, em maio passado, de novo pelas asas do Itaú (nem parece que é um banco, deve ser uma agência de viagens). Reclamou do ajuste do câmbio, da falta de planejamento, e fez o comercial do patrocinador: "Baixar a taxa de juros (no Brasil) é importante, mas tem que olhar as consequências", ele disse aos chineses. O Estadão resumiu no título a visão de Brasil que FH passou em Pequim: "Não se pode crescer a qualquer a custo, diz FHC". 
     Em novembro  do ano passado, a casa americana  JP Morgan pagou FHC para falar do Brasil sem sair de casa: "O Brasil está pagando o preço por não ter dado continuidade aos avanços implementados", ele disse, numa palestra para investidores estrangeiros em São Paulo.
     Na edição deste sábado, a Folha sugere ao Ministério Público que promova uma ação para alguém devolver "gastos indevidos" com horas extras de motoristas e deslocamento de funcionários,  nas embaixadas por onde Lula passou. Mas não se comove com o fato de a estatal paulista Sabesp ter pingado R$ 500 mil na caixinha do Instituto FHC (ah se fosse o Visanet…).
    Fernando Henrique ainda era presidente da República, em 2002, quando chamou ao Palácio da Alvorada os donos de meia dúzia empresas para alavancar o instituto que ainda ia criar: Odebrecht, Camargo Corrêa, Bradesco, Itaú, CSN, Klabin e Suzano. A elas se juntaria a Ambev. Juntas, pingaram 7 milhões no chapéu de FH. Mas foi o Tesouro que pagou o jantar, descrito em detalhes nesta reportagem da revista Época.
     Todos à mesa eram gratos à FHC pelo Plano Real e não se duvide de que alguns tenham coçado o bolso por idealismo. Mas se a Folha utilizasse o mesmo relho com que trata Lula, teria registrado que os Itaú e Bradesco eram gratos pela maior taxa de juros do mundo; a Ambev deve seu monopólio ao CADE dos tucanos; a CSN é a primogênita da privataria e quase todos ali deviam algum ao BNDES.
     FHC e seu instituto prosperaram. No primeiro ano como ex-presidente ele faturou R$ 3 milhões em palestras ("o critério é cobrar metade do que cobra o Bill Clinton", explicou, modestamente, um assessor de FHC). A primeira palestra, de US$ 150 mil de cachê, que serviu de parâmetro para as demais, foi bancada pela Ambev. O IFHC já tinha R$ 15 milhões em caixa e planejava gastar o dobro disso nas instalações.
     O IFHC abriga o projeto Memória das Telecomunicações (esqueçam o que ele escreveu, mas não o que ele privatizou), patrocinado naturalmente pela Telefónica de Espanha.
    Todas as empresas citadas neste relato são anunciantes da Folha de S. Paulo e estão acima de qualquer suspeita enquanto anunciantes. Apodrecem, aos olhos do jornal, quando se aproximam de Lula.
   Eis aí o segundo recado da série de manchetes: afastem-se dele os homens de bem. O primeiro recado, está claro, é: mãos ao alto, Lula!
    A Folha também se considera acima de qualquer suspeita. Só não consegue mais disfarçar o ódio pessoal que move sua campanha contra o ex-presidente Lula.

Do Maria Frô.

Erro no Jornal Nacional gera gritaria e confusão na Globo. Cabeças podem rolar

Posted: 24 Mar 2013 06:16 AM PDT


Bonner ficou visivelmente abalado (Fotos: Reprodução/Globo)

Uma falha técnica que aconteceu no início do Jornal Nacional, na segunda (18), causou o maior transtorno nos bastidores da Globo. [Vídeo abaixo]

William Bonner e Patrícia Poeta ficaram "passados" depois que as manchetes, gravadas pelos dois antes de o telejornal ir ao ar, simplesmente terem sido exibidas cheias de falhas e buracos.

Sem graça, o apresentador disse no ar, ao vivo: "A abertura do Jornal Nacional foi totalmente prejudicada por um problema técnico, mas vamos começar assim mesmo, sem as manchetes do dia".

O erro tomou conta das redes sociais.

Patrícia Poeta voltou ao ar toda sem graça

Na Globo, foi a maior gritaria e corre-corre. Luiz Fernando Ávila, editor-chefe adjunto, braço direito de William Bonner, e responsável por colocar o jornal no ar, ficou transtornado e pálido na hora.

Ali Kamel, diretor geral de jornalismo e esportes da TV Globo, e Silvia Faria, diretora da Central Globo de Jornalismo, desceram enlouquecidos na redação para ver o que havia acontecido. No final do JN, se reuniram a portas fechadas com Bonner.

O clima ficou pesadíssimo e o comentário era de que, infelizmente, cabeças iriam rolar.

O que se falava entre a equipe era que esse foi a pior falha da história do Jornal Nacional, equivalente a um erro na manchete de um jornal impresso.

Recentemente, já havia acontecido um estresse interno em razão de outros dois problemas técnicos em que o repórter César Menezes ficou falando sozinho, sem imagem, com uma tela preta.

Um dos erros aconteceu em uma reportagem sobre a investigação do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS).


Xiiii Jornal Nacional falhou por jajacolino12 no Videolog.tv.

De Recife - PE. Diógenes Afonsoàs 18:340 comentários 

Do Blog TERRA BRASILIS.

Brasil de 2014 tem desenho da Argentina de 2011

Posted: 24 Mar 2013 06:09 AM PDT


"Dois anos atrás, Cristina Kirchner foi reeleita em 1º turno com a maior votação da história da Argentina, desde o processo de redemocratização; pesquisas mostram que Dilma Rousseff tem tudo para repetir a façanha, com números ainda melhores; é a volta do "efeito Orloff"?
"Eu sou você amanhã". Com esse bordão, usado num comercial de bebidas, nasceu a expressão efeito Orloff, geralmente aplicada para a relação entre Brasil e Argentina. O que lá acontecia, geralmente, se repetia por aqui alguns anos depois. Eles fizeram o plano Alfonsín; nós, o Plano Cruzado. Depois, os argentinos lançaram o plano Cavallo; nós, o real. Eles elegeram a primeira mulher, Cristina Kirchner; nós, Dilma Rousseff.

Dois anos atrás, Cristina foi também a primeira mulher a se reeleger na América Latina – e com uma votação esmagadora. Ela venceu em primeiro turno, com 53% dos votos válidos e mais de 35 pontos de vantagem sobre seu oponente mais próximo. Será que o "efeito Orloff" está pronto para se repetir mais uma vez?
A julgar pelos números do Datafolha e do Ibope, tudo indica que sim – e num cenário em que Dilma Rousseff teria ainda mais facilidade do que sua colega argentina. Na última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, Dilma foi de 54% a 58%. Além disso, uma sondagem feita pelo Ibope revelou que seu potencial de votos chega a 70%. São números tão impressionantes que o escritor Zuenir Ventura lembrou que nem FHC nem Lula chegaram aos pés de Dilma.
Com uma popularidade tão alta, a presidente tem um bom argumento nas mãos para endurecer o jogo com os aliados. Até recentemente, os líderes de partidos políticos como PR, PSD, PDT e PTB estavam entrando no Palácio do Planalto com a faca nos dentes. Exigiam cargos e ministérios, em troca do apoio em 2014. Talvez eles comecem a perceber que não são tão necessários como imaginavam."

À sombra de Dilma

Posted: 24 Mar 2013 05:52 AM PDT

Escolha de papa Francisco reinventa estratégia polonesa

Posted: 24 Mar 2013 05:48 AM PDT

A esquerda e os evangélicos têm em comum certo apelo à simplicidade e ao diálogo com os desesperados. A escolha do novo papa, portanto, visa bloquear o crescimento dos pentecostais e barrar o avanço da esquerda na zona onde há mais católicos
A investidura do cardeal Jorge Bergoglio, como novo chefe da igreja católica, de alguma forma surpreendendo até os mais atentos analistas, pode ser interpretada através de paralelo histórico. A comparação possível remonta a 1978, quando os italianos perderam primazia sobre o Vaticano e o polonês Karol Wojtyla foi ungido como o papa João Paulo II.
Apresentava-se de forma bastante clara o objetivo das correntes hegemônicas no colégio de cardeais, alinhadas com a geopolítica ocidental da guerra fria. Para enfrentar o campo socialista e decepar a influência dos valores de esquerda sobre o próprio catolicismo, fez-se necessário um cavalo de pau. Foi preciso inovar na origem do sucessor de Pedro para reduzir resistências contra o novo discurso ultramontano.
A jogada tática revelou-se formidável para a consolidação do trio de ferro que lideraria a campanha pelo desmantelamento da União Soviética. Ao lado de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, o papa polaco revigorou o reacionarismo clerical. Por sua nacionalidade, pôde operar no interior do território mais vulnerável e com maior população católica do mundo socialista. A partir dessa ofensiva, reuniu forças para dilacerar os grupos renovadores vinculados ao Concílio Vaticano II, particularmente os adeptos da Teologia da Libertação.
Os trinta e cinco anos de governo Wojtyla-Ratzinger, porém, levaram à exaustão determinada simbologia da direita católica, baseada na recuperação do caráter sagrado e aristocrático da igreja. O arsenal que fora útil para restaurar a hierarquia eclesiástica no período anterior, de batalha contra a dissidência teológica, acabou perdendo eficácia comparativa contra religiões de cunho mais popular, particularmente em países mais pobres.
A redução do número de fiéis e outros sinais de decadência provocaram fissuras e conflitos cada vez mais agudos na cúpula romana, dentro da qual se intensificaram tanto a disputa de opiniões quanto a guerra por mando e controle financeiro, para não falar de outras perversidades próprias do ambiente secreto e de impunidade que quase sempre vigorou no Vaticano.
Além do avanço evangélico em antigas fortalezas católicas, especialmente na América Latina, a igreja da região, devidamente domesticada por João Paulo II e Bento XVI, também passou a ver sua influência afrontada por nova onda de governos progressistas.
Essas administrações, direta ou indiretamente, ademais de contrapor projetos terrenos de libertação ao espírito de compaixão passiva pelos pobres, ditado pelos últimos papas, abriram portas para temas laicos e modernizantes que apavoram fundamentalistas religiosos de distintas orientações.
Mudanças para legalizar casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito ao aborto, por exemplo, passaram a ocupar espaço relevante na agenda de nações do capitalismo periférico. Até mesmo o voto de castidade e outras regras corporativas voltaram ao debate, solapando uma silenciosa compreensão confessional do que seria o fim da história.
Nesse cenário de turbulências, apesar de visões antagônicas sobre vários assuntos, a esquerda e os evangélicos têm em comum certo apelo à simplicidade e ao diálogo com os desesperados. O conservadorismo católico que veste sapatos Prada e reassume hábitos medievais, na mão oposta, veio consolidando imagem de distância, opulência e arrogância.
A escolha do novo papa, portanto, naturalmente deveria acertar contas com essas variáveis, quais sejam: bloquear o crescimento dos pentecostais e barrar o avanço da esquerda na zona com a maior quantidade de católicos do planeta.
Entronizar um dos cardeais latino-americanos, nesta perspectiva, era opção previsível. Não apenas por nacionalidade, mas também para afastar a igreja do círculo putrefato no qual rondam seus líderes europeus e norte-americanos.
O axioma polonês foi útil na hora de decidir para qual país o pêndulo deveria se inclinar. A escolha pelo elo mais fraco parece nítida. A Argentina, diferentemente do Brasil, ainda é relativamente pouco afetada pela escalada evangélica e apresenta melhores condições para servir de plataforma às áreas hispânicas do subcontinente. Do ponto de vista político, entre todas as experiências latino-americanas, ali as forças progressistas enfrentam mais dificuldades e contradições, acossadas por uma classe média organizada e possante.
Por fim, entre os cardeais argentinos havia um homem que, como Wojtyla em seu momento, apresentava simultaneamente credenciais de conservadorismo e mudança. Há provas razoáveis que o cardeal Bergoglio, para além de posições reacionárias em direitos civis, comportou-se entre o silêncio obsequioso e a cumplicidade ativa perante a ditadura militar. Prestou-se, nos últimos tempos, ao papel de chefe moral da oposição direitista contra os Kirchners, de acordo com o próprio Departamento de Estado norte-americano. Mas seus hábitos são, ao menos aparentemente, os de um pastor humilde e próximo da gente comum, uma ruptura com o modelo púrpura de Roma.
A imagem do papa buono, que abriu a João XXIII o caminho para as reformas dos anos 60, agora é resgatada, em operação midiática de rara envergadura, para popularizar um príncipe da contra-reforma e reescrever sua contraditória biografia. Um conservador jesuíta que, como seus antepassados de ordem, foi escalado para dobrar a América Latina através do verbo e da catequese, abandonando o verticalismo doutrinário e oligárquico tão a gosto da Opus Dei e da igreja saxônica.
Essa alteração de método e perfil tem sido recebida por alguns setores como prenúncio de uma época de abertura no catolicismo. Não faltou quem classificasse de nova e alvissareira encíclica o batismo de Bergoglio como Francisco. Pode até ser, pois de onde nada se espera tudo pode acontecer, inclusive nada. Mas não foi a própria bíblia a alertar contra os lobos em pele de cordeiro?
Breno Altman
No 247

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Francisco Almeida 




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