quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Via Email: SARAIVA 13



SARAIVA 13


Posted: 29 Aug 2012 04:06 PM PDT

Russomano ainda lidera. Mas parou de crescer e mantém os mesmos 31% anteriores. Haddad disparou, saltando de 8% para 14%, enquanto Serra despencou para 22%, quase a metade de sua rejeição, que saltou de 37% para 43% (isso no Datafolha. No DataRua já passou dos 50%).


Com o início do horário eleitoral, a excelente campanha de Haddad e o conhecimento que o paulistano passa a ter das qualidades do candidato e de quem o apoia - Lula e Dilma - a tendência de crescimento do candidato petista é proporcional ao do candidato tucano. Só que Haddad cresce pra cima e Serra pra baixo.

É preciso analisar melhor os dados da pesquisa, que ainda não foram divulgados em sua totalidade, para uma opinião mais fundamentada.

Mas, apenas pelos números divulgados até agora, fica claro que a candidatura Serra morreu e ele vai comer o prato frio da vingança de Alckmin, que preconizei aqui em 29 de fevereiro:


Apoio de Alckmin à campanha de Serra para a prefeitura de São Paulo foi planejado num almoço solitário há 4 anos


A foto acima mostra o governador Geraldo Pinheirinho Alckmin almoçando sozinho, um dia antes da eleição que reconduziu Kassab à prefeitura de São Paulo, em 2008. Alckmin era o candidato do PSDB (partido do governador de SP na época, José Serra). Ficou em terceiro lugar, atrás de Kassab e Marta Suplicy.

Uma posição humilhante para quem vinha de uma campanha presidencial há dois anos, em que foi ao segundo turno com o presidente mais popular do Brasil, Lula. Isso aconteceu porque o governador Serra ignorou sua campanha e apoiou a reeleição de Kassab.

Enquanto almoçava solitariamente, há quatro anos, Alckmin não poderia imaginar que o destino o colocaria agora na posição de dar o troco e devolver a Serra o "apoio" de 2008.

Dizem que a vingança é um prato que se come frio. Nelson Rodrigues dizia que a pior solidão é a companhia de um paulista. Imagine esse almoço de um paulista solitário. Como deve estar frio agora, passados quatro anos.

Posted: 29 Aug 2012 04:02 PM PDT



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Do Blog O Esquerdopata.
Posted: 29 Aug 2012 03:51 PM PDT


Pesquisa DATAFOLHA, divulgada na tarde de 29/08/2012, mostra que José Serra, do PSDB, caiu cinco pontos percentuais e agora aparece em segundo lugar com 22%. Fernando Haddad, do PT, subiu seis pontos e ocupa a terceira posição com 14%.

A pesquisa mostra que a rejeição a Serra subiu cinco pontos e alcançou o maior índice desde o início da campanha: 43% dos eleitores dizem que não pretendem votar nele "de jeito nenhum".
Nas últimas duas eleições paulistanas, em 2004 e 2008, só o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) superou este patamar de rejeição. 
SURPRESAS
Há uma semana, antes do início do horário eleitoral, Russomanno já aparecia 4 pontos à frente de Serra (31% a 27%), mas os dois estavam tecnicamente empatados na liderança. 
Tucanos e petistas apostavam numa queda do candidato do PRB, que tem pouco mais de dois minutos de TV, mas isso não ocorreu. 
A queda de Serra surpreende até os petistas, que não esperavam vê-lo com menos de 25% das intenções de voto. Há dois anos, a cidade deu a ele 40% dos votos para presidente no primeiro turno.
Entre os motivos mais citados para a alta da rejeição do tucano, estão o desgaste com a derrota de 2010, a reprovação ao prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o fato de ele ter renunciado à prefeitura em 2006, após ter prometido cumprir todo o mandato. 
A alta de Haddad já era esperada com a exposição do ex-presidente Lula em seu programa eleitoral. Mesmo assim, os petistas contavam com uma subida mais modesta nesta primeira semana. 
O Datafolha ouviu 1.069 eleitores entre os dias 28 e 29. O levantamento foi realizado em parceria com a TV Globo e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o nº 582/2012. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
Posted: 29 Aug 2012 03:47 PM PDT
Pendura a chuteira, Serra, dá mais pra ti não.
No dia que apareceu na rede o vídeo de Aécio Neves trêbado eu disse que se fosse político tucano também encheria a cara, porque o partido vem perdendo espaço de eleição em eleição e ainda permitiu que Serra saísse candidato para disputar a prefeitura da maior e mais importante cidade do país. Ou será que além de Aécio mais tucano anda exagerando no álcool?
Russomano vira líder isolado, Serra cai e Haddad sobe em SP, mostra Datafolha
Por: BERNARDO MELLO FRANCO DE SÃO PAULO
29/08/2012
O candidato do PRB, Celso Russomanno, assumiu a liderança isolada na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Ele manteve 31% das intenções de voto depois da primeira semana de propaganda eleitoral em rádio e TV, aponta o Datafolha.
José Serra, do PSDB, caiu cinco pontos percentuais e agora aparece em segundo lugar com 22%. Fernando Haddad, do PT, subiu seis pontos e ocupa a terceira posição com 14%.
Gabriel Chalita, do PMDB, oscilou para 7%, e Soninha Francine, do PPS, para 4%. Paulinho da Força (PDT) tem 2%. Ana Luiza (PSTU) e Carlos Gianazzi (PSOL) aparecem com 1%, e os demais não pontuaram.
A pesquisa mostra que a rejeição a Serra subiu cinco pontos e alcançou o maior índice desde o início da campanha: 43% dos eleitores dizem que não pretendem votar nele "de jeito nenhum".
Nas últimas duas eleições paulistanas, em 2004 e 2008, só o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) superou este patamar de rejeição.
SURPRESAS
Há uma semana, antes do início do horário eleitoral, Russomanno já aparecia 4 pontos à frente de Serra (31% a 27%), mas os dois estavam tecnicamente empatados na liderança.
Tucanos e petistas apostavam numa queda do candidato do PRB, que tem pouco mais de dois minutos de TV, mas isso não ocorreu.
A queda de Serra surpreende até os petistas, que não esperavam vê-lo com menos de 25% das intenções de voto. Há dois anos, a cidade deu a ele 40% dos votos para presidente no primeiro turno.
Entre os motivos mais citados para a alta da rejeição do tucano, estão o desgaste com a derrota de 2010, a reprovação ao prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o fato de ele ter renunciado à prefeitura em 2006, após ter prometido cumprir todo o mandato.
A alta de Haddad já era esperada com a exposição do ex-presidente Lula em seu programa eleitoral. Mesmo assim, os petistas contavam com uma subida mais modesta nesta primeira semana.
O Datafolha ouviu 1.069 eleitores entre os dias 28 e 29. O levantamento foi realizado em parceria com a TV Globo e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o nº 582/2012. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
Do Maria Frô.
Posted: 29 Aug 2012 02:37 PM PDT

O  jornal do SBT Manhã entrevistou nesta quarta-feira o candidato José Serra. O tucano corrupto, amigo e comparsa de Cachoeira voltou a afirmar que irá cumprir os quatro anos de mandato na prefeitura caso seja eleito. Segundo o candidato, ele saiu da administração municipal para disputar o governo de São Paulo em 2006 'porque havia o risco de entregar o governo do estado nas mãos do PT, o que seria desastroso'. Mas Serra disse que isso foi uma conjuntura que não vai se repetir e reforçou que quer ser prefeito. Não, Serra não deixou a prefeitura de São Paulo para evitar que  PT governasse o Estado de São Paulo. Serra deixou a prefeitura de São Paulo porque é safado, porque é um homem que não cumpre promessa, que só sabe mentir.Serra mente tanto que mentiu para o povo paulistano ao dizer que não ia renunciar ao cargo de prefeito. Serra mente tanto que na eleição de 2010 afirmou que deixou a Prefeitura de São Paulo porque o povo queria que ele governasse o Estado de São Paulo, agora diz que foi para evitar que  PT governasse o Estado de São Paulo.A verdade é que Serra está mais perdido que cotoco de rabo de lagartixa, já que a cada dia a sua rejeição aumenta, por isso tenta mais uma vez enganar o povo de São Paulo, só que o povo não acredita mais nesse vampiro safado, nesse meliante.
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Também do Blog O TERROR DO NORDESTE.
Posted: 29 Aug 2012 01:38 PM PDT



Um grande banco de São Paulo reuniu nesta 3ª feira três vigas chamuscadas do incêndio neoliberal que ainda arde no planeta: Clinton, Blair e FHC. Que um banco tenha promovido um megaevento com esses personagens a essa altura do rescaldo diz o bastante sobre a natureza do setor e da ingenuidade dos que acreditam em cooptar o seu 'empenho' na travessia para um novo modelo de desenvolvimento. Passemos.


As verdades às vezes escapam das bocas mais inesperadas. Clinton e Blair jogaram a toalha no sarau anacrônico do dinheiro com seus porta-vozes. Coube ao ex-presidente norte-americano sintetizar um reconhecimento explícito: 'Olhando de fora, o Brasil está muito bem. Se tivesse que apostar num país, seria o Brasil'.


Isso, repita-se, vindo de um ex-presidente gringo que consolidou a marcha da insensatez financeira em 1999, com a revogação da lei de Glass-Steagall.


Promulgada em junho de 1933, três meses depois da Lei de Emergência Bancária, que marcou a posse de Roosevelt, destinava-se a enquadrar o dinheiro sem lei, cujas estripulias conduziram o mundo à Depressão de 29.

A legislação revogada por Clinton submetia os bancos ao rígido poder regulador do Estado. Legitimado pela crise, Roosevelt rebaixou os banqueiros à condição de concessionários de um serviço sagrado de interesse público: o fornecimento de crédito e o financiamento da produção. Enquanto vigorou, a Glass Steagall reprimiu o advento do supermercado financeiro, o labirinto de vasos comunicantes dos gigantes financeiros em que bancos comerciais agem como caixa preta de investimento especulativo, com o dinheiro de correntistas.


O democrata que jogou a pá de cal nas salvaguardas do New Deal elogiou o Brasil, quase pedindo desculpas por pisotear o ego ao lado do grande amigo de consensos em Washington e de corridas de emergência ao guichê FMI.


Mas FHC é um intelectual afiado nas adversidades.


A popularidade contagiante do tucano, reflexo, como se sabe, de seu governo, poupa-o da presença física nos palanques do PSDB, preferindo seus pares deixá-lo no anonimato ocioso para a necessária à defesa do legado estratégico da sigla.


É o que tem feito, nem sempre dissimulando certo ressentimento, como nessa 3ª feira mais uma vez.

Falando com desenvoltura sobre um tema, como se sabe, de seu pleno domínio sociológico, ele emparedou Clinton, Hair e tantos quantos atestem a superioridade macroeconômica atual em relação à arquitetura dos anos 90.


Num tartamudear de íngreme compreensão aos não iniciados, o especialista em dependência - acadêmica e programática - criticou a atual liderança dos bancos públicos na expansão do crédito, recado oportuno, diga-se, em se tratando de palestra paga pelo banco Itau; levantou a suspeição sobre as mudanças que vem sendo feitas - 'sem muito barulho'' - na política econômica ("meu medo é que essa falta de preocupação com o rigor fiscal termine por criar problemas para a economia") e fez ressalvas ao " DNA" das licitações - que não reconhece, ao contrário de parte da esquerda, como filhas egressas da boa cepa modelada em seu governo.


Ao finalizar, num gesto de deferência ao patrocinador, depois de conceder que a queda dos juros é desejável fuzilou: 'houve muita pressão para isso'.


O cuidado tucano com os interesses financeiros nos governos petistas não é novo.


Há exatamente um ano, em 31 de agosto de 2011, quando o governo Dilma, ancorado na correta percepção do quadro mundial, cortou a taxa de juro pela primeira vez em seu mandato, então em obscenos 12,5%, o dispositivo midiático-tucano reagiu indignado. A pedra angular da civilização fora removida por mãos imprevidentes e arestosas aos mercados.


O contrafogo midiático rentista perdurou por semanas.

Em 28 de setembro, Fernando Henrique Cardoso deu ordem unida à tropa e sentenciou em declaração ao jornal 'Valor Econômico': a decisão do BC fora 'precipitada'.


Era a senha.

Expoentes menores, mas igualmente aplicados na defesa dos mercados autorreguláveis, credo que inspirou Clinton a deixar as coisas por conta das tesourarias espertas, replicaram a percepção tucana do mundo:"não há indícios de que a crise econômica global de 2011 seja tão grave quanto a de 2008", sentenciou, por exemplo o economista de banco Alexandre Schwartzman,indo para o sacrifício em nome da causa.

Nesta 4ª feira, o BC brasileiro completa um ano de cortes sucessivos na Selic com um esperado novo recuo de meio ponto na taxa, trazendo-a para 7,5% (cerca de 2,5% reais).


Ainda é um patamar elevado num cenário de crise sistêmica, quando EUA e países do euro praticam juros negativos e mesmo assim a economia rasteja.


Uma pergunta nunca suficientemente explorada pela mídia, que professa a mesma fé nas virtudes do laissez-faire, quase grita na mesa: 'Onde estaria o Brasil hoje se a condução do país na crise tivesse sido obra dos sábios tucanos?'

As ressalvas feitas por FHC no evento de banqueiros desta 3ª feira deixa a inquietante pista de que seríamos agora um grande Portugal, ou uma gigantesca Espanha - um superlativo depósito de desemprego, ruína fiscal e sepultura de direitos sociais, com bancos e acionistas solidamente abrigados na sala VIP do Estado mínimo para os pobres.


Em tempos de eleições, quando candidatos de bico longo prometem fazer tudo o que nunca fizeram, a fala de FHC enseja oportuna reflexão.
Saul Leblon-Carta Maior
Postado por às 12:44Nenhum comentário: 

Do Blog O TERROR DO NORDESTE.
Posted: 29 Aug 2012 12:59 PM PDT


Oito mil trabalhadores correm em ritmo acelerado para finalizar as obras da fábrica de celulose Eldorado Brasil que tem previsão de ser inaugurada no dia 13 de dezembro com uma convidada ilustre: a presidente Dilma Rousseff. A exemplo do antecessor Lula que veio inaugurar a fábrica da International Paper, a presença da presidente mostra o peso do empreendimento. Os números são superlativos: R$ 6,2 bilhões em investimentos, 1,8 mil empregos entre o chão da indústria e área florestal. A unidade está com 87% das suas obras realizadas. O inicio da produção está previsto para novembro de 2012. Fonte: Correio do Estado.
Posted: 29 Aug 2012 12:55 PM PDT




 
O visível nervosismo da ministra do STF Rosa Weber ao proferir seu voto pela condenação do ex-presidente petista da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha denuncia um fato inédito na República – ao menos ocorrendo de forma tão desabrida: a Suprema Corte de Justiça do país se transformou em marionete de meia dúzia de mega empresários do setor de comunicação.
A perplexidade dos meios jurídicos com os motivos alegados pelos ministros que condenaram João Paulo com base em "verossimilhança" que dizem enxergar nas acusações que lhe foram feitas é tão grande que na edição de hoje (29.08) da Folha de São Paulo saiu artigo de um professor de Direito Penal que assinala "risco à Justiça" por conta dessa condenação.
Antes de prosseguir, reproduzo artigo do professor de Direito Penal da FGV do Rio Thiago Bottino
 
—–
FOLHA DE SÃO PAULO
 
29.08.2012
 
Relativizar exigência de prova põe justiça em risco

 
OS CRITÉRIOS QUE ORIENTAM ESSA ANÁLISE PROVÊM DA FORMAÇÃO JURÍDICA E DA TRAJETÓRIA DE CADA JULGADOR

 
THIAGO BOTTINO

 
ESPECIAL PARA A FOLHA

 
O Código de Processo Penal diz que o juiz deve condenar um acusado com base nas provas. No caso do mensalão há uma gama enorme de provas: documentos, depoimentos, perícias e laudos. Todos os julgadores olham o mesmo enorme mosaico de elementos e a partir dele tomam uma decisão. Esse processo é feito em etapas.
Em primeiro, buscam provas que tenham um "certificado de origem" (não podem ser obtidas de forma ilícita, devem ser produzidas segundo as regras processuais).
Uma vez admitidas, podem passar à próxima etapa. Ainda assim, são milhares de provas de consistência e natureza diferenciadas.
A segunda etapa é da seleção. Alguns ministros terão seu olhar atraído para determinadas provas e nesse processo não verão outras. Daí os debates entre eles acerca de um fato ter sido provado ou não. Foi o que aconteceu quando o ministro Ricardo Lewandowski mudou seu voto ao considerar o que Joaquim Barbosa arguiu quanto ao bônus de volume.
Na terceira etapa, as provas são confrontadas. Entre aquelas selecionadas, ainda há contradições. As provas "brigam": testemunhas dizem coisas opostas.
Desse confronto sai uma decisão: a versão convincente para o julgador. Os critérios que orientam essa análise são ocultos, provêm da formação jurídica e da trajetória profissional e pessoal de cada julgador, de sua avaliação sobre a força de cada prova.
Mas a decisão está sempre apoiada em provas. Barbosa escolheu o laudo dos peritos do TCU. Lewandowski, a decisão dos ministros do TCU.
Não se deve condenar com base em indícios, probabilidades, estranhezas, coincidências ou presunções. São como areia movediça na qual afunda a própria justiça da decisão. Diminuem a impunidade, mas aumentam o risco de condenações injustas.
O processo do mensalão comprova isso. O ministro Luiz Fux disse que é possível flexibilizar garantias. Mas dizer que é preciso relativizar a exigência de provas é diminuir o esforço que relator e revisor fizeram para indicar as bases de sua convicção.
Cada um selecionou, valorou e escolheu elementos diferentes, pois há provas para todos os gostos. Mas ambos apontam exatamente quais depoimentos, laudos e decisões servem de apoio para as decisões. E assim legitimam e explicitam suas posições.
THIAGO BOTTINO é professor de direito penal da FGV Direito, do Rio
—–
A perplexidade que vai se espalhando com a rendição escancarada da maioria dos ministros do Supremo aos ditames midiáticos deriva não apenas da condenação de João Paulo Cunha. Antes, vêm a escandalosa ultrapassagem do julgamento do "mensalão tucano" (mais antigo) pelo julgamento do "mensalão petista" e a negativa de desmembramento do processo "petista" que foi concedido pelo STF ao processo "tucano".
Vai se confirmando acusação que o ministro Ricardo Lewandowski fez em privado ao STF em 2007 e que acabou se tornando pública porque o juiz estava sendo espionado pela Folha de São Paulo em sua intimidade. Repórter daquele jornal o ouviu dizer ao telefone em um restaurante que a Corte aceitou indiciar José Dirceu porque a mídia lhe pôs "faca no pescoço".
Temos então no Brasil, hoje, uma Justiça para petistas e outra para tucanos. Ou, melhor dizendo, uma Justiça para os amigos e outra para os inimigos da Globo, da Folha, do Estadão e da Veja.
No caso dos amigos da mídia, a Justiça concede tudo, amacia, absolve, engaveta; no caso dos inimigos, condena sem provas e inverte o instituto In Dubio Pro Reo (na dúvida, a favor do réu). Como se sabe, o Direito reza que se só existem indícios contra alguém não se pode condená-lo com base no que parece que fez, com base em subjetividade absoluta.
A voz trêmula e hesitante de Rosa Weber ou o malabarismo retórico de Luiz Fux deixaram claro que eles sabiam o que estavam perpetrando e tentaram, clara e excessivamente, explicar o inexplicável.
Pouco antes de começar o julgamento do mensalão, houve troca de presidente da Central Única dos Trabalhadores. O presidente que assumiu, o sindicalista Wagner Freitas, naquela oportunidade afiançou que a CUT e outros movimentos sociais iriam às ruas caso o STF cedesse à mídia e fizesse um julgamento político. Pois bem: a mídia acaba de se assenhorar da Justiça brasileira, adquirindo, assim, o poder de condenar seus inimigos e absolver seus amigos, como se vê nos mensalões "petista" e "tucano".
É óbvio que não se vai conseguir mudar os votos do STF. Está claro que, à exceção de Lewandowski e de José Antônio Dias Tóffoli, os outros ministros vão atuar como marionetes das famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita e não haverá manifestação que os recoloque na trilha do Direito.
Para que ir à rua, então? Simples: para denunciar. CUT, MST, UNE e tantos outros movimentos sociais têm meios de fazer explodirem manifestações por todo país. Nesses atos, deve-se explicar à sociedade nas ruas o casuísmo do STF e por que ele está ocorrendo.
Mas não é só. Esse deve ser o primeiro passo de um amplo movimento político de reação ao verdadeiro golpe de Estado que está em curso no Brasil.
As condenações sem provas de cidadãos pela mais alta Corte de Justiça do país têm que gerar uma reação política de peso, do contrário se instalará no Brasil a primeira ditadura midiática formal de que se tem notícia, onde inimigos da mídia são mandados para a cadeia por determinação de editorialistas, colunistas e âncoras de telejornal.Blog da Cidadania
Postado por às 12:37Nenhum comentário:

Do Blog O TERROR DO NORDESTE.
Posted: 29 Aug 2012 12:50 PM PDT




O juiz Valter André de Lima Bueno Araújo da 5ª Vara Criminal de Justiça do Distrito Federal, cuja sentença deve ser lida por todos, abortou uma temerária tentativa de criminalizar opiniões e ideias no Brasil, a partir de um processo absolutamente sem sentido aberto contra Paulo Henrique Amorim.
Quando foi noticiado que o jornalista Heraldo Pereira, da tevê Globo, iria processar Paulo Henrique por racismo por ter sido chamado de "negro de alma branca", escrevi um artigo com uma argumentação central que repito agora: PHA errou ao insultar Heraldo, e agiu certo ao se desculpar e fechar um acordo na área cível. Mas, ao ser chamado de racista e processado por isso, revelou-se uma ação de má fé explícita, uma óbvia tentativa de vingança do jornalista da Globo que nada tinha a ver com racismo. Heraldo irritou-se, na verdade, porque Paulo Henrique o havia ligado ao mal falado Instituto Brasiliense de Direito Público, o IDP, de propriedade do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Construído com dinheiro do Banco do Brasil destinado a produtores de alimentos e assentado sobre um terreno praticamente doado a Mendes (80% de desconto!) pelo ex-governador Joaquim Roriz, de péssima reputação e memória, o IDP está, ainda por cima, numa situação financeira difícil. Para calar um ex-sócio que o acusou de desfalque e sonegação fiscal, Mendes foi obrigado a pagar-lhe 8 milhões de reais, no ano passado.

Estranha situação, esta. De fato, Heraldo Pereira chegou a ser anunciado no site do IDP como professor, embora alegue, e os fatos confirmem, jamais ter concretizado a experiência do magistério. Curiosamente, nos autos do processo contra PHA, Heraldo chega a dizer que, ao ligá-lo o IDP, o jornalista da tevê Record e titular do blog Conversa Afiada havia lhe maculado a reputação.
Como assim?
A assertiva se mostra surreal e representa, dentro do processo, um paradoxo difícil de ser explicado. Isso porque a principal testemunha apresentada por Heraldo Pereira foi, justamente, Gilmar Mendes. O ministro do STF apresentou-se voluntariamente para falar no tribunal, embora isso não fosse necessário, e o fez em grande estilo: com carro oficial e seguranças, segundo relato de PHA, certo de que sua presença suprema iria mudar os rumos da ação judicial. Foi, como se percebe agora, um tiro pela culatra.
Restou apenas essa dúvida atroz: se ser professor do IDP macula a imagem de Heraldo Pereira, por que ele chamou para testemunhar a seu favor, justamente, o dono do instituto?
Na ânsia de transformar um insulto em crime e, de quebra, dobrar a espinha crítica de Paulo Henrique Amorim a pedido de terceiros, o jornalista da tevê Globo recorreu também a outra testemunha intrigante: o jornalista Ali Kamel, chefão do jornalismo global, autor do livro "Não somos racistas". A obra de Kamel parte da premissa de que, como, cientificamente, não há raças, também não pode haver racismo. É o tipo de discurso baseado em descolamento social que faz muito sucesso no Baixo Leblon e no Posto 9 de Ipanema, mas se torna uma piada de mau gosto quando se trata de analisar a vida dos negros pobres apinhados nas periferias das grandes cidades.
Que Kamel, feliz morador da Avenida Vieira Souto, acredite em uma bobagem dessas, é compreensível. Que Heraldo Pereira a corrobore, é lamentável.
Do Blog DoLaDoDeLa.
Posted: 29 Aug 2012 11:39 AM PDT



Breno Costa e Fernando Mello, Folha de S. Paulo
"Ex-diretor de engenharia da Dersa, a estatal paulista responsável por obras rodoviárias, Paulo Vieira de Souza, atacou, sem citar nomes, aqueles que qualificou como "ingratos". Ele deu a entender estar se referindo a integrantes do PSDB. As declarações foram dadas em depoimento à CPI do Cachoeira, nesta quarta-feira (29).
"Eu pedi a Deus para ser convocado para essa CPI. Porque os incompetentes devem continuar com medo de mim. Aqui estou. Essa frase é para todos que foram ingratos. Eu fui demitido oito dias após entregar uma das maiores obras desse país [o trecho sul do Rodoanel]", disse.
Paulo Preto, como é conhecido, foi nomeado diretor de engenharia da Dersa em 2007, no governo José Serra (PSDB). Sua saída ocorreu em 2010, já sob a gestão de Alberto Goldman, ex-vice de Serra, que renunciou ao cargo para disputar a Presidência da República.
Souza, que afirmou considerar pejorativo o apelido pelo qual é conhecido, negou irregularidades sob sua gestão. Leu seu currículo, com passagens por diversos órgãos públicos e empresas privadas. Disse que nunca foi filiado a partidos políticos, "porque nunca quis misturar com a minha atividade".
Na campanha de 2010, ele foi acusado por tucanos de ter embolsado R$ 4 milhões que seriam destinados por empreiteiras à campanha de José Serra. Ele nega as acusações e afirmou à CPI mover 16 processos, entre ações cíveis e criminais contra a revista "IstoÉ" e os tucanos que, conforme a reportagem, lhe acusaram.
Ele nega ter obtido qualquer recurso junto a empreiteiras, seja para si próprio, seja para campanhas políticas."
Matéria Completa, ::AQUI::

Enviada por: Nogueira Junior/ 13:270 Comentários
Também do Blog BRASIL! BRASIL! 
Posted: 29 Aug 2012 11:36 AM PDT



"Candidatos a vereador em São Paulo têm campanhas orçadas em até R$ 5 milhões. A pergunta a ser feita é não apenas de onde vêm os financiamentos, mas como serão pagos depois. Em quatro anos de mandato, um vereador recebe R$ 624 mil. Mesmo que não gaste um centavo, ele não tem como retribuir a gentileza. Como fechar a conta?
Gilberto Maringoni, Carta Maior
A Folha de S. Paulo do último domingo (26 de agosto) publicou interessante matéria intitulada "Ex-ministros, Orlando Silva e Andrea Matarazzo disputam vaga de vereador em SP". O primeiro personagem é filiado ao PSDB e exibe origem aristocrática. O segundo milita no PCdoB e teve um início de vida pobre. A reportagem descreve as iniciativas de ambos para atrair o eleitorado e ganhar votos.

O trecho mais importante da nota está no final:

"Matarazzo, que tem cerca de 200 funcionários, pretende investir até R$ 5 milhões. Ele calcula precisar de 40 mil votos. Silva contratou 100 pessoas e fixou o teto de gastos em R$ 3,5 milhões".

As afirmações não foram desmentidas. Logo, não há porque duvidar delas. Não se coloca aqui em dúvida a honestidade e a lisura dos candidatos.

As campanhas eleitorais duram três meses, de julho a setembro. Mesmo que haja investimentos preliminares – aluguel de sede para comitê, de carros e compra de equipamentos – o grosso do dinheiro é gasto entre julho e outubro. Na média, um milhão por mês.

Doações e retribuições
Essas quantias provêm das chamadas "doações" de campanha. É um dinheiro fornecido em sua maior parte por grandes empresas. Nada indica que os candidatos façam algo contrário à lei. As entradas e saídas são anotados pelos comitês de cada um e submetidas ao escrutínio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Doações de campanha não costumam ser doações de verdade. O eleito deve de alguma maneira retribuir o que foi investido em sua postulação. "Não existe almoço grátis", dizia Milton Friedman (1912-2006), o guru dos economistas ortodoxos.

Em tese, o futuro parlamentar deveria pagar seus patrocinadores com o próprio dinheiro, para que não ficasse caracterizado algum tipo de troca de favores entre o eleito e o poder econômico.

No caso da Câmara de São Paulo, vale pensar como um vereador retribuiria tamanho aporte de recursos.

A partir de janeiro de 2013, o salário de um vereador paulistano chegará a R$ 15.031,76. É muito em relação ao que ganha a maioria da população, mas é pouco se comparado a salários de executivos de grandes corporações, que podem chegar a R$ 200 mil por mês. Em termos líquidos, o vencimento do parlamentar deve ficar em torno de R$ 12 mil, pagos 13 vezes ao ano."
Artigo Completo, ::AQUI::

Enviada por: Nogueira Junior/ 13:100 Comentários
Do Blog BRASIL! BRASIL! 
Posted: 29 Aug 2012 11:32 AM PDT
THIAGO BOTTINO 

O Código de Processo Penal diz que o juiz deve condenar um acusado com base nas provas. No caso do mensalão há uma gama enorme de provas: documentos, depoimentos, perícias e laudos. Todos os julgadores olham o mesmo enorme mosaico de elementos e a partir dele tomam uma decisão. Esse processo é feito em etapas.
Em primeiro, buscam provas que tenham um "certificado de origem" (não podem ser obtidas de forma ilícita, devem ser produzidas segundo as regras processuais).
Uma vez admitidas, podem passar à próxima etapa. Ainda assim, são milhares de provas de consistência e natureza diferenciadas.
A segunda etapa é da seleção. Alguns ministros terão seu olhar atraído para determinadas provas e nesse processo não verão outras. Daí os debates entre eles acerca de um fato ter sido provado ou não. Foi o que aconteceu quando o ministro Ricardo Lewandowski mudou seu voto ao considerar o que Joaquim Barbosa arguiu quanto ao bônus de volume.
Na terceira etapa, as provas são confrontadas. Entre aquelas selecionadas, ainda há contradições. As provas "brigam": testemunhas dizem coisas opostas.
Desse confronto sai uma decisão: a versão convincente para o julgador. Os critérios que orientam essa análise são ocultos, provêm da formação jurídica e da trajetória profissional e pessoal de cada julgador, de sua avaliação sobre a força de cada prova.
Mas a decisão está sempre apoiada em provas. Barbosa escolheu o laudo dos peritos do TCU. Lewandowski, a decisão dos ministros do TCU.
Não se deve condenar com base em indícios, probabilidades, estranhezas, coincidências ou presunções. São como areia movediça na qual afunda a própria justiça da decisão. Diminuem a impunidade, mas aumentam o risco de condenações injustas.
O processo do mensalão comprova isso. O ministro Luiz Fux disse que é possível flexibilizar garantias. Mas dizer que é preciso relativizar a exigência de provas é diminuir o esforço que relator e revisor fizeram para indicar as bases de sua convicção.
Cada um selecionou, valorou e escolheu elementos diferentes, pois há provas para todos os gostos. Mas ambos apontam exatamente quais depoimentos, laudos e decisões servem de apoio para as decisões. E assim legitimam e explicitam suas posições.

THIAGO BOTTINO é professor de direito penal da FGV Direito, do Rio
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Do Blog O Esquerdopata.
Posted: 29 Aug 2012 11:23 AM PDT


Nos últimos dois anos, segundo a PF em Itajaí, a quantidade de imigrantes da Europa dobrou
Manuela Cendron, natural da Itália, escolheu Balneário Camboriú para cursar faculdade e decidiu ficar
Foto: Marcos Porto / Agencia RBS
A oportunidade de trabalho no exterior levou, por muito tempo, milhares de brasileiros aos países da Europa. Mas a crise que assola o Velho Mundo tem obrigado os europeus a fazer o caminho inverso. Nos últimos dois anos, segundo a Polícia Federal em Itajaí, a quantidade de imigrantes vindos da Europa que chegaram à região dobrou.
Espanhóis, italianos e portugueses têm redescoberto o Brasil - e a nossa região - e encontram na facilidade de comunicação e na oferta de empregos uma oportunidade de driblar a crise. Assim como há mais de 500 anos, o país volta a representar a promessa de uma vida melhor.
- Há muito descontentamento na Europa desde a instalação do Euro. Tive muita sorte no Brasil, demonstrei meu valor e achei pessoas interessadas no meu trabalho. Sinto-me privilegiado porque hoje tenho dois países - diz o chef italiano Amedeo Scavello, 38 anos, que saiu da Calábria para viver em Balneário Camboriú.
Scavello já havia morado em São Paulo e Porto Seguro, mas acabou conquistado pelo ar europeu do Sul. Como ele, a portuguesa Pâmela Abreu, 44 anos, também tinha São Paulo como primeira escolha - mas não adaptou-se à cidade e a trocou por Balneário Camboriú. Pâmela deixou em março a Ilha da Madeira para viver com o marido, que já estava há um ano no Brasil. Coordenador de marketing, ele encontrou aqui as oportunidades que já não tinha na terra-natal.
- A crise econômica é muito grave, o governo vem aumentando impostos, o preço de tudo aumentou e as pessoas têm dificuldade em pagar as contas. Com isto, o dinheiro não roda, muitos comércios fecham. Não há trabalho e o desemprego continua a subir - relata Pâmela.
Formada em Turismo, ela coordenou por 12 anos um resort cinco estrelas e fala fluentemente inglês, francês e espanhol - mas o currículo tem sido empecilho na hora de buscar emprego. Para viver, Pâmela tem feito uso da habilidade em terapias naturais.
- Não sei se é porque as pessoas não me conhecem, ou porque imaginam que vou querer um salário muito alto, mas me surpreendi com a dificuldade que estou tendo em trabalhar na minha área.
Na agência do Ministério do Trabalho, em Itajaí, é comum aparecerem europeus em busca de informações para retirada da carteira de trabalho. Deise Cristina da Silva, chefe substituta da agência, diz não ter uma estimativa de quantos já fizeram a retirada do documento, mas lembra de ter atendido pelo menos três solicitações nas últimas semanas. A maioria dos estrangeiros, segundo ela, acaba em empregos com menor qualificação do que teriam na Europa.
- Atendemos um casal de portugueses que tinha um açougue, mas tiveram que fechar e vieram trabalhar como empregados. Também um espanhol que conseguiu emprego no porto, como tradutor.
Delegado chefe da Polícia Federal em Itajaí, Luciano Raizer explica que, embora existam acordos com alguns países que facilitam a entrada e permanência dos estrangeiros no Brasil, para trabalhar regularmente por aqui é preciso ter visto especial:
- Se a intenção é trabalho, é preciso solicitar o visto ainda no país de origem, no consulado brasileiro.

Oportunidade convence estudantes a ficar

Enquanto parte dos europeus que chegam à região vêm em busca de trabalho, outros escolheram o Litoral Centro-Norte para a experiência de um intercâmbio de estudos no exterior - e não pensam em voltar. A falta de emprego nos países de origem é apontada como o principal motivo para que se mantenham longe de casa.
Italiana, Manuela Cendron, 23 anos, sempre gostou de viajar. Acabou escolhendo Balneário Camboriú para cursar a faculdade de Turismo três anos atrás. Prestes a ingressar nos últimos semestres de estudos, conta que desistiu da ideia de exercer a profissão na Itália:
- Meus pais e meus amigos me aconselham a arrumar trabalho aqui, porque não tem emprego para ninguém lá. As pessoas têm estudo, mas a concorrência está muito elevada.
David Ganzon, 23, passa por situação parecida. Espanhol, chegou à Univali como intercambista no curso de Comércio Exterior, cinco meses atrás. Conseguiu uma vaga de estágio em uma empresa de logística, em Itajaí, e está convencido a permanecer no Brasil:
- Com a situação da Europa em crise, o elevado desemprego, penso que devo ficar.

Crise é consequência de má administração

A crise europeia está diretamente ligada à má administração pública, segundo a professora Cláudia Beatriz Batschauer da Cruz, mestre em Estudos Europeus. Investimentos grandes e desnecessários feitos durante décadas, aliados ao excesso de mão de obra no funcionalismo público, afetaram principalmente países como Grécia, Portugal, Irlanda e Itália.
- Endividados, os países não puderam mais emitir moeda e gerar inflação. Se viram sem saída - explica Cláudia.
Como resultado, subiram os índices de desemprego e, consequente, o endividamento da população. Nos países mais atingidos pela crise, são comuns os protestos contra a perda de vagas de trabalho. Quem está empregado também sofre com a suspensão de benefícios.
Segundo Claudia, embora nem todos os europeus consigam empregos condizentes com a formação que têm, a falta de mão de obra qualificada no Brasil representa uma boa oportunidade de se manter ou se inserir no mercado de trabalho.
Para entrar no Brasil
- Estrangeiros que entram no país podem usar permissão para turismo, que é válida por 90 dias, ou visto de trabalho, que deve ser solicitado antes do embarque, junto ao consulado brasileiro no país de origem
- Quem entra como turista, mas decide trabalhar, precisa solicitar visto, sair do país e entrar novamente
- Nem toda profissão pode ser exercida livremente por estrangeiros no Brasil. Médicos e engenheiros, por exemplo, precisam de documentação especial para trabalhar na área
- Imigrantes ilegais estão sujeitos a multa e, quando notificados, têm oito dias para deixar o país
Dagmara Spautz | dagmara.spautz@osoldiario.com.br
No O Sol Diário


Posted: 29 Aug 2012 11:12 AM PDT


O caminho dos US$ 30 bilhões que saíram do País, as remessas de US$ 176 milhões para a Conta Tucano...As investigações em 2003 apontaram para o nome do sempre citado Ricardo Sérgio de Oliveira, tesoureiro das campanhas presidenciais do PSDB, e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil. Aquele que, flagrado num grampo telefônico, dizia agir "no limite da irresponsabilidade". Aqui

Do jornal O Estado de São Paulo 28/09/2012

O governo brasileiro conseguiu na Justiça dos Estados Unidos comprovar que os ativos bloqueados em Nova York no caso Banestado devem ser repatriados. Assim, serão restituídos ao Brasil US$ 1,080 milhão - ou R$ 2,2 milhões, de acordo com o Ministério da Justiça brasileiro.

A Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e o Departamento Internacional da Advocacia-Geral da União obtiveram decisão judicial na Corte Distrital de Nova York que garante a repatriação de valores depositados em conta bancária usada para o envio ilegal de recursos ao exterior. Isso porque os ativos bloqueados em Nova York em 2005, anteriormente sob propriedade de três brasileiros, constituem produto de crimes praticados no Brasil.

Em 2005, os recursos foram bloqueados nos EUA após pedido de cooperação jurídica internacional feito pelo governo brasileiro. Em 2010, o bloqueio caiu e a quantia foi transferida para o governo dos EUA, que ajuizou ação judicial ("interpleader action") para determinar a quem caberia o montante.

Conforme a nota do Ministério da Justiça, os recursos seriam oriundos de três brasileiros que foram condenados em primeira instância por evasão de divisas, formação de quadrilha e gestão fraudulenta. "Nos termos de sentença penal proferida pela 6ª Vara Federal de São Paulo, em fevereiro deste ano, os três brasileiros estão envolvidos no escândalo Banestado. A apuração do caso revelou a operação de uma rede de doleiros para o envio ilegal de recursos para o exterior no período de 1996 a 2005", explica a nota. O dinheiro ficará sob a custódia da 6ª Vara de São Paulo até o julgamento do recurso interposto pelos réus.

Relembre o caso: Revista Época (da Globo) de 2003


Dossiê do caso Banestado traz nomes de políticos do PSDB e DEM, ex PFL

Políticos como José Serra (PSDB) e Jorge Bornhausen (PFL) constam de relatórios da Polícia Federal que mostram a existência de ordens de pagamento e registros de movimentações financeiras do esquema de lavagem de US$ 30 bilhões por meio da agência bancárias do Banestado de Foz do Iguaçu (PR).

Um dos principais documentos é o dossiê AIJ 000/03, de 11 de abril de 2003, assinado pelo perito criminal da Polícia Federal Renato Rodrigues Barbosa – que chegou ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, com um carimbo de "confidencial". O perito e o delegado José Francisco Castilho Neto identificaram pessoas físicas e jurídicas que estariam usando o esquema de remessa de dinheiro do Brasil para o exterior.

O dossiê AIJ000/03 traz a indicação de José Serra, o mesmo nome do ex-ministro da Saúde e ex-presidenciável tucano. O AIJ004 aponta apenas S. Motta, que os policiais suspeitam ser o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, que já morreu. O dossiê AIJ001 mostra transações financeiras do senador Jorge Konder Bornhausen, presidente nacional do PFL, e do seu irmão Paulo Konder Bornhausen. Já o dossiê AIJ002 aponta o nome do empreiteiro Wigberto Tartuce, ex-deputado federal por Brasília.

No caso de José Serra, há extratos fornecidos pelo banco americano JP Morgan Chase. O nome do ex-ministro, que segundo relatório dos policiais pode ser um homônimo, surge em uma ordem de pagamento internacional de US$ 15.688. O dinheiro teria saído de uma conta denominada "Tucano" e sido transferido para a conta 1050140210, da empresa Rabagi Limited, no Helm Bank de Miami, nos EUA. Serra é apontado como o remetente dos recursos. Isto seria uma indicação de que ele teria poderes para movimentar diretamente a conta Tucano. Entre 1996 e 2000, essa conta recebeu US$ 176,8 milhões, segundo a PF.

Polícia acha pista de dinheiro de Collor

A Polícia Federal acredita ter descoberto uma pista para rastrear dinheiro que o ex-presidente Fernando Collor manteria em paraísos fiscais. O indício surgiu durante as investigações sobre o Dossiê Cayman, um conjunto de papéis que forjaram a existência de uma conta nas Ilhas Cayman atribuída ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a outros tucanos. O inquérito sobre o Dossiê Cayman foi entregue ontem à Justiça Federal, incluindo Collor e o irmão dele, Leopoldo, entre os 16 indiciados pela fraude.

Ao final do relatório, os delegados Paulo de Tarso Teixeira e Jorge Ponte sugerem que novas investigações sejam abertas para comprovar o envolvimento de outras pessoas na tentativa de explorar politicamente o dossiê.

A nova linha de investigação que a PF poderá seguir, se a Justiça Federal autorizar, passa pelo rastreamento da empresa Eagle International, com sede no Uruguai. Essa empresa, segundo a PF, foi usado por Collor e Leopoldo para pagar pela compra do dossiê forjado. Época. Link aqui
Por: Helena™0 Comentários 
Posted: 29 Aug 2012 08:37 AM PDT


O Ministro do STF - Ricardo Lewandowski - ESTÁ PAGANDO UM PREÇO MUITO ALTO por seu posicionamento na condição de Revisor da Ação Penal 470 - Mensalão - tendo absolvido João Paulo Cunha.

No Extra-Globo On Line e na edição impressa de hoje do jornal O Globo, um evento ocorrido em 2007, que contou com a participação de Lewandowski na condição de homenageado, quando do Lançamento de uma REVISTA na área jurídica pela Prefeitura de Osasco, é notícia com o título - ANTES DO JULGAMENTO - e o sub-título - EM 2007, MINISTRO E RÉU NO MESMO EVENTO - o Réu a que a matéria faz menção é o Deputado João Paulo Cunha (PT).
Na sequência, diz a matéria: "O encontro aconteceu cerca de um ano após o então procurador-geral Antonio Fernando de Souza enviar a denúncia do mensalão ao Supremo, mas quatro meses antes de o plenário do STF votar pelo recebimento a denúncia".

Ou seja, quando da presença do Ministro Lewandowski ao evento, a DENÚNCIA NÃO HAVIA SIDO ANALISADA PELO STF, portanto, João Paulo Cunha NÃO era RÉU.

Ressalte-se ainda que Lewandowski, não era revisor do MENSALÃO, visto que, nem PROCESSO EXISTIA na época. Além do que, o Ministro compareceu a um EVENTO PÚBLICO - OFICIAL - Promovido pela Prefeitura de OSASCO. Não há nenhuma ilegalidade ou imoralidade no presente fato, e, evidentemente ele só é notícia hoje, por conta da campanha "suja" que movem contra a pessoa do ministro, a quem querem atribuir parcialidade e ligações com os RÉUS, especialmente os Petistas.

É lamentável que um jornal de circulação nacional use desse expediente, e publique matéria com esse teor absolutamente tendencioso. Ah sim ! O jornal não afirmou nada. Sim, o jornal não afirmou, mas, algumas coisas, da forma como são divulgadas, no momento em que são divulgadas e com título e sub-título de evidente MÁ-FÉ que carregam, não precisam afirmar nada. Vindo das "Organizações" de onde veio, todos já sabem qual  o intuito da matéria.

Leia a matéria em seu inteiro teor aqui - É basicamente o que saiu publicado no jornal
Posted: 29 Aug 2012 08:34 AM PDT


Um grande banco de São Paulo reuniu nesta 3ª feira três vigas chamuscadas do incêndio neoliberal que ainda arde no planeta: Clinton, Blair e FHC. Que um banco tenha promovido um megaevento com esses personagens a essa altura do rescaldo diz o bastante sobre a natureza do setor e da ingenuidade dos que acreditam em cooptar o seu 'empenho' na travessia para um novo modelo de desenvolvimento. Passemos.
As verdades às vezes escapam das bocas mais inesperadas. Clinton e Blair jogaram a toalha no sarau anacrônico do dinheiro com seus porta-vozes. Coube ao ex-presidente norte-americano sintetizar um reconhecimento explícito: 'Olhando de fora, o Brasil está muito bem. Se tivesse que apostar num país, seria o Brasil'.
Isso, repita-se, vindo de um ex-presidente gringo que consolidou a marcha da insensatez financeira em 1999, com a revogação da lei de Glass-Steagall.
Promulgada em junho de 1933, três meses depois da Lei de Emergência Bancária, que marcou a posse de Roosevelt, destinava-se a enquadrar o dinheiro sem lei, cujas estripulias conduziram o mundo à Depressão de 29.
A legislação revogada por Clinton submetia os bancos ao rígido poder regulador do Estado. Legitimado pela crise, Roosevelt rebaixou os banqueiros à condição de concessionários de um serviço sagrado de interesse público: o fornecimento de crédito e o financiamento da produção. Enquanto vigorou, a Glass Steagall reprimiu o advento do supermercado financeiro, o labirinto de vasos comunicantes dos gigantes financeiros em que bancos comerciais agem como caixa preta de investimento especulativo, com o dinheiro de correntistas.
O democrata que jogou a pá de cal nas salvaguardas do New Deal elogiou o Brasil, quase pedindo desculpas por pisotear o ego ao lado do grande amigo de consensos em Washington e de corridas de emergência ao guichê FMI.
Mas FHC é um intelectual afiado nas adversidades.
A popularidade contagiante do tucano, reflexo, como se sabe, de seu governo, poupa-o da presença física nos palanques do PSDB, preferindo seus pares deixá-lo no anonimato ocioso para a necessária à defesa do legado estratégico da sigla.
É o que tem feito, nem sempre dissimulando certo ressentimento, como nessa 3ª feira mais uma vez.
Falando com desenvoltura sobre um tema, como se sabe, de seu pleno domínio sociológico, ele emparedou Clinton, Hair e tantos quantos atestem a superioridade macroeconômica atual em relação à arquitetura dos anos 90.
Num tartamudear de íngreme compreensão aos não iniciados, o especialista em dependência - acadêmica e programática - criticou a atual liderança dos bancos públicos na expansão do crédito, recado oportuno, diga-se, em se tratando de palestra paga pelo banco Itau; levantou a suspeição sobre as mudanças que vem sendo feitas - 'sem muito barulho'' - na política econômica ("meu medo é que essa falta de preocupação com o rigor fiscal termine por criar problemas para a economia") e fez ressalvas ao " DNA" das licitações - que não reconhece, ao contrário de parte da esquerda, como filhas egressas da boa cepa modelada em seu governo.
Ao finalizar, num gesto de deferência ao patrocinador, depois de conceder que a queda dos juros é desejável fuzilou: 'houve muita pressão para isso'.
O cuidado tucano com os interesses financeiros nos governos petistas não é novo.
Há exatamente um ano, em 31 de agosto de 2011, quando o governo Dilma, ancorado na correta percepção do quadro mundial, cortou a taxa de juro pela primeira vez em seu mandato, então em obscenos 12,5%, o dispositivo midiático-tucano reagiu indignado. A pedra angular da civilização fora removida por mãos imprevidentes e arestosas aos mercados.
O contrafogo midiático rentista perdurou por semanas.
Em 28 de setembro, Fernando Henrique Cardoso deu ordem unida à tropa e sentenciou em declaração ao jornal 'Valor Econômico': a decisão do BC fora 'precipitada'.
Era a senha.
Expoentes menores, mas igualmente aplicados na defesa dos mercados autorreguláveis, credo que inspirou Clinton a deixar as coisas por conta das tesourarias espertas, replicaram a percepção tucana do mundo:"não há indícios de que a crise econômica global de 2011 seja tão grave quanto a de 2008", sentenciou, por exemplo o economista de banco Alexandre Schwartzman,indo para o sacrifício em nome da causa.
Nesta 4ª feira, o BC brasileiro completa um ano de cortes sucessivos na Selic com um esperado novo recuo de meio ponto na taxa, trazendo-a para 7,5% (cerca de 2,5% reais).
Ainda é um patamar elevado num cenário de crise sistêmica, quando EUA e países do euro praticam juros negativos e mesmo assim a economia rasteja.
Uma pergunta nunca suficientemente explorada pela mídia, que professa a mesma fé nas virtudes do laissez-faire, quase grita na mesa: 'Onde estaria o Brasil hoje se a condução do país na crise tivesse sido obra dos sábios tucanos?'
As ressalvas feitas por FHC no evento de banqueiros desta 3ª feira deixa a inquietante pista de que seríamos agora um grande Portugal, ou uma gigantesca Espanha - um superlativo depósito de desemprego, ruína fiscal e sepultura de direitos sociais, com bancos e acionistas solidamente abrigados na sala VIP do Estado mínimo para os pobres.
Em tempos de eleições, quando candidatos de bico longo prometem fazer tudo o que nunca fizeram, a fala de FHC enseja oportuna reflexão.
Saul Leblon
No Blog das Frases


Posted: 29 Aug 2012 08:30 AM PDT



Esta foto do Lula de barba
ilustra a matéria
Mais um espécime do jornalismo mãe Dinah que floresce em nosso porcalismo tupiniquim.
Dessa vez, baixou na repórter Tatiana Farah de O Globo o espírito clarividente de mãe Dinah e ela saiu vendo coisas, lendo mentes, passado, presente e futuro.
Temos aí uma afirmação categórica que não é comprovada em nenhum ponto (repito, nenhum) da matéria.
Já no começo, o jornalismo mãe Dinah se manifesta:
SÃO PAULO - Um dos principais réus do mensalão, o ex-ministro José Dirceu tem se reunido semanalmente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os encontros ocorrem na casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, ou no instituto Lula, em São Paulo. Em pauta, o julgamento do escândalo no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual Dirceu é acusado de formação de quadrilha e corrupção. Lula e seu ex-ministro também discutem a situação eleitoral deste ano, principalmente nas cidades escolhidas como prioritárias pelo PT: São Paulo, Recife e Belo Horizonte.
Procure, investigativo leitor, curiosa leitora, um único depoimento em toda a matéria de alguém que tenha visto ou confirme levemente esses encontros semanais. Não há.
Procure também qualquer informação de que José Dirceu tenha discutido o julgamento do chamado mensalão. Com Lula ou qualquer outra pessoa. Não há. Pelo contrário. Veja estes trechos da matéria, que a contradizem:
— Nem tocamos no assunto do julgamento — disse [o escritor Fernando] Morais [que o teria visitado].
(...)
— Não converso sobre isso com ele e me parece que ele não está interessado em conversar sobre o julgamento — disse Francisco Rocha, o Rochinha, coordenador da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual Dirceu faz parte.
Ao final, a repórter mãe Dinah penetra a mente de José Dirceu e prevê seus próximos passos:
O ex-ministro se afastou da consultoria a empresas para acompanhar o processo no STF. A ideia era interromper o serviço até o fim do julgamento. Mas, como o caso tem se estendido, pode reavaliar o retorno. Ele prevê que o veredicto sai até meados de outubro.
Dirceu disse a ela que prevê algo? Não, mãe Dinah prevê que ele prevê. 
E os encontros com Lula? Ficaram apenas no título e no primeiro parágrafo, o chamado lead. Depois, foi ao éter de onde veio.
No Blog do Mello

Posted: 29 Aug 2012 08:26 AM PDT


"A revista Veja e o jornalista Policarpo Júnior voltaram a ser citados na CPMI que investiga o crime organizado liderado pelo contraventor Carlos Cachoeira. Em depoimento nesta terça-feira (28), o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot, acusou a revista Veja de ter provocado a demissão dele. "Nada teria acontecido se não fosse a reportagem da Veja", disse Antônio Pagot.
Vermelho
O ex-diretor do Dnit foi demitido em julho do ano passado após divulgação de matéria da revista Veja que acusava integrantes do Partido da República (PR) de comandar, por meio do Ministério dos Transportes, esquema de superfaturamento de obras por parte de empreiteiras.

Interceptações telefônicas da Polícia Federal, além de revelar relação estreita entre o diretor da sucursal da revista em Brasília, Policarpo Júnior, com a rede liderada por Cachoeira, apontam que o bicheiro tramou a saída de Pagot do Dnit, por não ter atendido as reivindicações da Construtora Delta.

Para o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), o diretor do Dnit foi "vítima" da organização criminosa que, segundo ele, tramou a sua queda. "Ele contrariou os interesses da empresa Delta, especialmente em obras que estavam ligadas ao Dnit. Essa contrariedade gerou matérias jornalísticas, que de alguma forma, contribuíram para a sua queda", avaliou."
Matéria Completa, ::AQUI::

Enviada por: Nogueira Junior/ 11:200 Comentários
Do Blog BRASIL! BRASIL! 
Posted: 29 Aug 2012 04:05 AM PDT

QUANTO MAIS CEDO SE FAZ USO DE DROGAS - ÁLCOOL - MACONHA - COCAÍNA - CRACK - PIOR O ESTRAGO.
A candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PPS - Soninha Francine - defende e apresenta como plataforma de governo a liberação e descriminalização do uso / porte de maconha. A jovem candidata, deveria se informar melhor sobre os malefícios que as DROGAS - todas elas, causam - e ser mais criativa na busca de soluções e caminhos que possam proporcionar a nossa sociedade, um ambiente mais saudável e menos violento.
Os defensores da liberação, e aqui, sem nenhum tipo de agressão e/ou rótulo pejorativo, respeitando à opinião, mas, discordando totalmente, apresentam tal liberação como solução para o fim de extorsões por parte de maus policiais e para que nossas penitenciárias não fiquem cheias de jovens "usuários". Alegam ainda que com a liberação, ocorreria o enfraquecimento do tráfico.

Da forma como a LEGISLAÇÃO já está hoje, os apenas usuários, aqueles que portam pequenas quantidade de maconha, não são mais presos, podendo apenas ter de se submeter a um acompanhamento ou tratamento para a sua dependência. Ninguém vai para a cadeia pelo simples uso da droga. 

O grande problema das drogas é o tráfico, e não há como comprar se não houver quem venda. Mesmo que A "MACONHA" seja vendida legalmente, haverá o mercado negro, potencializando o teor "estimulante" da droga e fraudando conteúdo para barganhar preço.A disputa pelo controle das demais drogas vai persistir e, o tal enfraquecimento do tráfico não ocorrerá nunca por esse caminho. Já imaginaram a "DISPUTA AGRÁRIA" pelo plantio até em varandas de APTOs. ?
Depois, se é DROGA, se comprovadamente faz mal, se é porta para outras DROGAS mais "pesadas e lesivas" DEVE SER LIBERADA ? - Ou, uma sociedade inteligente deve buscar os caminhos que não sejam o de criminalizar dependentes, mas também o de não favorecer que eles aumentem em número e diminuam na idade em que se perdem ?

LEIA AQUI A MATÉRIA - A MACONHA "EMBURRECE"
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Do 007BONDeblog.
Posted: 29 Aug 2012 03:56 AM PDT



Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania
"É uma bofetada no rosto do eleitor a piadinha infame que a campanha de José Serra fez no rádio e na internet usando proposta do candidato Fernando Haddad para mitigar o sofrimento do povo de São Paulo no torturante – e caro – transporte público da capital paulista.
Irresponsável, Serra permitiu que sua campanha fizesse a politicagem mais baixa vinculando Haddad ao julgamento do mensalão, como se todo tucano fosse culpado pelo mensalão tucano do ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.
Para seu jogo sujo e desrespeitoso ao eleitor, o PSDB paulistano, a mando de Serra e do mal-avaliado prefeito Gilberto Kassab, inventou o "bilhete mensalão", uma piadinha ruim que os dois políticos usam em vez de fazerem propostas para o caos que criaram em São Paulo."
Artigo Completo, ::AQUI::

Enviada por: Nogueira Junior/ 21:230 Comentários
Também do Blog BRASIL! BRASIL! 
Posted: 29 Aug 2012 03:52 AM PDT




Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação
"A despolitização da política é uma das marcas desta campanha eleitoral para a escolha de prefeitos e vereadores nos 5.556 municípios brasileiros.
No Rio de Janeiro, cidade que mais resistiu à ditadura, o panorama é constrangedor, para não dizer vergonhoso. Basta ver a propaganda eleitoral pela televisão para constatar o baixo nível com pleiteantes aparecendo até com nariz de palhaço, em uma tentativa grotesca de repetir o fenômeno paulista do parlamentar federal mais votado do país, o Tiririca.
É preciso analisar o motivo pelo qual a política brasileira e mesmo mundial decaiu com o surgimento de figuras como Silvio Berlusconi, Mario Monti, Angela Merkel e por aqui Geraldo Alckmin, Sergio Cabral, Eduardo Paes, entre outros. São produtos do mercado e com discursos enganadores e muito apoio de grupos empresariais dos mais variados conseguem iludir até gente bem intencionada.
A decadência da política partidária tem também como parcela de culpa os próprios meios de comunicação que fazem o possível e o impossível para evitar debates permanentes e não apenas de candidatos a postos executivos com regras absurdas visando impedir o confronto de ideias.
Os grandes temas são escamoteados e quando surge algum tipo de confronto aparecem os colunistas de sempre com críticas do gênero senso comum objetivando evitar o aguçamento do espírito crítico da cidadania.
A continuar assim, as próximas eleições poderão ser ainda mais mornas do que a atual e sem que o eleitor possa conhecer de fundo o verdadeiro ideário dos candidatos, sobretudo daqueles que prometem mundos e fundos, mas quando eleitos fazem exatamente o contrário das promessas."
Artigo Completo, ::AQUI::

Enviada por: Nogueira Junior/ 21:540 Comentários
Do Blog BRASIL! BRASIL! 
Posted: 29 Aug 2012 03:48 AM PDT



Foto: Edição/247


Entre 2002 e 2011, governos paulistas assinaram contratos de R$ 943 milhões com empreiteira que está no centro da CPI do Cachoeira; Geraldo Alckmin chamou relação de "ínfima"; José Serra, citado pelo contraventor em grampo da PF, fica quietinho; ex-diretor do Dersa Paulo Preto fala nesta quarta à Comissão; empreiteira fez desembolsos pesados às vésperas da campanha presidencial de Serra, em 2010; novo rumo?



247 – Ao longo desta terça-feira 28, 247 procurou o setor de comunicação da campanha do candidato a prefeito de São Paulo José Serra, do PSDB, para conhecer a reação dele à revelação, com exclusividade, dos diálogos entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e o então senador Demóstenes Torres, travados a partir de 14 de maio de 2009, com articulações para a marcação de uma audiência com o próprio Serra, então governador do Estado (ouça).
A julgar pela não resposta a dois e-mails e dois telefonemas, feitos a partir das 13 horas, Serra preferiu ficar quietinho. Em abril deste ano, quando estourou o escândalo do tráfico de influência praticado por Cachoeira e Demóstenes e vieram à tona as estreitas relações deles com a empreiteira Delta, do empresário Fernando Cavendish, o governador Geraldo Alckmin reagiu de maneira diversa a perguntas sobre a presença, no Estado, da construtora repleta de contratos suspeitos. "Nem sei se tem (contratos), se tem são ínfimos", disse ele ao jornal Folha de S. Paulo.
Na mesma medida em que o silêncio de Serra não contribui com a apuração da verdade, a frase de Alckmin, à luz de pesquisas feitas pelo site Transparência SP, soa, agora, como um despite ingênuo – e bastante constrangendor para um governador que se diz organizado e conhecedor dos assuntos de Estado.
O fato é que, desde o primeiro mandato de Alckmin e até o ano passado, quando entre os governos de Alckmin e Alckmin houve a administração José Serra-Alberto Goldman (Serra renunciou ao mandato para concorrer à Presidência da República, deixando o vice, igualmente tucano, em seu lugar), a relação considerada "ínfima" da administração pública paulista com a Delta somou, em valores corrigidos, nada menos que R$ 943 milhões. Ou seja, quase R$ 1 bilhão. A empreiteira de Fernando Cavendish, cujo lobby era feito nos bastidores por Cachoeira e quase publicamente por Demóstenes, operou nada menos que 27 contratos nesse período, travando relacionamento formal com gigantes estatais como a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (DERSA), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) e aUniversidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Ínfimo?
Desse total de R$ 943 milhões em contratos, R$ 178,5 milhões foram assinados e faturados entre 2002 e 2006, no primeiro governo de Alckmin, e a partir de janeiro de 2011, quando ele assumiu novo mandato. É, com efeito, um relacionamento menor do que a empreiteira teve com o governo de São Paulo na gestão de José Serra: R$ 764,8 entre janeiro de 2007 e abril de 2010. Mesmo assim, não dá para chamar mais de R$ 175 milhões em contratos de algo "ínfimo". E, no contexto da CPI, os mais de R$ 760 milhões contratados pelo governo Serra à Delta merecem apuração.
É por isso que, nesta quarta-feira 29, o ex-diretor do Dersa, Paulo Vieira de Souza, chamado por seus amigos tucanos de Paulo Preto, irá sentar-se diante da Comissão na condição de testemunha. Entre o reducionismo de Alckmin e a quietude de Serra, ele, necessariamente, terá muito a acrescentar.
Em Brasília, a jornalista Andressa Anholete, de 247, apurou que entre os meses de agosto de 2009 e abril de 2010, às vésperas de Serra renunciar ao governo para tentar seu segundo voo em direção à Presidência da República, a Delta obteve R$ 143,1 milhões por seu quinhão no consórcio Nova Tietê, formado entre empreiteiras para realizar obras viárias nas avenidas marginais da capital paulista. Mais precisamente, R$ 143.145.816, 44.
Em relatórios de caixa da Delta obtidos com exclusividade por 247, o que se vê é que, além de faturar, a empreiteira também fez desembolsos pesados entre os meses de dezembro de 2010 e janeiro, fevereiro, março e abril de 2011. Apenas um dos débitos na conta da companhia feitos nessa fase alcançou R$ 6.628.559,15. Os valores começaram a cair depois de maio. Em abril, o então governado José Serra deixou o governo de São Paulo para ser presidenciável. Os pagamentos à Delta, assim como a administração dos contratos da Nova Tietê, eram feito pela Dersa, cujo então diretor, o Paulo Preto, irá à CPI do Cachoeira na condição de testemunha.
A depender do teor das perguntas dos parlamentares e, especialmente, da respostas, a inquirição a Paulo Preto tem tudo para ser um dos momentos mais emocionantes da CPI até aqui.
Abaixo, notícia publicada pelo portal Democracia Política sobre o relacionamento nada ínfimo entre a Delta e os governos tucanos de São Paulo:
CPI: COMPLICA A SITUAÇÃO DE JOSÉ SERRA E "PAULO PRETO"
São Paulo fez contratos de quase um bilhão com a Delta; Paulo Preto assinou o maior deles, no governo Serra
Por Conceição Lemes
"Nesta semana, começam efetivamente os trabalhos da CPI que investigará as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos, autoridades e empresários. Um dos alvos, a 'Delta Construções', de Fernando Cavendish, suspeita, com base em informações da 'Operação Monte Carlo', realizada pela Polícia Federal (PF), do envolvimento da empresa com Cachoeira.
No dia da instalação da CPI do Cachoeira, 19 de abril, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao ser questionado sobre os contratos da "Delta" com o Estado de São Paulo, disse não estar preocupado com eles, segundo a "Folha de S. Paulo": "Nem sei se tem [contratos],se tem são ínfimos ".
A verdade é outra. Levantamento feito pelo blog "Transparência SP"revela que, de 2002 a 2011, a "Delta" fechou, pelo menos, 27 contratos (incluindo participação em consórcios) com empresas e órgãos públicos do governo do Estado de São Paulo.
Na lista de contratantes, Desenvolvimento Rodoviário S.A. (DERSA), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Somam cerca de R$ 800 milhões em valores nominais. Em valores corrigidos (considerando a inflação do período) chegam a R$ 943,2 milhões.
Desses R$ 943,2 milhões, R$ 178, 5 milhões foram celebrados nasgestões Alckmin (2002 a março de 2006 e de janeiro de 2011 em diante) e R$ 764,8 milhões no governo de José Serra (janeiro de 2007 a abril de 2010).
DERSA CONTRATOU DELTA PARA A NOVA MARGINAL DO TIETÊ POR R$ 415.078.940,59
O maior contrato da "Delta" com órgãos e empresas do governo do Estado de São Paulo foi com a DERSA para executar a ampliação da marginal do rio Tietê: R$ 415.078.940,59 (valores corrigidos)
Apesar de condenada por ambientalistas, geólogos e urbanistas, a "Nova Marginal do Tietê" foi anunciada em 4 de junho de 2009, com bumbos e fanfarras, pelo então governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (hoje PSD, na época DEM).
Na época, o portal do governo do Estado de São Paulo informou:"Investimento de R$ 1,3 bilhão prevê, além de novas pontes e viadutos, plantio de cerca de 83 mil árvores e implantação de ciclovia".
"irá reduzir o tempo das viagens em cerca de 35%; "tráfego para as rodovias Castelo Branco, Ayrton Senna, Dutra, Fernão Dias, Anhanguera e Bandeirantes terá fluxo mais rápido"; junto com o Rodoanel e o Complexo Anhanguera, a Nova Marginal pretende aliviar o trânsito nas principais interligações de bairros de São Paulo e evitar o trânsito de veículos de passagem por bairros e o centro da cidade".
Serra ainda afirmou:
"É uma obra que é financiada com recursos do Tesouro e com dinheiro público das concessionárias, que é dinheiro do pedágio, segundo projeto e orientação do próprio Governo".
"é uma obra que está tendo todo o cuidado ecológico, o que não é tradição em São Paulo, pois as obras e a devastação andavam de mãos dadas, mas isso acabou nos tempos atuais".
A obra tinha dois lotes: 1 e 2. A concorrência do chamado lote 2 foi vencido pelo consórcio "Nova Tietê", liderado pela "Delta" (participação de 75% a 80%).
Extrato do contrato assinado em 13 de maio de 2009 e publicado no dia seguinte no "Diário Oficial Empresarial" revela o valor da obra: R$ 287.224.552,79.
PAULO PRETO E DELSON AMADOR ASSINAM O CONTRATO PELA DERSA COM A DELTA
O consórcio da "Delta" venceu a licitação para o lote 2 da "Nova Marginal do Tietê" com uma diferença de R$ 2,4 milhões em relação ao segundo colocado, o "Consórcio Desenvolvimento Viário" (EIT – "Empresa Industrial Técnica S/A" — e "Egesa Engenharia"), que, por sinal, ganhou o lote 1.
Curiosamente 1: 1 ano 4 meses depois, o consórcio da "Delta" conseguiu um "aditamentozinho" de R$ 71.622.948,47 no contrato.
Curiosamente 2: Na época da licitação, Paulo Vieira de Souza era diretor de Engenharia da DERSA, e seu presidente Delson José Amador, que acumulava a superintendência do DER.
Paulo Vieira de Souza é o "Paulo Preto", ou "Negão", como é mais conhecido. Até abril de 2010, foi diretor da DERSA. Com extensa folha de serviços prestados ao PSDB, foi apontado como arrecadador do partido e acusado pelos próprios tucanos de sumir com R$ 4 milhões que seriam destinados à campanha do então presidencial José Serra. O dinheiro teria sido levantado principalmente junto a empreiteiras com as quais ele possuía relações estreitas.
O nome de Paulo Preto apareceu, ainda, na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na "Operação Castelo de Areia". Na ação, executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas.
Delson Amador também apareceu na "Operação Castelo de Areia". Assim como Paulo Preto, seu nome constava da apreendida pela Polícia Federal na Camargo Corrêa.
Em 1997, durante a presidência de Andrea Matarazzo, Amador virou diretor da CESP. Aí, foi responsável pela fiscalização de obras tocadas pela Camargo Corrêa, como a Usina de Porto Primavera, e a Ponte Pauliceia, construída sobre o Rio Paraná para ligar os municípios de Pauliceia, em São Paulo, e Brasilândia, em Mato Grosso do Sul. Amador foi ainda chefe de gabinete de Matarazzo na subprefeitura da Sé.
HERALDO, O FORAGIDO, É QUEM ASSINOU PELA DELTA O CONTRATO DA NOVA MARGINAL
Curiosamente 3: Certidão emitida pela Junta Comercial de São Paulo mostra que o representante legal do Consórcio "Nova Tietê" éHeraldo Puccini Neto, diretor da "Delta Construções" para São Paulo e Sul do Brasil.
Escutas realizadas com autorização judicial revelam que é um dos interlocutores mais próximos de Cachoeira. Documentos disponibilizados na internet referentes ao processo contra Carlinhos Cahoeira no Supremo Tribunal Federal (STF) mostram a proximidade de Heraldo com o bicheiro e como a quadrilha preparava editais para ganhar licitações.
É possível que esse mesmo modus operandi tenha sido aplicado pela "Delta" em várias licitações como as feitas pelo governo do Estado de São Paulo.
Heraldo teve a prisão decretada pela Justiça Federal na semana passada. Foi a partir de investigações realizadas no âmbito da "Operação Saint Michel", braço da "Monte Carlo".
Um grupo de policiais civis de Brasília chegou às 6 horas da última quarta-feira 25 ao apartamento dele, no Morumbi, em São Paulo. Heraldo não estava nem foi localizado pela polícia. É considerado foragido da Justiça.
Curiosamente 4: Num despacho de setembro de 2011 do Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP) referente ao contrato da 'Nova Marginal", aparecem juntos Paulo Preto, Delson Amador e Heraldo Puccini Neto. Os dois primeiros como contratantes. O último como contratado.
DEPUTADOS PEDEM AO MP QUE APURE INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES
A essa altura algumas perguntas são inevitáveis:
1. Considerando que o senador Demóstenes Torres é sócio oculto da "Delta" e apoiou José Serra em 2010, será que dinheiro da "Nova Marginal do Tietê" irrigou a campanha do tucano à presidência?
2. Entre os R$ 4 milhões que teriam sido arrecadados por Paulo Preto e não entregues ao PSDB, haveria alguma contribuição da Delta?
3. Paulo Preto ou Delson Amador teve algum contato direto com Cachoeira?
Na sexta-feira 27 jun, parlamentares paulistas protocolaram representação no Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) para que investigue indícios de irregularidades, ilegalidades e improbidades nos contratos formalizados pela DERSA com empresas e consórcios, entre os quais o Consórcio "Nova Tietê", capitaneado pela Delta.
Encabeçada pelo deputado estadual João Paulo Rillo e assinada por Adriano Diogo, ambos do PT-SP, a representação pede que o MP apure possíveis atos de improbidade administrativa praticados por José Serra, Paulo Preto e Delson Amador, diante de sinais de superfaturamento das obras de ampliação da Marginal Tietê.
A propósito. Lembram-se que, em 2009, durante o lançamento da "Nova Tietê", José Serra disse: "é uma obra que está tendo todo o cuidado ecológico, o que não é tradição em São Paulo, pois as obras e a devastação andavam de mãos dadas, mas isso acabou nos tempos atuais"?
Na ocasião, a propaganda do governo estadual indicava que as pistas seriam cercadas por frondosas árvores e arbustos. E a secretária de Saneamento e Energia, Dilma Pena (atualmente preside a SABESP), ressaltou a importância de recuperar o espaço das margens do Tietê com uma via parque, uma ciclovia e o plantio de 65 mil mudas.
Pois bem, dois anos após o término das obras, a "marginal Tietê" ainda está à espera das 65 mil mudas que deveriam ter sido plantadas pelo governo paulista como compensação ambiental, em 2010. Ainda, árvores morreram ou não se desenvolveram no solo árido das margens do rio. A falta de árvores foi constatada em perícia realizada pelo Sindicato dos Arquitetos. A entidade move ação civil pública contra a DERSA, que, como responsável pela obra, é obrigada a repor cerca de 30% dos espécimes.
Será que a "Nova Marginal do Tietê", além de mãos dadas com a devastação, também se banhou na cachoeira preta?"
FONTE: reportagem de Conceição Lemes publicada no portal do jornalista Luiz Carlos Azenha (http://www.viomundo.com.br/denuncias/sao-paulo-fez-contratos-de-quase-um-bi-com-a-delta-paulo-preto-assinou-o-maior-deles-no-governo-serra.html).
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Do Blog ContrapontoPIG
Posted: 29 Aug 2012 03:37 AM PDT
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