sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Direita brasileira ensaia um Golpe Mediático


Crônicas e Críticas da América Latina


Vencer, vencer ou vencer é preciso

Pedro Ayres
Jornalista

Uma das mais insidiosas mentiras, há muito usada para anular a consciência política das massas, é a falta de memória do povo.Volta e meia, quando intentam justificar o injustificável até mesmo para o próprio amoralismo, recordam o falso axioma - o povo brasileiro não tem memória. De tanto falarem e repetirem essa mentira que, por incrível que possa parecer, tornaram-se as maiores vítimas da própria mentira. Foi e é o feitiço contra o feiticeiro. Hoje, 56 anos depois de 24 de agosto de 1954, o que era emoção e sentimento de dor, agora tem sentido político e claro objetivo. Assim como 1964 também já tem outro entendimento, menos autocomiserativo, mais analítico e dialético, em que, ao invés de lutas entre personalidades políticas, entende-se que o que houve foi a vitória do sistema neo-capitalista mundial contra os anseios do povo brasileiro por mais soberania, independência, progresso e bem-estar social.

Desde 1964 que o capitalismo nacional e estrangeiro luta para esmagar a lembrança de Getúlio Vargas e de tudo aquilo que ele representou em termos de propostas nacionalistas e trabalhistas. Cientistas sociais, politólogos, brazilianists, jornalistas e economistas compõem a grande legião de "estudiosos" que há muito decretaram o "fim da Era Vargas", como sinônimo da total e completa submissão aos interesses imperialistas por parte do país e de esmagamento dos direitos sociais e civis da massa trabalhadora.

O leit motiv dessa campanha, era a crença na mentira que eles mesmos tinham criado. Assim, o resultado é que não foram capazes de compreender o mais importante fenômeno político deste início de século - a geração de um movimento político popular, em que a memória, a emoção e os sentimentos de identidade são a principal liga de sua luta.

O incrível é que tudo isso foi se realizando em termos concretos, como memória coletiva e na consolidação do que há muito as massas almejavam ver resolvido. Foi realmente uma tarefa inigualável, pois, além de resistirem à dominação ideológica do sistema, eliminaram a aculturação que o império tentava e tenta impor. Hoje, porém, através da transmissão oral das experiências e recordações de velhas lutas populares, do conhecimento e aprendizado a respeito do que se passa na América Latina e das lutas de nossos vizinhos, foram construindo um conceito de Estado e a conseqüente economia política para esse Estado.

Uma construção que hoje pode ser compreendida como um pensar político próprio e início de uma nova proposta política. Uma proposta que ainda está em formação, mas, que significa algo bem distinto do que existe em termos capitalistas e daquilo que se poderia intitular como a não-ideologia capitalista. Na realidade, como acontece em todas as etapas de transição histórica, há um momento em que os processos de superação de algumas contradições secundárias são tão rápidos em suas dinâmicas, que há a sensação de algo difuso e até mesmo, confuso. É, pois, esta a situação que se está a viver na América Latina e que desnorteia o formalismo da lógica burguesa, acostumada a crer na imutabilidade de seu poder e destino.

A furiosa e imoral campanha desenvolvida contra o Governo Lula e a candidatura Dilma Rousseff, mais do que uma indigna luta em favor de um candidato do sistema, representa os raivosos esgares de ódio do Império e seus sequazes ante este sinal de que o seu tempo chegou ao fim. Para o Império e seus cúmplices brasileiros, tão ou mais grave que a perda de seus privilégios e interesses econômico-sociais, está a suprema das ofensas, que é a ascensão do povo à categoria de um ser humano com reais direitos e regalias cívico-políticas.

É assim que se pode e se deve compreender o atual presente da campanha eleitoral brasileira. De um lado, um povo mobilizado por seus direitos e manifestando-se com festas, alegria e certeza da justa vitória. Do outro, as elites oligárquicas, cheias de ódio, preconceitos e plena convicção de sua derrota nas urnas no próximo 3 de outubro. Como os ideais democráticos, para essas elites e para o Império, sempre foram meras palavras - "words, words, mere words, no matter from the heart"-, a pregação golpista e a sórdida aliança com estelionatários é apenas o lógico corolário de sua história de exploração e saqueio das riquezas dos povos sob esse tipo de domínio.

Vencer é necessário, vencer no primeiro turno é mais preciso ainda. Nós, o povo, temos que dar a mais clara e cabal resposta a esses crápulas através de uma votação aplastante em favor de Dilma Rousseff e de todos os candidatos que conformam a aliança de apoio à sua candidatura. Temos que dar um basta a essas sujas e corruptas manobras engendradas por aqueles que sempre foram contrários a um Brasil livre e desenvolvido.

Todos, pois, à Vitória!
********************

Pedro Ayres

Jornalista

Dilma e Lula.jpg
Vencer, vencer ou vencer é preciso

Pedro Ayres
Jornalista

Uma das mais insidiosas mentiras, há muito usada para anular a consciência política das massas, é a falta de memória do povo.Volta e meia, quando intentam justificar o injustificável até mesmo para o próprio amoralismo, recordam o falso axioma - o povo brasileiro não tem memória. De tanto falarem e repetirem essa mentira que, por incrível que possa parecer, tornaram-se as maiores vítimas da própria mentira. Foi e é o feitiço contra o feiticeiro. Hoje, 56 anos depois de 24 de agosto de 1954, o que era emoção e sentimento de dor, agora tem sentido político e claro objetivo. Assim como 1964 também já tem outro entendimento, menos autocomiserativo, mais analítico e dialético, em que, ao invés de lutas entre personalidades políticas, entende-se que o que houve foi a vitória do sistema neo-capitalista mundial contra os anseios do povo brasileiro por mais soberania, independência, progresso e bem-estar social.

Desde 1964 que o capitalismo nacional e estrangeiro luta para esmagar a lembrança de Getúlio Vargas e de tudo aquilo que ele representou em termos de propostas nacionalistas e trabalhistas. Cientistas sociais, politólogos, brazilianists, jornalistas e economistas compõem a grande legião de "estudiosos" que há muito decretaram o "fim da Era Vargas", como sinônimo da total e completa submissão aos interesses imperialistas por parte do país e de esmagamento dos direitos sociais e civis da massa trabalhadora.

O leit motiv dessa campanha, era a crença na mentira que eles mesmos tinham criado. Assim, o resultado é que não foram capazes de compreender o mais importante fenômeno político deste início de século - a geração de um movimento político popular, em que a memória, a emoção e os sentimentos de identidade são a principal liga de sua luta.

O incrível é que tudo isso foi se realizando em termos concretos, como memória coletiva e na consolidação do que há muito as massas almejavam ver resolvido. Foi realmente uma tarefa inigualável, pois, além de resistirem à dominação ideológica do sistema, eliminaram a aculturação que o império tentava e tenta impor. Hoje, porém, através da transmissão oral das experiências e recordações de velhas lutas populares, do conhecimento e aprendizado a respeito do que se passa na América Latina e das lutas de nossos vizinhos, foram construindo um conceito de Estado e a conseqüente economia política para esse Estado.

Uma construção que hoje pode ser compreendida como um pensar político próprio e início de uma nova proposta política. Uma proposta que ainda está em formação, mas, que significa algo bem distinto do que existe em termos capitalistas e daquilo que se poderia intitular como a não-ideologia capitalista. Na realidade, como acontece em todas as etapas de transição histórica, há um momento em que os processos de superação de algumas contradições secundárias são tão rápidos em suas dinâmicas, que há a sensação de algo difuso e até mesmo, confuso. É, pois, esta a situação que se está a viver na América Latina e que desnorteia o formalismo da lógica burguesa, acostumada a crer na imutabilidade de seu poder e destino.

A furiosa e imoral campanha desenvolvida contra o Governo Lula e a candidatura Dilma Rousseff, mais do que uma indigna luta em favor de um candidato do sistema, representa os raivosos esgares de ódio do Império e seus sequazes ante este sinal de que o seu tempo chegou ao fim. Para o Império e seus cúmplices brasileiros, tão ou mais grave que a perda de seus privilégios e interesses econômico-sociais, está a suprema das ofensas, que é a ascensão do povo à categoria de um ser humano com reais direitos e regalias cívico-políticas.

É assim que se pode e se deve compreender o atual presente da campanha eleitoral brasileira. De um lado, um povo mobilizado por seus direitos e manifestando-se com festas, alegria e certeza da justa vitória. Do outro, as elites oligárquicas, cheias de ódio, preconceitos e plena convicção de sua derrota nas urnas no próximo 3 de outubro. Como os ideais democráticos, para essas elites e para o Império, sempre foram meras palavras - "words, words, mere words, no matter from the heart"-, a pregação golpista e a sórdida aliança com estelionatários é apenas o lógico corolário de sua história de exploração e saqueio das riquezas dos povos sob esse tipo de domínio.

Vencer é necessário, vencer no primeiro turno é mais preciso ainda. Nós, o povo, temos que dar a mais clara e cabal resposta a esses crápulas através de uma votação aplastante em favor de Dilma Rousseff e de todos os candidatos que conformam a aliança de apoio à sua candidatura. Temos que dar um basta a essas sujas e corruptas manobras engendradas por aqueles que sempre foram contrários a um Brasil livre e desenvolvido.

Todos, pois, à Vitória!
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Pedro Ayres

Jornalista

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