quinta-feira, 18 de julho de 2013

Via Email: Megacidadania: NEGAÇÃO DA POLÍTICA é a “política” dos derrotados


Megacidadania


NEGAÇÃO DA POLÍTICA é a "política" dos derrotados

Posted: 18 Jul 2013 01:42 PM PDT

BANNERALE

NEGAÇÃO DA POLÍTICA é a "política" dos derrotados

Nesta sexta-feira, dia 19/07, a partir das 17:00h será realizada manifestação política que irá TROCAR O NOME da rua do jornal O Globo (é só acessar http://www.megacidadania.com.br/troca-troca-no-globo-sai-marinho-entra-brizola/).

Desde junho que o país vivencia uma avalanche de protestos e os especialistas tentam desde então decodificá-las.

Não iremos trilhar tal caminho, apenas vamos enfatizar que a vida política NUNCA esteve adormecida. Muitos brasileiros e brasileiras lutaram e lutam diuturnamente por melhores condições de vida para a maioria de nossa gente. Desconsiderar nossa história de luta é um dos principais equívocos dos que só agora "acordaram".

Obviamente temos muita coisa para modificar, reformar e revolucionar ... DEMOCRATICAMENTE.

Fizemos a manifestação do dia 03/07, OCUPE a Rede Globo, e nenhuma balbúrdia ocorreu, e no período de 16:30h até 21:40h, por lá passaram mais de mil pessoas. Tinha também a presença de mais de cem policiais e a manifestação foi um êxito completo.

O mesmo ocorrerá nesta sexta-feira na porta do jornal O Globo. Já temos inclusive a confirmação da presença de pessoas de outros estados que virão para poderem participar do ato político.

A denúncia da FRAUDE da Rede Globo, a ditadura midiática com que ela impõe uma pseudo "verdade absoluta", é o que repudiamos e vamos para a manifestação demonstrar isso DEMOCRATICAMENTE.

VAMOS TOD@S TROCAR O NOME DA RUA, A RUA É DO POVO !

LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA

Para construir um país mais democrático e desenvolvido precisamos avançar na garantia ao direito à comunicação para todos e todas. O que isso significa? Significa ampliar a liberdade de expressão, para termos mais diversidade e pluralidade na televisão e no rádio.

http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/index.php/2013-04-30-15-58-11

VISITEM TAMBÉM http://baraodeitararerj.wordpress.com/

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Francisco Almeida 




quarta-feira, 17 de julho de 2013

Via Email: SARAIVA 13: Governo, saúde, médicos, imprensa e classe média


SARAIVA 13


Governo, saúde, médicos, imprensa e classe média

Posted: 17 Jul 2013 01:32 PM PDT



Por Davis Sena Filho

Eu não sei por que o Governo Federal administrado por uma presidenta trabalhista eleita pela maioria do povo brasileiro se torna refém de pressões levadas a cabo pela imprensa de negócios privados e por categorias ou classes profissionais como, por exemplo, a dos médicos, que se recusa, terminantemente, a trabalhar no interior do País, desenvolver o Brasil profundo, que a maioria dos brasileiros não conhece e nem pretende conhecer, pois prefere, obviamente, estabelecer-se em cidades e regiões consideradas por eles mais aprazíveis e "civilizadas", além de adequadas aos seus interesses econômicos, financeiros e logísticos.

Esta é a conduta e a postura de grande parte dos médicos. Isto acontece porque a medicina se tornou há muito tempo um segmento venal, estritamente dedicado ao comércio e ao consumo, dominada pelos propósitos econômicos dos grandes laboratórios internacionais, clínicas e hospitais privados, bem como à mercê de médicos e administradores, que se tornaram poderosos empresários do setor de saúde, que, inclusive, controlam politicamente o Conselho Federal de Medicina (CFM) e têm forte influência no que diz respeito aos acordos e contratos firmados com o SUS, que sustenta unidades hospitalares privadas, sendo que muitas delas não dão o retorno devido à população, no que concerne a zelar por um bom atendimento, além de não oferecer serviços médicos e hospitalares de boa qualidade.

Contudo, o que mais me chama a atenção sobre a crise na saúde é a desfaçatez e o cinismo perverso da oposição político e partidária (PSDB, DEM, PPS e lamentavelmente o PSOL) da direita brasileira, totalmente desprovida de bom senso ao tempo que vitimada severamente pelo alzheimer, pois "incapacitada" por conveniência de ter memória, e, consequentemente, de lembrar que fez campanha com a ajuda da imprensa de mercado contra a CPMF, bem como também votou contra a contribuição nos plenários do Congresso, o que acarretou o desfalque de R$ 40 bilhões anuais, dinheiro este que financiava a saúde pública, que precisa urgentemente de melhores serviços de saúde para oferecer à sociedade brasileira.

Tudo isto foi esquecido pelos políticos e partidos de direita e pela grande imprensa alienígena, entreguista e que despreza o Brasil e o povo brasileiro. A mesma imprensa colonizada e historicamente golpista que apoiou o "apartidarismo" e o modo "apolítico" de a classe média se conduzir e se expressar, principalmente quando os seus protestos e a sua "indignação" inundaram as ruas do Brasil após o Movimento Passe Livre (MPL), com sua pauta de esquerda, apanhar violentamente da polícia tucana de São Paulo, comandada pelo governador Geraldo Alckmin, um dos líderes nacionais do PSDB, partido que em sua sigla se autodenomina social democrata, mas que na verdade é um partido conservador, neoliberal, e que se pudesse venderia o que restou do patrimônio público deste País, que, indubitavelmente, não foi construído através do tempo pelos homens e pelas mulheres do PSDB.

Considero também leviandade e oportunismo dessa mesma classe média, herdeira legítima da passeata realizada antes do golpe de 1964, que, cinicamente e equivocadamente, chamou-se Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, realizar os protestos somente no período da Copa das Confederações, para logo encerrar as suas manifestações após o seu término, sendo que a maioria das pessoas que viram os jogos era também integrante dessa classe reacionária politicamente e preconceituosa socialmente, que desde a Revolução Industrial se alia às oligarquias dominantes, porque é portadora dos mesmos valores e princípios das classes privilegiadas, que, entre outras coisas, lutam incansavelmente para não permitir a distribuição de renda e de riqueza, bem como tratam a questão latifundiária urbana e rural como caso de polícia quando o problema é fundamentalmente social. Os latifúndios improdutivos pertencem não a fazendeiros, mas simplesmente a agentes imobiliários, que vez ou outra usam botas e chapéu.

Por seu turno, a classe média é sempre barrada na porta do baile dos ricos, porque, evidentemente, para o seu desgosto e frustração, não tem dinheiro no cofre, mas apenas uns caraminguás nos bolsos. Coitada, tão reacionária e perversa ao tempo que equivocada e despolitizada. E eis que os sabujos e os pitbulls servidores dos barões da imprensa se voltam contra a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil, "esquecem" do fim da CPMF, e, não satisfeitos, dão voz ativa, de forma constante, aos médicos conservadores que controlam o Conselho Federal de Medicina e aos administradores e empresários de planos de saúde, que não atendem de maneira digna o povo brasileiro.

A verdade é que essa imprensa ideológica e de direita manipula a informação e se recusa a democratizar as comunicações no Brasil. O sistema midiático privado e hegemônico não quer que nada mude, avance e se desenvolva. Tal imprensa quer que tudo fique como está, pois, volto a afirmar, ela é a ponta de lança do establishment, que garante através dos séculos o status quo dos proprietários da casa grande, que, se estivessem, a viver no século XIX, seriam, sem sombra de dúvida, escravocratas.

De repente, não mais do que de repente, os médicos, os residentes e até mesmo os estudantes de medicina se mobilizam, e, em tom uníssono, abrem a boca e saem às ruas em protesto contra o programa do governo trabalhista que, ao ouvir as vozes dos manifestantes no mês de junho, começa a tentar cumprir a pauta (positiva) de reivindicações dos trabalhadores, dos estudantes e da classe média oportunista, que se mobilizou com a intenção de mostrar o seu descontentamento com a ascensão de parte da massa de cidadãos brasileiros que passaram a ter acesso ao consumo de bens duráveis, bem como a frequentar os aeroportos, os restaurantes e as universidades públicas até então enclaves da classe média, que as recebeu do poder público e político como contrapartidas por não ser proprietária dos meios de produção.

Os médicos e os futuros doutores da saúde resolveram por as manguinhas de fora. Muitos deles se comportaram como verdadeiros playboys, filhinhos de papai, mimados, cujos egos deixam os dos artistas hollywoodianos humilhados. Trata-se de um contrassenso total e de uma arrogância e prepotência somente comparável às dos representantes da burguesia, eleitos ou não, que lutam por seus interesses em todos os fóruns públicos, em busca de fazer prevalecer às vontades e os desejos daqueles que são inquilinos do pico da pirâmide social, que, equivocadamente, consideram a ascensão da chamada classe c um problema que poderá acarretar em diminuição de seu poder de barganha, no que tange a ter privilégios e favorecimentos.

A classe médica e os estudantes de medicina querem, na verdade, manter seus privilégios, a começar pela luta para que nada mude, bem como garantir a reserva de mercado no que tange aos empregos, mesmo sabendo que o Brasil necessita de dezenas de milhares de médicos, pois temos uma população de 200 milhões de habitantes e que não são atendidos de forma adequada, porque a demografia médica neste País é muito mal distribuída, o que acarreta desequilíbrios regionais no que é relativo à distribuição e à fixação de profissionais de saúde, além de, não é conveniente esquecer, que o estado brasileiro tem de melhorar, e muito, questões referentes ao financiamento e à infraestrutura do setor da saúde pública e também privada, afinal o segmento particular tem de arcar com as suas responsabilidades e não apenas se preocupar em ter somente lucro.

Os dados e índices divulgados em fevereiro pelo Ministério da Saúde mostram que o Brasil tem 1,83 médicos a cada mil habitantes. Ponto. Sendo que a média mundial é de 1,4 mil médicos a cada mil habitantes. O Ministério da Saúde projeta oferecer ao povo brasileiro 2,5 médicos para cada mil habitantes. A Inglaterra, por exemplo, tem 2,7 médicos a cada mil habitantes.

Portanto, o déficit de pessoal é uma questão séria e por isto não pode ficar à mercê de demagogia política da oposição partidária de direita, das polêmicas artificiais da imprensa corporativa, que visam criar confusão para manipular a população, além do corporativismo insensato e irresponsável de parte da classe médica representada pelo presidente do CFM, Roberto Luiz d'Avila.

O porta-voz da classe médica não quer, afirmo novamente, mudanças. O Governo trabalhista pretende trazer médicos estrangeiros para exercerem suas profissões em localidades distantes e nas periferias. Um dos motivos dessas áreas não terem médicos é porque muitos desses profissionais de saúde se recusam a ir para locais carentes, pois preferem morar em grandes e médias cidades, por diversos motivos diferentes. É fato.

O Governo trabalhista primeiro se prontificou a não exigir a revalidação dos diplomas dos médicos estrangeiros. Contudo, o CFM quer que tais médicos façam o Revalida, o que pode ser atendido. Além disso, os estrangeiros assinariam contratos temporários de apenas três anos, com salários de R$ 10 mil e clinicariam somente nos lugares distantes ou carentes. Para conseguir atingir tais metas, o Brasil necessitaria ter mais 168.424 médicos, conforme os estudos do Ministério da Saúde.

Mesmo assim a gritaria é altissonante, e os conservadores aproveitam para criar crises artificiais, a fim de engessar as ações do Governo trabalhista, pois em outubro de 2014 vai haver mais uma eleição presidencial. A casa grande morreria de desgosto e amargura se ficar mais quatro anos sem subir a rampa do Palácio do Planalto. Ponto.

Todavia, o Governo quer cumprir a pauta positiva reivindicada nos protestos, e todo mundo sabe que a questão da saúde consta na pauta. Entretanto, pelo andar da carruagem, quem não tem pressa é a oposição de direita e a sua porta-voz: a imprensa, que cria polêmica falsa para trazer a classe média consumidora contumaz de seus produtos novamente para o seu lado político. A manipulação e a sabotagem são bem feitas e realmente confunde as pessoas menos politizadas e atentas.

A mediocridade campeia nos quatro cantos e nos sete mares. Essa gente obtusa não consegue enxergar que a inclusão social é o combustível do desenvolvimento econômico e financeiro. Quanto mais gente incluída, mais a sociedade vai se desenvolver, além de propiciar a diminuição da pobreza e da violência, porque os despossuídos são geralmente os agentes da violência cotidiana, tão comum nos bolsões de pobreza, a exemplo das favelas e das periferias das grandes e das médias cidades. Esses burguesinhos saem às ruas vestidos de branco, com cartazes agressivos ao tempo que preconceituosos e desrespeitosos, que levaria um cidadão desavisado a pensar que estaria a ver um desfile da Ação Integralista Brasileira (AIB), movimento de caráter fascista liderado por Plínio Salgado. Só que estamos em pleno século XXI - início do terceiro milênio. Anauê!

Instantaneamente, a imprensa burguesa tratou de criar mais uma contenda, "azeitar" mais uma polêmica, e, para não perder o costume, ouviu muito mais um lado do que o outro. E adivinhe qual foi o lado que a imprensa mercantilista ouviu? O lado dos que podem mais, dos que controlam e dominam os gigantescos e bilionários mercados da medicina e dos laboratórios, que têm como aliados históricos o Conselho Federal de Medicina, a poderosa bancada desse setor no Congresso, os inúmeros ministros que ocuparam a cadeira de ministro da Saúde, além da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?), que atua em diferentes mídias, e por causa disto favorecida com contratos publicitários milionários pagos pelos laboratórios, clínicas, hospitais e planos de saúde, que difundem as suas marcas e monopolizam o mercado de medicamentos e de atendimento médico e hospitalar.

Por isto e por causa disto, considero o fim da picada ver os "mauricinhos" e as "patricinhas" - ainda jovens e vestidos de branco - a protestar sem ao menos discernir sobre as realidades dos fatos. Um absurdo. Esses caras não sabem o que está a ocorrer, e quais as forças envolvidas nessa grande questão que é a saúde pública e privada brasileira, e, por que não, mundial. Afinal de contas, o presidente dos EUA, Barack Obama, passou praticamente todo o seu mandato em luta constante contra os republicanos e a imprensa privada de lá para aprovar o projeto de seu governo em favor da efetivação de um sistema de saúde público e universal, que atenda o povo estadunidense. Esta é a verdade: a medicina se tornou apenas um incomensurável negócio nas mãos de empresários e médicos sem escrúpulos.

Entretanto, o Brasil já há algum tempo tem o seu sistema de saúde – o SUS - que é universal e sustenta, sem o dinheiro bilionário da CPMF, a saúde pública e também a particular, pois repassa recursos bilionários à iniciativa privada, que, em contrapartida, oferece um serviço sofrível, às vezes de péssima qualidade, com filas enormes e atendimento recorrentemente desumanizado, que gera conflito e reclamação de quem paga planos de saúde caríssimos, que não cobrem totalmente as necessidades dos cidadãos, dos pacientes, dos enfermos, porque existe um casuísmo, uma pilantragem chamada "carência", que força o paciente e consumidor a esperar para ter o direito de ser atendido.

Porém, antes o cidadão precisa rezar e cruzar os dedos, tomar um banho de sal grosso e depois se benzer para não morrer nos bancos de espera da tão propalada saúde VIP, que a classe média sempre quis fazer questão de elogiar o que, seguramente, não é elogiável. Moral da história: não é somente o SUS o vilão dos acontecimentos. A iniciativa privada tem o seu quinhão de vilania também. Só que a imprensa não mostra com a devida ênfase que dá ao setor público de saúde. E por quê? Já disse e vou repetir: porque é a saúde privada que paga pela publicidade nos meios de comunicação, e esses meios são os porta-vozes mais importantes do sistema capitalista.

Além disso, o SUS é o sistema responsável pelo atendimento de alta complexidade aos pacientes e enfermos brasileiros. Pode acreditar. Inclusive o cidadão leitor e consumidor de pasquins de péssima qualidade editorial, a exemplo de Veja, O Globo, Estadão, Folha de S. Paulo, Correio Braziliense e Zero Hora, sem me esquecer de citar rádios e televisões como a Globo News, a TV Globo, a TV Bandeirantes, a CBN e a Jovem Pan, dentre muitos outros meios de comunicação que fazem e fizeram oposição política, ideológica e sistemática aos governos trabalhistas dos presidentes Lula e Dilma Rousseff, bem como tiveram a mesma conduta no que é relativo aos governantes trabalhistas Getúlio Vargas e João Goulart, além do governador Leonel Brizola, político brasileiro que mais tempo foi obrigado a ficar no exílio. O mandatário gaúcho amargou 15 anos (1964/1979) de desterro.

O SUS precisa ser financiado. O problema do Sistema Único de Saúde é dinheiro. Todavia, o SUS é um sistema extremamente importante para o Brasil e para os brasileiros, porque somente os hospitais da rede do SUS têm equipamentos, medicamentos, administradores e pesquisadores que refletem a grandeza do SUS, que, de acordo com o Governo Federal e a vontade soberana do Congresso Nacional, vai receber 30% dos recursos do Pré Sal, pois os outros 70% vão ser destinados à educação.

Os avanços na saúde pública são visíveis, mas a propaganda contrária é tão sistemática e contundente que leva a população desconhecer as virtudes, o trabalho do SUS, principalmente no que diz respeito ao atendimento de alta complexidade, a equipamentos caros e de última geração, ao financiamento de viagens para pacientes ao exterior, à valorização da pesquisa, à concessão e distribuição de medicamentos, ao financiamento de programas estaduais e municipais, principalmente às comunidades carentes, por meio da construção de Clínicas de Saúde da Família e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), onde os pacientes são acompanhados por intermédio de cadastros informatizados, atendidos pelo mesmo médico, o que favorece o vínculo e a confiança entre o paciente e o médico, além de as consultas serem marcadas pelo telefone.

Agora, a pergunta: como e que eu sei disso? Poderia dizer que soube por meio de informações e reportagens, o que já aconteceu, pois algumas foram escritas por mim. É verdade. Mas não é isso. Eu sou cadastrado e já fui atendido na Clínica da Família do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Fui muito bem atendido, por sinal. Portanto, eu sou uma testemunha de que tudo no SUS não é ruim e incompetente, como apregoa a imprensa manipuladora, aliada de governos e estados imperialistas. A mídia fundamentalista do mercado, que quer pautar a vida pública para governar no lugar de quem é eleito pelo povo brasileiro, o que é um acinte ao estado democrático de direito.

Por sua vez, os principais hospitais, órgãos e instituições de pesquisa avançada são vinculados ao sistema público de saúde, inclusive os hospitais universitários. Essas instituições são incomparavelmente mais importantes e mais competentes do que a saúde privada, cartelizada, que, inegavelmente, também é financiada pelo estado brasileiro. Quando vejo os médicos playboys se recusarem a ir para o interior e portarem cartazes como eu vi uma jovem mostrar e que dizia a seguinte frase: "Dilma, vai curar seu linfoma no SUS", percebi mais uma vez que a nossa sociedade e especificamente a classe média globalizada e informatizada perdeu a noção do que é humano, do que é direito e do que é razoável.

O que esta estudante tem na cabeça? Vento e maledicência? Uma "patricinha" egoísta, que não conhece o Brasil e muito menos o seu povo e que mostra um cartaz desumano, perverso e infame, pois como futura médica deveria ter ao menos a sensibilidade de que não se brinca com o câncer, com a dor e o sofrimento dos outros, ainda mais quando se trata de uma doença de tratamento complexo e que poderá se transformar em mortal. A "patricinha" vai ser médica. Talvez se torne uma profissional fria, calculista e, portanto, irremediavelmente, desalmada.

E assim milhares de profissionais se formam e dessa mesma maneira efetivam as suas atividades, o que me leva a dizer que o problema do SUS e da saúde em geral não é somente de caráter financeiro e estrutural. Existe uma questão fundamental, que é o respeito ao semelhante, mesmo se o seu "igual" for uma autoridade como o é a presidenta Dilma Rousseff, que obviamente tem trabalhado e se esforçado para melhorar as condições de vida do povo brasileiro. O orçamento da saúde pública no Brasil é gigantesco, e o gerenciamento do sistema é complexo, porque a sua administração se dá nas esferas municipal, estadual e federal. Não é fácil.

Um jornalista pegar um microfone e portar uma câmara escondida é fácil, rotineiro e um direito constitucional, baseado na liberdade de imprensa e de expressão. Mostrar as péssimas condições de um hospital também é fácil. Contudo, cobrar de quem deveria zelar pelo atendimento médico e hospitalar é mais difícil, porque, além de casos de corrupção e da leniência e incompetência de administradores, servidores e políticos eleitos, existe também a questão importantíssima do segmento empresarial e do inegável corporativismo da classe médica, retratado, indubitavelmente, na pessoa do presidente do Conselho Federal de Medicina, que demonstrou, insofismavelmente, que não quer mudanças, nem o ingresso de médicos estrangeiros para atender o interior e a periferia, além de ser contrário ao projeto do governo de fazer com que os médicos formados trabalhem por dois anos para o estado nacional, sendo que a maioria se formou nas universidades públicas e por isto não só devem, mas têm a obrigação de dar o retorno em forma de trabalho para a sociedade, que financiou os seus estudos. Nada como experiência e aprendizado para se tornar um bom profissional. Se depois desses dois anos o médico ou a médica quiserem voltar a serem playboys, que fiquem à vontade, pois os seus caminhos estão livres para ganhar dinheiro.

A resumir: um dos arautos do establishment, o presidente do CFM, que inclui também outros segmentos da saúde, quer que tudo fique como dantes no quartel de Abrantes. Só que os médicos playboys não querem trabalhar no interior do País continental e se recusam terminantemente servir o povo nas periferias. Eles querem, a exemplo do Rio de Janeiro, trabalhar na Zona Sul, no Centro e em bairros de classe média da Zona Norte, como a Tijuca, Vila Isabel e o Grajaú.

Os playboys querem emprego público de meio expediente, atender em clínicas particulares ou em seus consultórios e faltar quando quiser e quando der aos plantões e até mesmo aos serviços de rotina. O que eu afirmo é verdade e acontece, como ocorre também em outros setores profissionais do serviço público. Os médicos têm o direito de ganhar dinheiro e fazer de sua profissão apenas uma ferramenta para ter lucros e dividendos. O médico pode ser frio, calculista, oportunista, dinheirista, egoísta, despolitizado e portar cartazes levianos. O médico pode até cometer crimes, a exemplo do foragido Roger Abdelmassih e do cirurgião plástico Hosmany Ramos. Abdelmassih foi libertado pelo juiz do STF, Gilmar Mendes, useiro e vezeiro em conceder habeas corpus a personagens da crônica policial.

Agora, se o médico não quer trabalhar em todo o Brasil mesmo quando ele ainda é jovem, não tem o direito de impedir que o Governo trabalhista procure soluções para o problema e o dilema. A presidenta Dilma e o Ministério da Saúde não podem ficar à mercê de interesses de médicos ligados ao sistema capitalista que controla o setor da medicina e dos laboratórios. Um presidente é eleito para resolver os problemas da população e não se submeter aos ditames de gente, de empresas e de instituições que querem fazer da medicina apenas um segmento para ganhar dinheiro. Aliás, muito dinheiro. Realmente, os ricos dão trabalho; mas a saúde é um direito de todos. Que sejam bem-vindos os médicos estrangeiros. É isso aí. 


Governo lança plataforma virtual para incluir jovens

Posted: 17 Jul 2013 12:36 PM PDT


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Aberto a todos que queiram participar de discussões para qualificar as políticas públicas, o Observatório Participativo da Juventude (Participatório), criada em forma de plataforma virtual, tem o objetivo de ampliar o canal de diálogo entre a juventude e o governo federal

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Observatório Participativo da Juventude (Participatório), plataforma virtual criada para dar espaço à participação e mobilização dos jovens em torno de políticas de juventude, foi lançado em versão experimental hoje (17), pela Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Aberto a todos que queiram participar de discussões para qualificar as políticas públicas, o espaço tem o objetivo de ampliar o canal de diálogo entre a juventude e o governo federal.
A abertura de um canal de diálogo na internet tem a vantagem de permitir que jovens que não fazem parte de conselhos e organizações sociais ou que não têm oportunidade de chegar até as conferências regionais e nacionais também participem das discussões, segundo a secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo.
Para Severine, usar a internet é uma forma de abertura para além dos meios tradicionais de participação. "Queremos que esses jovens que militam e não podem participar de uma conferência tenham diálogo com outros jovens e com o governo federal."
Após as manifestações que tomaram as ruas do país, a presidenta Dilma Rousseff chamou representantes de movimentos de juventude para ouvir demandas e, logo após a reunião, Severine Macedo informou que o Observatório Participativo seria lançado para funcionar como um canal de diálogo permanente com os jovens, por meio das redes sociais.
O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, negou, no entanto, que o Participatório tenha surgido por causa das manifestações. Segundo ele, o projeto já estava em execução, mas o lançamento ocorreu agora por ser este o momento oportuno. "Há mais de um ano, estamos trabalhando no projeto. Havia previsão de lançamento em julho ou agosto. Claro que ele é oportuno neste momento, mas, de forma alguma, foi planejado a partir das manifestações. Não teríamos condição de lançar uma ferramenta com esta qualidade em um mês", ressaltou o ministro.
Para fazer parte do Participatório, é preciso entrar no site do programa e se cadastrar. O que for debatido poderá contribuir para criação ou aperfeiçoamento de política pública ou leis, por exemplo. Ao longo dos debates o Participatório deverá organizar modelo semelhante ao das consultas públicas, em que um tema prioritário será trabalhado por um período determinado e sistematizado em um documento com os principais propostas que será, então, encaminhado ao governo.
De acordo com a Secretaria Nacional de Juventude, todos os assuntos que mobilizam a juventude são válidos no Participatório e podem ser propostos por seus integrantes, que devem respeitar os temos de uso definidos no site. Postagens com conteúdo ilegal ou em desacordo com os termos de uso não serão toleradas.
A versão lançada nesta quarta-feira funciona experimentalmente – ainda não foi marcada a data de lançamento da versão definitiva. O ministro Gilberto Carvalho disse que a presidenta Dilma Rousseff irá participar do lançamento da versão final.
Assista abaixo vídeo com Severine Macedo, secretária nacional de Juventude, anunciando a ferramenta:


Gurgel perde no STF e terá que abrir gastos da PGR

Posted: 17 Jul 2013 12:34 PM PDT


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Ministra Cármen Lúcia indeferiu pedido do procurador-geral da República para que não seja obrigado a mostrar gastos de sua gestão, com itens como carros e iPads, para o Conselho Nacional do Ministério Público; no Senado, nome indicado por ele para o CNMP foi vetado; dentro de poucos dias, ele deixa o comando do Ministério Público
 
247 – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, saiu derrotado novamente no STF em sua tentativa de não abrir os gastos de sua gestão para o Conselho Nacional do Ministério Público, que fiscaliza a procuradoria. A decisão foi da ministra Carmen Lúcia, que indeferiu seu pedido por falta de transparência.
No Senado, o indicado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Vladimir Barros Arras, foi vetado pelo plenário.
Leia a informação de Mônica Bergamo, da Folha:
CAIXA ABERTA
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, teve nova derrota na tentativa de impedir a divulgação de detalhes sobre gastos de sua gestão com itens como carros e iPads. A ministra Cármen Lúcia indeferiu, no STF (Supremo Tribunal Federal), pedido dele para que não seja obrigado a mostrar as informações para o Conselho Nacional do Ministério Público, que fiscaliza a procuradoria.
CAIXA 2
A ministra manteve, assim, decisão anterior do colega Teori Zavascki, que já tinha negado pedido de liminar de Gurgel para o caso.
CAIXA 3
Gurgel alega que o pedido de informações não poderia partir de um só conselheiro, sem qualquer denúncia que o embase. O autor do requerimento de informações é Luiz Moreira. Ele é amigo de José Genoino (PT-SP), e por isso procuradores ligados a Gurgel apontam retaliação por causa do mensalão. Moreira diz que apenas cumpre seu papel fiscalizador.

Comentário:
O  que  Gurgel está escondendo? Não interessa se o autor do requerimento é amigo do Genoino, amigo do Papa, amigo de quem quer que seja. Tá escondendo o que seu PGR??  Quem não deve não teme!
Jussara Seixas

Cafezinho: Sem trabalhar, Barbosa recebeu R$700 mil

Posted: 17 Jul 2013 02:36 AM PDT


Nelson Jr./SCO/STF: Ministro Joaquim Barbosa preside sessão do STF. Foto:Nelson Jr./SCO/STF (20/06/2013)
Segundo o blog O Cafezinho, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, usufrui desde 2008 "de uma bela sinecura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ): ganha sem trabalhar"; "O Estado do Rio já gastou mais de R$ 700 mil em salários para um cidadão que ganha muito bem no Supremo Tribunal Federal", diz o blog, expondo documentos que comprovariam os pagamentos
247 - Depois de revelar documentos que indicam tentativa de sonegação fiscal das Organizações Globo, o blog O Cafezinho apresenta agora documentos que indicam que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, recebeu R$700 mil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Uerj) desde 2008 sem trabalhar. Leia:
Primeiro ele pagou, com dinheiro público, as passagens de avião da repórter da Globo que foi à Costa Rica cobrir a sua palestra. Depois pagou, de novo com verba pública, passagens para vir ao Rio assistir o jogo entre Brasil e Inglaterra. Não precisou pagar ingresso porque ficou no camarote do Luciano Huck. Logo em seguida descobriu-se que seu filho arrumou um emprego na Globo, no programa de... Luciano Huck.
Henrique Alves e Renan Calheiros, apanhados usando jatinho da FAB pra ver jogo de futebol, devolveram o dinheiro usado. No caso de Barbosa, a imprensa continua quieta. Ninguém quer decepcionar o "gigante" que, segundo o Datafolha, idolatra o Barbosão.
Ninguém quer arranhar a imagem do "menino que mudou o Brasil", criada pela grande mídia para endeusar o homem que se vendeu ao sistema, que rasgou a Constituição para acusar e condenar, mesmo sem provas, os réus da Ação Penal 470.
A coisa não pára por aí. O laudo 2424, que investiga a relação entre o fundo Visanet, funcionários do Banco do Brasil e as empresas de Marcos Valério, traz uma denúncia séria: o filho de Barbosa teria trabalhado numa empresa que recebeu milhões da DNA Propaganda. Barbosa manteve o laudo em sigilo absoluto, apesar do mesmo trazer documentos que poderiam provar a inocência de Pizzolato – e prejudicar toda a denúncia do mensalão.
E agora, uma outra novidade: desde 2008, Barbosa usufrui de uma bela sinecura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ): ganha sem trabalhar. O Estado do Rio já gastou mais de R$ 700 mil em salários para um cidadão que ganha muito bem no Supremo Tribunal Federal.
O Cafezinho, como de praxe, mata a cobra e mostra o pau. Estão aí os documentos que comprovam a situação de Barbosa. Ele deu aula na Uerj normalmente de 1998 a 2002. Em 2003, pede licença-prêmio e permanece até 2008 em licença não-remunerada. A partir desta data, porém, a vida sorri para Joaquim. Além do empregão no STF, da paixão súbita da mídia por sua pessoa, o reitor da UERJ lhe oferece uma invejável situação: passar a receber salários e benefícios mesmo sem dar aulas ou fazer pesquisas.
Consta ainda que Barbosa estaria brigando para receber reatroativamente pelos anos que permaneceu de licença não remunerada, de 2003 a 2008. Para quem acabou de receber R$ 580 mil em benefícios atrasados, não seria nada surpreendente se também conseguisse isso.
Ah, que vida boa!
Os meninos do Movimento Passe Livre estão certos: definitivamente, não são apenas 20 centavos!

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Francisco Almeida 




Via Email: Megacidadania: Troca-Troca no Globo, sai Marinho entra BRIZOL




Megacidadania


Troca-Troca no Globo, sai Marinho entra BRIZOLA

Posted: 17 Jul 2013 09:36 AM PDT

banban

Troca-Troca no Globo, sai Marinho entra BRIZOLA

VAMOS TROCAR O NOME da rua onde se localiza O Globo. MUDA  Rede Globo - A rua é do povo !

A rua se chamará Leonel BRIZOLA

É uma justa homenagem a um brasileiro que enfrentou com bravura o império midiático dos marinhos. Lembrando que foi BRIZOLA quem conseguiu na justiça que o JN divulgasse uma retratação histórica.

Venha participar e convide seus amigos !

O link no facebook para confirmar presença é: https://www.facebook.com/events/195105990651601/?context=create

Data: 19/07 sexta-feira

Hora da concentração: 17:00h

Concentração: na esquina do Edifício Balança mas não cai (Rua de Santana x Av Presidente Vargas)

Hora da atividade: 18:00h

Local da atividade: Rua Leonel BRIZOLA (EX- Rua Irineu Marinho)

MOTIVAÇÃO POLÍTICA

Após divulgação de documentação - até então sigilosa - ocultada por mais de oito anos do conhecimento do distinto público, todos ficamos sabendo da bilionária FRAUDE da Rede Globo que desviou DINHEIRO PÚBLICO (sonegação = CORRUPÇÃO).

E também existe - segundo consta nos documentos divulgados - a incriminação pessoal de membros da família Marinho.

Hoje se sabe que o processo foi "extraviado" (segundo informou o MPF-RJ) e na prática a Rede Globo e seus proprietários - OS MAIORES BENEFICIÁRIOS DO "extravio" - continuam impunes.

A VERDADE É DURA, A Rede Globo APOIOU A DITADURA 

Obs.: a exemplo da vitoriosa manifestação de 03/07 - OCUPE a Rede Globo - que transcorreu democraticamente sem qualquer transtorno, solicitamos a TODOS que auxiliem na realização desta manifestação, para que tenhamos o mesmo êxito.

Organização:

Barão de Itararé

Cidadania SIM ! "pig" nunca mais

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Francisco Almeida 




terça-feira, 16 de julho de 2013

Via Email: SARAIVA 13: MP-DF apura suspeita de sonegação da Globo


SARAIVA 13


MP-DF apura suspeita de sonegação da Globo

Posted: 16 Jul 2013 04:37 PM PDT


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Procuradoria da República no Distrito Federal confirmou que abriu apuração criminal preliminar para investigar suspeitas de sonegação envolvendo a Rede Globo; procedimento foi iniciado nesta segunda, por solicitação de 17 entidades, entre elas o Centro de Estudo das Mídias Alternativas Barão de Itararé, que tem puxado os protestos contra a emissora; grupo se baseia em documentos que apontam multa de mais de R$ 600 milhões à Globo por tentativa de sonegar impostos relativos à exibição da Copa do Mundo de 2002
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) confirmou hoje (16) que abriu apuração criminal preliminar para investigar suspeitas de sonegação envolvendo a Rede Globo. O procedimento foi iniciado na segunda-feira (15), com a distribuição do caso para um procurador responsável.
A apuração foi solicitada na última sexta-feira (12) por 17 entidades da sociedade organizada, entre elas, o Centro de Estudo das Mídias Alternativas Barão de Itararé, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Eles alegam que o Ministério Público deve agir porque há indícios de lesão a bens federais.
De acordo com o grupo, as apurações tornaram-se necessárias devido a divulgação recente de documentos, até então sigilosos, sobre multa de mais de R$ 600 milhões à Rede Globo pela tentativa de sonegar impostos relativos à exibição da Copa do Mundo de 2002. Ainda segundo o grupo, também há suspeita de lavagem de dinheiro, de crimes contra órgãos da administração direta e indireta da União e de estelionato.
Com a abertura de procedimento preliminar, o Ministério Público tem prazo de 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo tempo, para apurar as informações. Se houver indícios suficientes de crime, é aberto inquérito. Caso negativo, o procedimento é arquivado. A Procuradoria do DF ainda poderá encaminhar os documentos para o Rio de Janeiro, onde fica a sede da empresa.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro divulgou nota informando que acompanhava o caso desde 2005 e que não pediu abertura de inquérito policial por impeditivos legais relativos à restituição de valores fiscais. "Quanto aos demais tipos criminais aventados na mídia, o MPF entende que o enquadramento não seria aplicável por ausência de indícios". O órgão também confirmou que documentos do caso foram extraviados por uma servidora da Receita Federal, que já foi processada e condenada pela Justiça.
Em nota, a Rede Globo disse que já não tem qualquer dívida em aberto com a Receita e que apenas optou, na época, por "uma forma menos onerosa e mais adequada no momento para realizar o negócio, como é facultado pela legislação brasileira a qualquer contribuinte". A empresa informou que, após ser derrotada nos recursos apresentados à Receita, decidiu aderir ao Programa de Recuperação Fiscal da Receita Federal e fazer os pagamentos.
A empresa ainda destacou que desconhecia os fatos relativos a desvios de documentos no processso fiscal, pois não figurava como parte no processo. Segundo a Globo, os documentos perdidos foram restituídos com a colaboração da própria empresa, que desconhece os motivos que levaram a servidora a agir dessa forma.
Edição: Fernando Fraga

Postado por Jussara Seixas

Dilma deseja boas vindas ao papa Francisco

Posted: 16 Jul 2013 01:31 PM PDT


Protestos são resultado de 'sucesso' do País, diz Lula

Posted: 16 Jul 2013 12:50 PM PDT


ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE - Agência Estado
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que as manifestações brasileiras são resultado do sucesso econômico e social sem paralelo do Brasil na última década, de jovens de famílias pobres que, pela primeira vez, conseguiram entrar em uma universidade, comprar carro e voar de avião e agora querem participar mais da vida política e melhores serviços públicos, diz em um artigo no jornal norte-americano The New York Times, no qual argumenta ainda que o PT precisa passar por uma renovação profunda para lidar com estes novos tempos.


Lula começa seu artigo falando que parece mais fácil explicar os protestos populares quando eles acontecem em países não democráticos, como o Egito e a Tunísia, em 2011, ou em nações em que a crise econômica aumentou o desemprego entre os jovens, como na Grécia e na Espanha, do que no Brasil, que passa por níveis historicamente baixos de desemprego e experimenta uma expansão econômica e social sem paralelos.

"As demonstrações são resultado dos sucessos econômico, político e social do País", avalia o ex-presidente. Lula cita que na última década o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos vindos de famílias pobres. "Reduzimos nitidamente a pobreza e a desigualdade."

O ex-presidente vê como um processo natural que esses jovens, que estão obtendo coisas que seus pais não tiveram condições de ter, queiram ainda mais. Esses jovens, ressalta Lula, não experimentaram a repressão da ditadura militar nos anos 60 e 70 e nem a inflação galopante dos anos 80. "Eles se lembram muito pouco dos anos 90, quando a estagnação e o desemprego deprimiram a economia. Eles querem mais."

Muitos jovens e famílias conseguiram nos últimos anos comprar seus primeiros carros e fazer a primeira viagem de avião. É compreensível que neste contexto eles queiram serviços públicos melhores, sobretudo nas grandes cidades, avalia Lula.

Além da necessidade de melhora material dos serviços públicos, Lula diz que os jovens que protestam nas ruas também querem instituições políticas mais transparentes e claras, sem as distorções do sistema político e eleitoral anacrônico brasileiro. "A legitimidade destas demandas não pode ser negada, mesmo sendo difícil atendê-las rapidamente. Primeiro é necessário achar os recursos, estabelecer objetivos e um cronograma."

Uma sociedade democrática, diz Lula, está sempre em fluxo, debatendo e definindo prioridades e desafios. Só uma democracia poderia eleger um índio para presidente da república, como na Bolívia, ou um afro-americano, como nos Estados Unidos, ou ainda um metalúrgico e em seguida uma mulher, como no Brasil.

No artigo, Lula defende a existência dos partidos políticos, muito criticados durante as manifestações. "A história mostra que quando os partidos são silenciados e as soluções são buscadas à força, os resultados são desastrosos, como guerras, ditaduras e perseguições de minorias", diz Lula. "Sem partidos não pode existir uma democracia verdadeira." Mas as pessoas, diz ele, não querem apenas votar a cada quatro anos, elas querem participar e interagir diariamente nos governos, locais e federais. "Elas querem ser ouvidas. E isto cria um tremendo desafio para os líderes políticos."

Para Lula, os líderes políticos têm que ter melhores formas de engajamento e interação neste novo cenário, seja nas redes sociais, nas fábricas ou nas universidades. Se as instituições democráticas usarem as novas ferramentas tecnológicas para, não apenas fazer propaganda, mas também para dialogar com a sociedade, elas estarão respirando um ar novo, avalia.

Renovação


O ex-presidente diz que mesmo o PT, partido que ajudou a fundar em uma época que a classe operária não tinha representantes, precisa de uma "renovação profunda". O PT precisa recuperar a ligação diária com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas.

"A boa notícia é que os jovens não são conformistas apáticos ou indiferentes à vida pública." Mesmo aqueles que odeiam a política, estão começando a participar.
Postado por Jussara Seixas

Dilma: "Temos diálogo com os movimentos sociais"

Posted: 16 Jul 2013 12:23 PM PDT


Roberto Stuckert Filho: Ponta Grossa - PR, 16/07/2013.  Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais dos conjuntos residênciais Londres, Califórnia I e II e Jardim Itapoá, e 42 máquinas retroescavadeiras. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Em discurso no Paraná, presidente rebate crítica de que estaria distante dos movimentos populares e afirma que "vivemos num país especial, em que temos diálogo com os movimentos sociais"; nas últimas semanas, ela se reuniu com diversos representantes da sociedade, como o movimento LGBT, de moradias urbanas e o Passe Livre; cerimônia em Ponta Grossa entregou 1.438 unidades do Programa Minha Casa Minha Vida e 42 máquinas retroescavadeiras a prefeituras
247 - Numa resposta às críticas da oposição de que estaria distantes dos movimentos populares, a presidente Dilma Rousseff ressaltou nesta terça-feira, no Paraná, que "vivemos num país especial, em que temos diálogo com os movimentos sociais". Em discurso na cidade de Ponta Grossa, onde esteve nesta terça-feira 16 para a entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida e máquinas retroescavadeiras a prefeituras do Estado.
Nas últimas semanas, a presidente se reuniu com diversos representantes da sociedade, começando pelo Movimento Passe Livre, que deu início aos protestos que varreram várias cidades do País e reivindica melhorias no transporte público. Dilma também se encontrou com o movimento LGBT, grupos de moradia urbana, movimentos do campo, estudantes, centrais sindicais e povos indígenas.
Dilma disse acreditar que "o Brasil é um país que tem tudo para ser uma nação desenvolvida", mas que "ao longo da história, nós muitas vezes perdemos essa chance". A presidente afirmou, porém, ter "certeza que nós hoje temos todas as condições" e que agora "nós não perderemos essa oportunidade", mas que para isso é preciso que as condições de vida de todos os brasileiros melhorem.
Ao falar do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, Dilma lembrou em seu discurso que antes, não se investia em moradia popular no País, segundo ela, "porque a conta não fechava", uma vez que "as pessoas com mais necessidade" tinham que procurar por suas moradias "no chamado mercado". "No Brasil, achava-se que o povo tinha que se virar", criticou a presidente, citando em seguida os avanços dos últimos dez anos de governo do PT.
Entrega de casas e retroescavadeiras
A presidenta Dilma entregou, nesta terça-feira, 1.438 unidades dos residenciais Califórnia I, Califórnia II, Londres e Jardim Itapoá, construídos com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida em Ponta Grossa. Os empreendimentos são destinados a famílias com renda de até R$ 1,6 mil e receberam investimento de mais de R$ 74,5 milhões, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Segundo Dilma, o Minha Casa Minha Vida vai construir e entregar 2,75 milhões de casas populares. Dessas, 1,25 milhão já foram entregues e 1,5 milhão contratadas. Atendendo às exigências de qualidade do programa do governo federal, os residenciais são equipados com infraestrutura completa, pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público.
Retroescavadeiras
A presidenta entregou ainda, durante a cerimônia, 42 máquinas retroescavadeiras a prefeituras paranaenses. O maquinário, destinado à recuperação e construção de estradas vicinais, que ligam o campo ao perímetro urbano, é um investimento de R$ 6 milhões e faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do governo federal.
Postado por Jussara Seixas

Dilma tem 33,4% dos votos, diz pesquisa CNT/MDA

Posted: 16 Jul 2013 07:42 AM PDT


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Presidente lidera preferência do eleitorado, de acordo com dados divulgados nesta manhã pela Confederação Nacional do Transporte, levantados pelo instituto MDA; ex-ministra Marina Silva (Rede) é a segunda do ranking de candidatos, com 20,7%, e chega a vencer Aécio Neves (PSDB) numa hipótese de segundo turno; o senador tucano, com 15,2%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com 7,4%, completam a lista; presidente Dilma Rousseff venceria no segundo turno em todos os cenários
 
247 – A presidente Dilma Rousseff é a candidata à presidência da República em 2014 de 33,4% dos eleitores brasileiros, segundo o último levantamento realizado pelo instituto MDA a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgado na manhã desta terça-feira 16. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de julho com 2.002 pessoas – portanto, depois da onda de manifestações que tomou o País – em 134 municípios de 20 Estados das cinco regiões.
Segundo a mostra, a presidente lidera o ranking de candidatos, que tem em segundo lugar a ex-ministra Marina Silva, do Rede Sustentabilidade, com 20,7% dos votos. Completam a lista o senador mineiro Aécio Neves, do PSDB, com 15,2%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com 7,4% da preferência. Em um dos cenários, Marina venceria Aécio no segundo turno, com 35,6% dos votos, contra 23,3% do tucano.
A presidente Dilma Rousseff venceria os três opositores no segundo turno, como mostra o levantamento. Contra Marina Silva, a vitória seria de 38,2% contra 30,5% da ex-senadora. Se disputasse contra Aécio Neves, a petista sairia vitoriosa com 39,6% dos votos, enquanto o tucano teria 26,2%. A vitória contra Campos, da base aliada do governo, é a de maior vantagem: 42,1% x 17,7%.
Avaliação do governo
Apesar de liderar a preferência do eleitorado em todos os cenários das eleições de 2014, a presidente também viu uma brusca queda em sua avaliação positiva na pesquisa da CNT/MDA. O índice foi de 31,3% neste mês, ante 54,2% em junho, mostraram os dados, coletados após as manifestações populares que tomaram conta de centenas de cidades brasileiras.
Segundo o levantamento do instituto MDA, 38,7% veem o governo como regular, ante 35,6% no mês passado. Já a avaliação negativa mais do que triplicou, passando a 29,5%, ante 9%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2%. A aprovação do desempenho pessoal de Dilma caiu para 49,3% neste mês, ante os 73,7% registrados em junho. Com informações da Reuters.

Postado por Jussara Seixas


CHARGE DO BESSINHA

Posted: 16 Jul 2013 04:08 AM PDT



Vale-cultura deverá entrar em vigor a partir de setembro

Posted: 16 Jul 2013 04:07 AM PDT



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"Eu gostaria muito que uma padaria ou um cabeleireiro pudesse dar benefício para seus funcionários. A Fazenda não permitiu neste momento ter incentivo fiscal para o lucro presumido e simples", disse a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Porém, o valor gasto com o vale não será tributado como salário, o que pode, segundo ela, facilitar a adesão mesmo entre as empresas menores

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O vale-cultura deverá entrar em vigor a partir de setembro, disse na noite de ontem (15) a ministra da Cultura, Marta Suplicy, ao explicar o funcionamento do vale na Federação das Indústria de São Paulo (Fiesp). Ela informou que pediu ao Ministério da Fazenda que fossem inseridas nos incentivos fiscais concedidos pelo programa as empresas que recolhem o Imposto de Renda com base no lucro presumido ou simples, mas não foi atendida. Segundo a ministra foi mantida a regra de que podem abater o valor gasto com o vale-cultura, em até 1% do imposto devido, as empresas que recolhem a partir do lucro real, modelo usado por grandes empresas.
"Eu gostaria muito que uma padaria ou um cabeleireiro pudesse dar [o vale-cultura] para seus funcionários. A Fazenda não permitiu neste momento ter incentivo fiscal para o lucro presumido e simples", ressaltou. Porém, o valor gasto com o vale não será tributado como salário, o que pode, segundo Marta, facilitar a adesão mesmo entre as empresas menores.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que talvez nem mesmo com o abatimento algumas empresas se interessem em aderir ao programa. "O pessoal do lucro real não está tendo muito lucro", declarou. No entanto, para a ministra, as empresas podem começar a participar do programa concedendo o benefício a parte dos empregados que ganha menos e ampliar na medida do possível. "Em vez de começar com quem ganha até cinco salários mínimos, começa com quem ganha até dois [salários]", exemplificou.
De acordo com Marta, o governo está preparado para uma renúncia fiscal até R$ 300 milhões ainda este ano. Mas ressaltou não ter certeza se adesão chegará a usar todo o recurso nos primeiros meses de funcionamento do programa. "A gente está implantando um programa completamente novo, que as pessoas não sabe ainda como funciona, que as empresas vão ter de pensar se querem ou não", disse.
A pesquisa de opinião feita pelo ministério indicou, segundo Marta, que a maior parte dos 18,8 milhões de trabalhadores que podem ser beneficiados pretendem usar o vale para ir ao teatro. "O sonho de consumo é ir ao teatro", declarou. Segundo ela, o benefício será concedido por meio de um cartão magnético que poderá ser usado em estabelecimentos que trabalhem principalmente com a venda de produtos culturais, incluindo bancas de jornais.
A lei que cria o vale, no valor de R$ 50 por mês, para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos foi sancionada no final de 2012. Falta agora a assinatura de um decreto presidencial e a edição de uma portaria do ministério para regulamentar o funcionamento do benefício. Foi elaborada ainda uma propaganda para TV para divulgar o vale e incentivar a as empresas aderirem ao programa.

Edição: Aécio Amado
Postado por Jussara Seixas


"Marina Silva é uma picareta": como Serra está tentando atrair apoio à sua candidatura

Posted: 16 Jul 2013 04:02 AM PDT

Um vereador paulistano foi convocado por José Serra a comparecer a sua casa duas semanas atrás. Ele é ex-colega de Serra no PSDB e hoje está em outro partido. Serra estava preocupado com a possibilidade de seu ex-correligionário migrar para a Rede, o partido de Marina Silva. Deu-lhe uma dura. "Ela é uma picareta", disse Serra, que pediu apoio para sua candidatura a presidente em 2014. Fora do jogo no PSDB, ele tentou uma fusão entre PPS e PMN para criar a Mobilização Democrática, MD, o que fracassou. Não descarta migrar para o PPS de Roberto Freire ou o PSD de Gilberto Kassab. Esse vereador sempre foi chamado por José Serra em seu QG em momentos importantes, como quando de sua decisão de se candidatar à prefeitura, em 2004, e depois ao governo de São Paulo, no ano seguinte. Só não se falaram em 2009 porque Serra estava mais confiante do que o normal na vitória e no poder do apoio do pastor Silas Malafaia. Deu no que vem dando. O "Careca" não desiste. Desta vez, porém, está com dificuldade em convencer seus antigos aliados a ficarem ao seu lado. O vereador assediado por JS é companheiro de longa data, mas foi instado por pessoas próximas e ajuizadas a não se meter numa fria. Não só pelas poucas chances de Serra ganhar, mas pelo péssimo hábito do Careca se lembrar dos amigos apenas em situações como essa. "Aos 70 anos, o Careca virou aquele tio chato e míope que insiste em dirigir o carro quando não tem mais condições de andar na rua", disse o vereador."

Comentário:
Um picareta safado e traíra, falando de outra picareta traíra. Hilário!!
Postado Jussara Seixas

Padilha pede "médicos especialistas em gente"

Posted: 16 Jul 2013 03:58 AM PDT


: Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dá entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, para falar sobre o programa Mais Médicos.
"Foi para formar médicos mais preparados, com mais experiência, seguros de como lidar com problemas cada vez mais comuns da saúde que o governo encaminhou ao Congresso, ao CNE (Conselho Nacional de Educação) e à Comissão Nacional de Residência a proposta de dois anos de treinamento, em serviço remunerado, na Atenção Básica e Urgência-Emergência ao final da conclusão da sua formação", defende o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em artigo; leia
 
247 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu em artigo publicado nesta segunda-feira no Blog do Noblat a "proposta de dois anos de treinamento, em serviço remunerado, na Atenção Básica e Urgência-Emergência ao final da conclusão da sua formação". Leia:
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, especial para o Blog do Noblat
Dos quase 15 mil formados em Medicina no ano passado, sabe qual a chance de uma parcela ter passado pela experiência de acompanhar uma mesma gestante durante nove meses, do início da gravidez até o seu parto? Praticamente zero.
Quantos acompanharam o crescimento e desenvolvimento de uma criança do seu nascimento até ela completar pelo menos um ano, suas interações com a mãe, com a família, com os medicamentos, com as possíveis internações e reações a vacinas? Praticamente nenhum.
Quantos acompanharam por pelo menos um ano um paciente que sobreviveu ao AVC, sua recuperação, fisioterapia, novos medicamentos, intercorrências?
Quantos acompanharam por pelo menos um ano um mesmo paciente diagnosticado por dois dos problemas mais comuns em saúde do nosso país, como diabetes ou depressão, observando a resposta aos medicamentos de primeira escolha, o impacto da mudança de hábitos, a resposta ao tratamento, a necessidade de troca de medicamento? Novamente a resposta é: praticamente nenhum.
Foi para formar médicos mais preparados, com mais experiência, seguros de como lidar com problemas cada vez mais comuns da saúde que o governo encaminhou ao Congresso, ao CNE (Conselho Nacional de Educação) e à Comissão Nacional de Residência a proposta de dois anos de treinamento, em serviço remunerado, na Atenção Básica e Urgência-Emergência ao final da conclusão da sua formação.
Serão pelo menos seis meses de debate. Depois mais sete anos de preparação, pois as regras só valem para quem entrar na Faculdade de Medicina em 2015. Ou seja: terão o treinamento em serviço em 2021.
A proposta não surgiu nos gabinetes do Ministério da Saúde ou do Ministério da Educação. Ela é inspirada em mudanças feitas em países europeus como Inglaterra, Suécia, Portugal e Espanha.
O objetivo é exatamente dar suporte para que os médicos estejam aptos a lidar com as doenças mais comuns entre nós, que são aquelas que exigem cuidado continuado, multiprofissional e com mudanças nos hábitos de vida. Este debate vem sendo travado repetidas vezes nos fóruns de Educação Médica.
Muitos alegam que os estudantes hoje atendem no SUS, principalmente durante os dois anos de internato. É verdade, pois ninguém se formaria médico no Brasil se não existisse o SUS, embora nem todos reconheçam. Mas por que hoje isso não é suficiente?
Porque o internato, na maioria das vezes, ocorre de forma fragmentada, por especialidades, sem o período de acompanhamento continuado de um paciente. A visão que prevalece atualmente é quase sempre pautada nas especialidades, majoritariamente em um ambiente hospitalar, muito diferente da realidade de vida de qualquer de um de nós. Mais ainda da grande maioria da população brasileira.
Quando acompanhava os dedicados estudantes da Faculdade de Medicina da USP nas enfermarias de Alta Complexidade do HC/FMUSP ou no estágio opcional no núcleo da USP no interior do Pará eram mais do que visíveis estes contrastes.
Não por culpa dos estudantes, pois são eles que sofrem cada vez mais a pressão da especialização precoce, que deveria na verdade ocorrer numa etapa posterior, da residência médica. O médico ainda em formação vê hoje o paciente aos pedaços, pelo corte da especialidade, e não integralmente, por um período continuado.
Os dois anos de treinamento em serviço da Atenção Básica e Urgência-Emergência acontecerão em unidades ligadas às faculdades, o que aproximará cada vez mais a escola formadora da rede de saúde. Na Atenção Básica serão supervisionados por médicos especialistas em Medicina da Família, reforçando a importância desta especialidade, bastante valorizada em outros países.
Como foi dito no lançamento do programa, o debate acontecerá livremente no Conselho Nacional de Educação e na Comissão Nacional de Residência Médica sobre como, por exemplo, este estágio poderá servir como o primeiro ano de um conjunto de especialidades médicas.
O que não se pode negar é que mudou muito o perfil de saúde da nossa população. Cada vez mais conviveremos com doenças do envelhecimento, do ambiente urbano, doenças crônicas que exigem cuidado continuado por um médico que seja, antes de tudo, especialista em gente.
Postado por Jussara Seixas

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Francisco Almeida 




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