Só a internet para nos oferecer essas duas pérolas:
por Francisco Barreira, clique no link para ler mais
Este texto deve ser lido de forma combinada com o que vem imediatamente abaixo dele.
Iniciamos hoje a série Como Conhecer um Analfabeto Político que compõe o perfil desta figura muitas vezes simpática e com a qual convivemos diariamente no lar, no trabalho e no bar. Envie sua colaboração.
1- O analfabeto político não se cansa de dar “uma cervejinha” pro guarda, depois se indigna com a corrupção policial.
2- Na fila, ele amaldiçoa o caixa lerdo, mas em nenhum instante supõe que os banqueiros colocam à sua disposição um número insuficiente de caixas.
3- Se grisalho, ele com certeza foi defensor da ditadura, mas permite que apenas o Bolsonaro confesse isto por ele.
4- É contra o aumento do salário dos trabalhadores, porque eleva a inflação e o Custo Brasil, mas também é contra a Bolsa Família, porque é populismo, paternalismo ou é dar a vara ao invés de ensinar a pescar . Quer que o povo se exploda.
5- É contra as cotas, mas descobre-se negro quando seu filho vai prestar vestibular.
6- Barbeia-se diariamente ao espelho supondo estar barbeando um Kennedy e morre de ódio, quando, num lampejo de lucidez, vê apenas um Lula.
7- Não está preparado psicologicamente para suportar o sucesso, um novo patamar na sua vida e na do País. Tem um pacto secreto com o fracasso ou simplesmente teme uma situação nova. Por isso, o Brasil protagonista da cena mundial o assusta e o irrita. Faz com que ele torça contra.
8- Manda aumentar o muro de seu condomínio e em nenhum momento estabelece uma relação de causa e efeito entre a violência urbana, o inchaço da cidade e a ausência secular de uma política consistente de reforma agrária, de fixação do homem à terra, como os franceses fazem desde Napoleão.
9- Adora caçar políticos, sem perceber que estes, em matéria de gatunagem, são fichinhas perto do banqueiros.
10- Só se lembra da saúde pública quando é traído pelos planos particulares.
18-9-09
Por que os analfabetos políticos
pensam que Lula é analfabeto
A figura do analfabeto político foi criada por Bertold Brecht para exprimir o burguês letrado, por vezes erudito, que absolutamente não consegue compreender a realidade que o cerca. Não confunda com o alienado que, eventualmente, pode ser analfabeto de fato. Estamos lidando com uma figura que exprime muito bem, por vezes em várias línguas, a total insipidez de seus raciocínios.
Vejamos dois casos específicos: Ricardo Noblat e Diogo Mainardi, dois festejados profissionais da mídia que pensam exatamente como pensam seus patrões, proprietários de vetustos veículos de imprensa. Ambos, com suas tiradas, levam a burguesia brasileira ao delírio. Não cuidemos de suas personalidades, para poupar o leitor mais apressado. Avancemos diretamente para seus pensamentos sínteses garimpados por nossa equipe após exaustiva pesquisa. De Noblat recolhemos esta pérola com a qual ele retrata, com traços de artista e observado atento, a atual realidade brasileira que provoca tanto espanto aqui e tanta admiração lá fora: O presidente da República é um “trapalhão”. Mainardi foi mais específico ao dizer que “o Brasil tem este efeito: nunca consegue inspirar algo que preste”.|
Nelson Rodrigues criou a frase lapidar ao dizer que “brasileiro tem complexo de vira-lata”. Pensamento que reflete do ponto de vista sociológico e amplo ( coletivo), algo que os analistas, definem (no âmbito individual) como o pacto secreto com o fracasso. O equívoco de mestre Nelson, no entanto, foi o de supor que estava se referindo ao conjunto do povo brasileiro (cuja profissão é a esperança) quando na realidade exprimia um sentimento específico (negativista) das assim chamadas classes dominantes. Classes estas às quais ele pertencia e que jamais suportaram ter que ver ao espelho , no ato diário de barbear-se, não um europeu refinado de olhos azuis, mas “um mulato tacanho”, como elas definem pejorativamente o povo, sem perceber, porque são analfabetas políticas, que estão se auto-definindo. Noblat e Mainardi gostariam de ver ao espelho todas as manhãs o Ted Kennedy. Mas ficam possessos por que vêem o Lula.
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Para onde não vamos
Copiado do Vi o Mundo, DE Luiz Carlos Azenha
CANDIDO MENDES, na Folha
O ex-presidente pergunta-se, indeciso, para onde vamos. Mas as próximas eleições mostrarão para onde não voltamos
O ARTIGO do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Para onde vamos)"clique aqui para ler o artigo" revigora todo o debate político nacional, tirando as oposições de sua presente e contundente mediocridade. Amplo no propósito e na riqueza polêmica, parte da afirmação de que tudo que é bom no atual governo já veio de antes e que o mal de agora apenas começa.
Há, sim, confronto radical entre os dois regimes, ao contrário do que diz, e os tucanos abriram o país à globalização privatista hegemônica, enquanto o petismo vai hoje, com a melhoria social do país, à recuperação do poder do Estado, numa efetiva economia de desenvolvimento sustentável.
A legislação do petróleo, em projeto que ora assaca ao governo o ex-presidente, quer corrigir os efeitos da emenda constitucional de 1995, que desfigurou o monopólio do petróleo da Carta do dr. Ulysses num regime de concessão que, inclusive, entrega aos exploradores do subsolo nacional “a propriedade” do óleo extraído.
A partilha, sim, é o novo instrumento, nada “mal-ajambrado”, em que volta, por inteiro, ao Estado o direito aos proventos dessa extração, ampliando sua destinação social imediata. Diga-o, agora, a Noruega, o país mais desenvolvido e democrático do mundo, que, exatamente, adotou esse regime nas suas riquezas do mar do Norte, deixando as concessões no cemitério das ideologias liberais capitalistas de há uma vintena.
O governo Lula reassegurou a presença do Estado para a efetiva mudança da infraestrutura, que pede o desenvolvimento, atrasado durante o progressismo liberal do PSDB, como mostravam os primeiros resultados do PAC, a contemplar entre os seus principais beneficiários, inclusive, o governo de São Paulo.
O país não frui ainda, claro, o programa Minha Casa, Minha Vida, mas sabe que o Bolsa Família colocou a população de uma Colômbia na nossa economia de mercado.
Claro, também enfrentamos o risco da absorção corporativa sindical no controle dos recursos públicos.
Mas essa é etapa adiante da página que se virou de vez, ou seja, do retorno ao controle pelo status quo, sob a ideologia social-democrata, de autolimitação do poder do Estado ou da crença dos progressismos espontâneos, sem dor para o país instalado, como professa a oposição a Lula.
O embaraço do tucanato em reconhecer o “entreguismo” dos controles públicos durante o seu governo é o mesmo que o alvoroça a assimilar o governo Lula ao “populismo autoritário peronista”.
São comparações regressivas, que não se dão conta da experiência única da chegada do “outro país” ao poder, contra o desespero da violência dos “sem-nada”, das Farc colombianas ou do Sendero Luminoso, no Peru, e assentou, de vez, uma maioria nacional, consciente de suas opções.
Realizar-se ou não o que seja, hoje, na sua originalidade, o “povo de Lula”, é a diferença entre o Brasil “bem” e o país da mudança.
O petismo não é o justicialismo peronista, e hoje a nossa consciência coletiva supera o próprio partido, na solidez do que não quer para o futuro.
Essa nossa adesão ao novo, aliás, foi adiante, até, da própria legenda e de suas siderações pelas vantagens do poder, nessa matriz de um evento político que torna as futuras eleições tão distintas de uma escolha da hora entre situacionismos cansados e oposições gulosas. E o Brasil potência, tão profligado pelo ex-presidente, é a configuração emergente desse país que sabe que não volta ao berço esplêndido da nação dos ricos.
Mais que a denúncia dos “pequenos assassinatos” a minar “devagarzinho” o espírito democrático, o que entra pelos olhos do Brasil na conduta de Lula é a determinação visceral do governo de não ceder a um terceiro mandato, avassaladoramente acolhível, se assim quisesse o presidente, por emenda constitucional, tal como o governo tucano desfigurou o monopólio do petróleo.
No inverso de Chávez, Lula, no seu gesto, reafirma o essencial da democracia, que é o cumprimento das regras do jogo, no que diga a Carta, por maior que seja o poder da hora de quem está no palácio.
O ex-presidente pergunta-se, indeciso, para onde vamos. Mas as próximas eleições mostrarão para onde não voltamos, tanto quanto a nação de Lula sabe que, no Brasil, é “o povo como povo” intrinsecamente melhor que as suas “elites como elites”.
CANDIDO MENDES , 81, membro da Academia Brasileira de Letras e da Comissão de Justiça e Paz, é presidente do “senior Board” do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e secretário-geral da Academia da Latinidade.
CANDIDO MENDES, na Folha
O ex-presidente pergunta-se, indeciso, para onde vamos. Mas as próximas eleições mostrarão para onde não voltamos
O ARTIGO do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Para onde vamos)"clique aqui para ler o artigo" revigora todo o debate político nacional, tirando as oposições de sua presente e contundente mediocridade. Amplo no propósito e na riqueza polêmica, parte da afirmação de que tudo que é bom no atual governo já veio de antes e que o mal de agora apenas começa.
Há, sim, confronto radical entre os dois regimes, ao contrário do que diz, e os tucanos abriram o país à globalização privatista hegemônica, enquanto o petismo vai hoje, com a melhoria social do país, à recuperação do poder do Estado, numa efetiva economia de desenvolvimento sustentável.
A legislação do petróleo, em projeto que ora assaca ao governo o ex-presidente, quer corrigir os efeitos da emenda constitucional de 1995, que desfigurou o monopólio do petróleo da Carta do dr. Ulysses num regime de concessão que, inclusive, entrega aos exploradores do subsolo nacional “a propriedade” do óleo extraído.
A partilha, sim, é o novo instrumento, nada “mal-ajambrado”, em que volta, por inteiro, ao Estado o direito aos proventos dessa extração, ampliando sua destinação social imediata. Diga-o, agora, a Noruega, o país mais desenvolvido e democrático do mundo, que, exatamente, adotou esse regime nas suas riquezas do mar do Norte, deixando as concessões no cemitério das ideologias liberais capitalistas de há uma vintena.
O governo Lula reassegurou a presença do Estado para a efetiva mudança da infraestrutura, que pede o desenvolvimento, atrasado durante o progressismo liberal do PSDB, como mostravam os primeiros resultados do PAC, a contemplar entre os seus principais beneficiários, inclusive, o governo de São Paulo.
O país não frui ainda, claro, o programa Minha Casa, Minha Vida, mas sabe que o Bolsa Família colocou a população de uma Colômbia na nossa economia de mercado.
Claro, também enfrentamos o risco da absorção corporativa sindical no controle dos recursos públicos.
Mas essa é etapa adiante da página que se virou de vez, ou seja, do retorno ao controle pelo status quo, sob a ideologia social-democrata, de autolimitação do poder do Estado ou da crença dos progressismos espontâneos, sem dor para o país instalado, como professa a oposição a Lula.
O embaraço do tucanato em reconhecer o “entreguismo” dos controles públicos durante o seu governo é o mesmo que o alvoroça a assimilar o governo Lula ao “populismo autoritário peronista”.
São comparações regressivas, que não se dão conta da experiência única da chegada do “outro país” ao poder, contra o desespero da violência dos “sem-nada”, das Farc colombianas ou do Sendero Luminoso, no Peru, e assentou, de vez, uma maioria nacional, consciente de suas opções.
Realizar-se ou não o que seja, hoje, na sua originalidade, o “povo de Lula”, é a diferença entre o Brasil “bem” e o país da mudança.
O petismo não é o justicialismo peronista, e hoje a nossa consciência coletiva supera o próprio partido, na solidez do que não quer para o futuro.
Essa nossa adesão ao novo, aliás, foi adiante, até, da própria legenda e de suas siderações pelas vantagens do poder, nessa matriz de um evento político que torna as futuras eleições tão distintas de uma escolha da hora entre situacionismos cansados e oposições gulosas. E o Brasil potência, tão profligado pelo ex-presidente, é a configuração emergente desse país que sabe que não volta ao berço esplêndido da nação dos ricos.
Mais que a denúncia dos “pequenos assassinatos” a minar “devagarzinho” o espírito democrático, o que entra pelos olhos do Brasil na conduta de Lula é a determinação visceral do governo de não ceder a um terceiro mandato, avassaladoramente acolhível, se assim quisesse o presidente, por emenda constitucional, tal como o governo tucano desfigurou o monopólio do petróleo.
No inverso de Chávez, Lula, no seu gesto, reafirma o essencial da democracia, que é o cumprimento das regras do jogo, no que diga a Carta, por maior que seja o poder da hora de quem está no palácio.
O ex-presidente pergunta-se, indeciso, para onde vamos. Mas as próximas eleições mostrarão para onde não voltamos, tanto quanto a nação de Lula sabe que, no Brasil, é “o povo como povo” intrinsecamente melhor que as suas “elites como elites”.
CANDIDO MENDES , 81, membro da Academia Brasileira de Letras e da Comissão de Justiça e Paz, é presidente do “senior Board” do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e secretário-geral da Academia da Latinidade.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Cabanagem, o povo no poder
Para aqueles que menosprezam e subestimam a força do nosso povo. É sempre bom lembrar que não estamos mortos, e nem somos vagabundos e ignorantes como querem nos fazer pensar. Não temos o conhecimento acadêmico, mas, temos a ciência dos que vivem o dia a dia, trabalhando de sol a sol. Somos felizes na nossa condição, sofrida, mas alegre, ordeira, mas não burra. Temos a paciência de Jó, mas, até ela, se esgota. Para ser lembrado por muitas gerações, o movimento Cabano no Pará dá-nos uma lição, aprenda quem quiser.

Publicado em
overmundo
A CABANAGEM
1835---1840
Devido o distanciamento, a Lei não era cumprida.
Exploração sem alento, a vida era demais sofrida.
Já não dava para suportar, tão desumana opressão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Cada um Governador, queria era impostos receber.
Como tirano repressor, lucro no recurso a recolher.
Não faziam se importar, de como estava a situação
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Padre Batista de Campos, arma e povo ele benzia.
A Igualdade e seus encantos, estava na sua liturgia.
Fazia ao povo orientar, pra entenderem a confusão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Da condição revoltante, muito trabalho e pobreza.
Um governo acharcante, era sem nenhum nobreza.
Bernardo pra governar, mais aumentou a repressão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Novo ano se anuncia, e todo o povo esta revoltado.
Fortalece a rebeldia, e o Governador é assassinado.
E em janeiro vai rebentar, essa incrível insurreição.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
A situação é muito grave, e organizam a liderança.
Malcher Angelim e Vinagre, a chance de esperança.
Fazem Belém Ocupar, novo Estado e Organização
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Era muita desigualdade, com o vil aproveitamento.
Era Hora da verdade, aflorando todo ressentimento.
Tinha da escravidão acabar, junto a semi escravidão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
A chance do povo oprimido, chance da liberdade.
Foi um momento decidido, uma luz de brasilidade
Queriam a República criar, e abolir a Escravidão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Radicalizam o movimento, tudo precisa de evoluir.
Os lideres agem todo tempo, há uma ordem a erigir.
Os proprietários a conspirar, preparando a reação.
A Cabanagem no Pará, teve o seu povo na Direção.
Helio Vinagre e Angelim, buscam apoio no interior.
Vai ser luta sem fim, de índio, mestiço e trabalhador.
Vão vir tropas pra arrasar, vão vir para a execução.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Os cabanos Ocupam Belém, que do Brasil separou.
A luta foi mais além, e a todos escravos se libertou.
Na dureza a partilhar, cada cristão dividindo o pão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Epidemia de bexiga, faz os revoltosos enfraquecer.
Estranhamente surgida, como de aos índios vencer.
Uma armadilha pra matar, arma secreta da Traição.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Chega a hora da batalha, com a Esquadra Imperial
Nossa senhora que nos valha, a luta é tão desigual.
O povo não faz acovardar, de faca enfrenta canhão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Lutas descomunais, do índio, mestiço e trabalhador.
Proprietários locais, caçam os cabanos pelo interior.
Etnicamente a limpar, dizimam 30% da população.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Houve muitos traidores, criando toda dificuldade.
Proprietários sabotadores, gente contra a liberdade.
Movimento Popular, no Brasil de maior expressão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Era Economia decadente, arrecadação de sangria.
Faziam explorar toda gente, ao pobre que produzia.
Sempre fizeram se revoltar, sempre houve execução.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
A Política da Aristocracia, era a escravidão manter.
Sem perspectiva de alforria, fizeram 40 mil morrer
Cinco anos a matar, os remanescentes da insurreição.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Gente de muito heroísmo, pioneiros da liberdade.
Do digno Humanismo, pois lutaram pela igualdade.
Um dia haverá de chegar, é viva em cada coração.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
O cabano o Brasil honrou, nosso fervor Guerreiro.
A Liberdade se conquistou, graça a cada brasileiro.
Cada sacrifício a somar, pra conseguir a Libertação.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos,
de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
sobre a obra
Obra de Louvor a Cabanagem do Pará, exaltando o seu Povo Heróico que a escreveu com o próprio sangue, num sem fim de lutas terríveis e de desigualdade de armamentos, com avanços e recuos, vitórias e derrotas que hoje são o Orgulho de toda a nação Brasileira, dos Latinos e Africanos, dos Mestiços de todo mundo, que ao serem discriminados ou sujeitos ao preconceito racial, tem o alento do Povo Cabano que lutou
com dignidade e combatividade sem igual na História da Humanidade, parecidos como o Vietiname nas selvas de chuvas de monções. Heroísmo o tempo todo. Tomavam e perdiam Belém, lhes animava a chance de continuarem a liberdade dos escravos e índios, que davam a vida para a preservarem aos familiares. Uma Historia de Amor que comove. Os Imperiais tinham Armas de fogo e os cabanos tinham facões e principalmente lanças, como os índios que estavam juntos, O Brasileiro é um povo de luta e capacidade. A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Publicado em
overmundo
A CABANAGEM
1835---1840
Devido o distanciamento, a Lei não era cumprida.
Exploração sem alento, a vida era demais sofrida.
Já não dava para suportar, tão desumana opressão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Cada um Governador, queria era impostos receber.
Como tirano repressor, lucro no recurso a recolher.
Não faziam se importar, de como estava a situação
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Padre Batista de Campos, arma e povo ele benzia.
A Igualdade e seus encantos, estava na sua liturgia.
Fazia ao povo orientar, pra entenderem a confusão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Da condição revoltante, muito trabalho e pobreza.
Um governo acharcante, era sem nenhum nobreza.
Bernardo pra governar, mais aumentou a repressão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Novo ano se anuncia, e todo o povo esta revoltado.
Fortalece a rebeldia, e o Governador é assassinado.
E em janeiro vai rebentar, essa incrível insurreição.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
A situação é muito grave, e organizam a liderança.
Malcher Angelim e Vinagre, a chance de esperança.
Fazem Belém Ocupar, novo Estado e Organização
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Era muita desigualdade, com o vil aproveitamento.
Era Hora da verdade, aflorando todo ressentimento.
Tinha da escravidão acabar, junto a semi escravidão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
A chance do povo oprimido, chance da liberdade.
Foi um momento decidido, uma luz de brasilidade
Queriam a República criar, e abolir a Escravidão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Radicalizam o movimento, tudo precisa de evoluir.
Os lideres agem todo tempo, há uma ordem a erigir.
Os proprietários a conspirar, preparando a reação.
A Cabanagem no Pará, teve o seu povo na Direção.
Helio Vinagre e Angelim, buscam apoio no interior.
Vai ser luta sem fim, de índio, mestiço e trabalhador.
Vão vir tropas pra arrasar, vão vir para a execução.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Os cabanos Ocupam Belém, que do Brasil separou.
A luta foi mais além, e a todos escravos se libertou.
Na dureza a partilhar, cada cristão dividindo o pão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Epidemia de bexiga, faz os revoltosos enfraquecer.
Estranhamente surgida, como de aos índios vencer.
Uma armadilha pra matar, arma secreta da Traição.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Chega a hora da batalha, com a Esquadra Imperial
Nossa senhora que nos valha, a luta é tão desigual.
O povo não faz acovardar, de faca enfrenta canhão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Lutas descomunais, do índio, mestiço e trabalhador.
Proprietários locais, caçam os cabanos pelo interior.
Etnicamente a limpar, dizimam 30% da população.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Houve muitos traidores, criando toda dificuldade.
Proprietários sabotadores, gente contra a liberdade.
Movimento Popular, no Brasil de maior expressão.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Era Economia decadente, arrecadação de sangria.
Faziam explorar toda gente, ao pobre que produzia.
Sempre fizeram se revoltar, sempre houve execução.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
A Política da Aristocracia, era a escravidão manter.
Sem perspectiva de alforria, fizeram 40 mil morrer
Cinco anos a matar, os remanescentes da insurreição.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Gente de muito heroísmo, pioneiros da liberdade.
Do digno Humanismo, pois lutaram pela igualdade.
Um dia haverá de chegar, é viva em cada coração.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
O cabano o Brasil honrou, nosso fervor Guerreiro.
A Liberdade se conquistou, graça a cada brasileiro.
Cada sacrifício a somar, pra conseguir a Libertação.
A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos,
de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
sobre a obra
Obra de Louvor a Cabanagem do Pará, exaltando o seu Povo Heróico que a escreveu com o próprio sangue, num sem fim de lutas terríveis e de desigualdade de armamentos, com avanços e recuos, vitórias e derrotas que hoje são o Orgulho de toda a nação Brasileira, dos Latinos e Africanos, dos Mestiços de todo mundo, que ao serem discriminados ou sujeitos ao preconceito racial, tem o alento do Povo Cabano que lutou
com dignidade e combatividade sem igual na História da Humanidade, parecidos como o Vietiname nas selvas de chuvas de monções. Heroísmo o tempo todo. Tomavam e perdiam Belém, lhes animava a chance de continuarem a liberdade dos escravos e índios, que davam a vida para a preservarem aos familiares. Uma Historia de Amor que comove. Os Imperiais tinham Armas de fogo e os cabanos tinham facões e principalmente lanças, como os índios que estavam juntos, O Brasileiro é um povo de luta e capacidade. A Cabanagem no Para, teve o seu povo na Direção.
sábado, 7 de novembro de 2009
Os desejos ocultos dos donos da terra
Publicado em Carta Maior
DEBATE ABERTO
Uma estrutura social equânime é o inferno de Caiado e Kátia Abreu. Para eles, o paraíso é o Estado Patrimonial que, como no tempo do Império, funcione como repassador de terras e do dinheiro do setor público para o privado. É com essa restauração que sonham diariamente.
Gilson Caroni Filho
A nova operação da direita para viabilizar a instalação de uma CPI para investigar supostos repasses de recursos públicos a entidades vinculadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) nada mais é que um embuste com objetivos nítidos: a criminalização dos movimentos sociais e, com um claro viés eleitoreiro, o desgaste do governo visando ao processo eleitoral de 2010.
O eixo central da ação da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), ex-presidente da UDR, é retroceder o processo democrático a níveis anteriores ao do governo petista. Com apoio da grande imprensa, o que se pretende é o estabelecimento de uma agenda que aceite a imposição dos que gritam mais forte e que por mais de 500 anos mandaram no país.
Um projeto de poder que abandone o país moderno, dos segmentos novos da cidade, do operariado urbano e rural, dos pequenos e médios proprietários das classes médias, dos empresários modernos e progressistas para abraçar uma opção pelo passado. No que ele tem de mais retrógado, no que ele garante a preservação de práticas clientelistas e oligárquicas.
A pesquisa do Ibope, encomendada pela CNA, “que constata a favelização dos assentamentos rurais do INCRA" não vai de encontro apenas aos dados do Censo Agropecuário de 2006 que demonstram que a agricultura familiar é mais produtiva do que a tradicional e em grande escala. Vai além. Vai contra todas as classes e frações que sabem que sua sobrevivência depende de um país igualitário, solidário, a ser construído por uma intervenção decidida na questão da terra. Uma estrutura social equânime é o inferno de Caiado e Kátia Abreu. Para eles, o paraíso é o Estado Patrimonial que, como no tempo do Império, funcione como repassador de terras e do dinheiro do setor público para o privado. É com essa restauração que sonham diariamente.
Sob os holofotes da CPI o que se quer manter é a luta contra a Reforma Agrária por parte de pecuaristas e dos que ganham com monoculturas extensas. Nos casos de desapropriações já decididas, apela-se, como sempre, para os amigos cartoriais, transferindo gado de uma fazenda para outra enquanto se pede revisão dos processos.
O "aggiornamento" da imprensa é peça fundamental dessa estratégia. Há mais de duas décadas, durante a eleição de Caiado para a presidência da UDR, o então vice-presidente da entidade, Altair Veloso, garantia que “os jornalistas da imprensa escrita são todos vermelhos. Os da televisão são todos homossexuais".
Hoje prevalece a afinidade de classe, e os "vermelhos" carregam nas tintas contra movimentos organizados, enquanto os "homossexuais" divulgam, no horário nobre de uma emissora paulista, "editoriais" contra Lula e o MST. O amadurecimento de pessoas e instituições é surpreendente. Revela pulsões que nunca ousaram dizer o nome.
Em entrevista para a Agência Ibase, o líder sindical José Francisco da Silva, ex-presidente da Contag, disse que “houve avanços com o governo Lula, justiça seja feita. Fernando Henrique investiu R$ 2,3 bilhões no Pronaf. Lula já alcançou R$ 13 bilhões no decorrer de seis anos. Foi um bom investimento, mas é bom que se diga que o agronegócio recebe quase R$ 70 bilhões do governo e é a agricultura familiar que abastece o país, que gera empregos." É uma distorção a ser corrigida.
Para Kátia e Caiado a correção aponta para outra direção: a da redução dramática da população rural, da formação de um contingente de semicidadãos entregues à própria sorte. Para eles, essa é a democracia possível. O padrão estético é coerente com a história dos antigos donos do poder.
Eldorado de Carajás é uma imagem a ser esquecida. Pés de laranja arrancados, um crime imperdoável.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
DEBATE ABERTO
Gilson Caroni Filho
A nova operação da direita para viabilizar a instalação de uma CPI para investigar supostos repasses de recursos públicos a entidades vinculadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) nada mais é que um embuste com objetivos nítidos: a criminalização dos movimentos sociais e, com um claro viés eleitoreiro, o desgaste do governo visando ao processo eleitoral de 2010.
O eixo central da ação da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), ex-presidente da UDR, é retroceder o processo democrático a níveis anteriores ao do governo petista. Com apoio da grande imprensa, o que se pretende é o estabelecimento de uma agenda que aceite a imposição dos que gritam mais forte e que por mais de 500 anos mandaram no país.
Um projeto de poder que abandone o país moderno, dos segmentos novos da cidade, do operariado urbano e rural, dos pequenos e médios proprietários das classes médias, dos empresários modernos e progressistas para abraçar uma opção pelo passado. No que ele tem de mais retrógado, no que ele garante a preservação de práticas clientelistas e oligárquicas.
A pesquisa do Ibope, encomendada pela CNA, “que constata a favelização dos assentamentos rurais do INCRA" não vai de encontro apenas aos dados do Censo Agropecuário de 2006 que demonstram que a agricultura familiar é mais produtiva do que a tradicional e em grande escala. Vai além. Vai contra todas as classes e frações que sabem que sua sobrevivência depende de um país igualitário, solidário, a ser construído por uma intervenção decidida na questão da terra. Uma estrutura social equânime é o inferno de Caiado e Kátia Abreu. Para eles, o paraíso é o Estado Patrimonial que, como no tempo do Império, funcione como repassador de terras e do dinheiro do setor público para o privado. É com essa restauração que sonham diariamente.
Sob os holofotes da CPI o que se quer manter é a luta contra a Reforma Agrária por parte de pecuaristas e dos que ganham com monoculturas extensas. Nos casos de desapropriações já decididas, apela-se, como sempre, para os amigos cartoriais, transferindo gado de uma fazenda para outra enquanto se pede revisão dos processos.
O "aggiornamento" da imprensa é peça fundamental dessa estratégia. Há mais de duas décadas, durante a eleição de Caiado para a presidência da UDR, o então vice-presidente da entidade, Altair Veloso, garantia que “os jornalistas da imprensa escrita são todos vermelhos. Os da televisão são todos homossexuais".
Hoje prevalece a afinidade de classe, e os "vermelhos" carregam nas tintas contra movimentos organizados, enquanto os "homossexuais" divulgam, no horário nobre de uma emissora paulista, "editoriais" contra Lula e o MST. O amadurecimento de pessoas e instituições é surpreendente. Revela pulsões que nunca ousaram dizer o nome.
Em entrevista para a Agência Ibase, o líder sindical José Francisco da Silva, ex-presidente da Contag, disse que “houve avanços com o governo Lula, justiça seja feita. Fernando Henrique investiu R$ 2,3 bilhões no Pronaf. Lula já alcançou R$ 13 bilhões no decorrer de seis anos. Foi um bom investimento, mas é bom que se diga que o agronegócio recebe quase R$ 70 bilhões do governo e é a agricultura familiar que abastece o país, que gera empregos." É uma distorção a ser corrigida.
Para Kátia e Caiado a correção aponta para outra direção: a da redução dramática da população rural, da formação de um contingente de semicidadãos entregues à própria sorte. Para eles, essa é a democracia possível. O padrão estético é coerente com a história dos antigos donos do poder.
Eldorado de Carajás é uma imagem a ser esquecida. Pés de laranja arrancados, um crime imperdoável.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
Não vamos nos calar
Parcelas da classe dominante – setores do Poder Judiciário, do Congresso Nacional, do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público e da mídia – estão articulando mais uma ofensiva contra o MST e os trabalhadores. Podemos observar essa ofensiva na criação de mais uma CPI para investigar o Movimento, a terceira instalada nos últimos quatro anos. Isso se mostra também pela reação dos meios de comunicação frente aos protestos no Pará.
Além da perseguição policial direta e do Estado atuar como protetor do latifúndio, agora se busca construir uma deslegitimação do movimento camponês, com a intenção de se criar uma repulsa social contra os trabalhadores organizados. Apresentam nosso Movimento não apenas como violento, mas como agente de corrupção.
Isso não quer dizer que as antigas fórmulas tenham sido abandonadas. Em diversos estados, os pistoleiros ainda abrem fogo contra os sem-terra, às vezes à luz do dia. Recentemente, podemos lembrar o assassinato de Elton Brum, no Rio Grande do Sul, ou os 18 trabalhadores baleados pela escolta armada da Agropecuária Santa Bárbara, no Pará.
O que os agentes defensores da estrutura agrária do país não querem mostrar é que o Brasil apresenta a pior concentração de terra do mundo. Nunca fez Reforma Agrária, ao contrário de todos os países desenvolvidos. O agronegócio, que se diz desenvolvido, produz menos de 15% dos alimentos que vão para a mesa da população. Os índices de produtividade estão atrasados desde 1975. Ainda existe latifúndio, agora aliado com transnacionais, e ele ainda mata, tortura, explora e oprime os trabalhadores rurais.
O Brasil ainda não respondeu sua dívida histórica com os pobres do campo. E nós não vamos desistir de lutar, de denunciar os crimes que são cometidos dia após dia. Essas empresas que fazem propaganda na televisão estão roubando as terras da União, como é o caso da Cutrale, em São Paulo. Estão explorando o solo com uma quantidade absurda de agrotóxicos, dando ao Brasil o título de maior consumidor de venenos do mundo.
E porque não nos calamos, seguem nos perseguindo. Estamos fazendo uma campanha internacional para denunciar o processo de criminalização que o MST e os pobres do campo vêm sofrendo. Damos o nome de criminalização às ações de agentes estatais, como os políticos e a mídia, que visam reprimir os movimentos sociais e seus militantes como criminosos, ou criar condições para que a repressão aconteça.
Querem nos isolar, retirar o apoio que a sociedade brasileira historicamente deu à Reforma Agrária. Mas estamos atentos. Recentemente, um manifesto assinado por intelectuais teve a adesão de mais de cinco mil pessoas, que denunciam a criminalização de nossa luta. Agora estamos percorrendo organismos internacionais para que o mundo saiba o que setores retrógrados do Brasil fazem com seus trabalhadores. Fomos à Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Suíça, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos.
E principalmente: nos comprometemos a seguir defendendo a Constituição Federal, que diz que a terra deve cumprir sua função social. Se querem criminalizar a luta por um direito, é nosso dever denunciar as imensas injustiças que forjaram a construção desse país. Não vamos nos calar.
Secretaria Nacional do MST
Letra Viva - MST Informa
Além da perseguição policial direta e do Estado atuar como protetor do latifúndio, agora se busca construir uma deslegitimação do movimento camponês, com a intenção de se criar uma repulsa social contra os trabalhadores organizados. Apresentam nosso Movimento não apenas como violento, mas como agente de corrupção.
Isso não quer dizer que as antigas fórmulas tenham sido abandonadas. Em diversos estados, os pistoleiros ainda abrem fogo contra os sem-terra, às vezes à luz do dia. Recentemente, podemos lembrar o assassinato de Elton Brum, no Rio Grande do Sul, ou os 18 trabalhadores baleados pela escolta armada da Agropecuária Santa Bárbara, no Pará.
O que os agentes defensores da estrutura agrária do país não querem mostrar é que o Brasil apresenta a pior concentração de terra do mundo. Nunca fez Reforma Agrária, ao contrário de todos os países desenvolvidos. O agronegócio, que se diz desenvolvido, produz menos de 15% dos alimentos que vão para a mesa da população. Os índices de produtividade estão atrasados desde 1975. Ainda existe latifúndio, agora aliado com transnacionais, e ele ainda mata, tortura, explora e oprime os trabalhadores rurais.
O Brasil ainda não respondeu sua dívida histórica com os pobres do campo. E nós não vamos desistir de lutar, de denunciar os crimes que são cometidos dia após dia. Essas empresas que fazem propaganda na televisão estão roubando as terras da União, como é o caso da Cutrale, em São Paulo. Estão explorando o solo com uma quantidade absurda de agrotóxicos, dando ao Brasil o título de maior consumidor de venenos do mundo.
E porque não nos calamos, seguem nos perseguindo. Estamos fazendo uma campanha internacional para denunciar o processo de criminalização que o MST e os pobres do campo vêm sofrendo. Damos o nome de criminalização às ações de agentes estatais, como os políticos e a mídia, que visam reprimir os movimentos sociais e seus militantes como criminosos, ou criar condições para que a repressão aconteça.
Querem nos isolar, retirar o apoio que a sociedade brasileira historicamente deu à Reforma Agrária. Mas estamos atentos. Recentemente, um manifesto assinado por intelectuais teve a adesão de mais de cinco mil pessoas, que denunciam a criminalização de nossa luta. Agora estamos percorrendo organismos internacionais para que o mundo saiba o que setores retrógrados do Brasil fazem com seus trabalhadores. Fomos à Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Suíça, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos.
E principalmente: nos comprometemos a seguir defendendo a Constituição Federal, que diz que a terra deve cumprir sua função social. Se querem criminalizar a luta por um direito, é nosso dever denunciar as imensas injustiças que forjaram a construção desse país. Não vamos nos calar.
Secretaria Nacional do MST
Letra Viva - MST Informa
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Reflexões de um ex-vira-lata
Por
Paulo Nogueira Batista Jr.
Antonio Patriota , até recentemente embaixador brasileiro aqui em Washington, reclamou comigo: "Para de falar em complexo de vira-lata! O Brasil passou dessa fase". Talvez o nosso embaixador tenha razão. O Brasil vem ganhando autoconfiança com uma rapidez surpreendente.
Nas recentes reuniões do G20, em Londres e Pittsburgh, e na última reunião anual do FMI, em Istambul, o Brasil bateu um bolão. Somos subdesenvolvidos? Sim. Temos equipes pequenas? Sim, muito menores do que as dos países desenvolvidos. E, no entanto, as delegações brasileiras têm sido das mais atuantes e -correndo o risco de soar presunçoso- acrescento: das mais influentes.
A aliança Bric (Brasil, China, Índia e Rússia) vem sendo fundamental. Mas não é só isso. O Brasil, em si mesmo, tem tido um papel cada vez maior. Há um fator que nos ajuda enormemente: a imagem favorável do país no exterior. A cotação do Brasil está muito alta. Do Brasil como economia, do Brasil como ator na cena internacional, do Brasil como nação cultural.
Bem sei, leitor, que o brasileiro está longe de compartilhar uma visão tão positiva. Talvez porque esteja mais perto do Brasil e conheça melhor as nossas mazelas. Talvez porque o complexo de vira-lata ainda esteja mais vivo do que imagina o embaixador Patriota.
Faço ainda outra ressalva: existe provavelmente um certo economicismo na forma como os países são vistos internacionalmente. O chamado mercado (um dos codinomes da turma da bufunfa) só se interessa pelos indicadores econômicos e financeiros. Não quer nem saber da péssima distribuição de renda, dos problemas sociais, dos níveis ainda elevados de pobreza e de miséria.
Ora, os indicadores econômicos brasileiros têm ficado, em geral, acima do esperado. Até 2007-2008, os nossos detratores (quase sempre brasileiros) diziam: "O Brasil está navegando uma onda internacional favorável".
Veio então a maior crise internacional desde a Grande Depressão. A torcida adversária (brasileira, em geral) começou a salivar intensamente, aguardando o colapso. Não aconteceu. O Brasil sofreu os efeitos da crise, claro. Mas menos do que se esperava. A recuperação brasileira também começou mais cedo do que o previsto. Basta dizer uma coisa: no meio dessa crise mundial, o Brasil anunciou um empréstimo de US$ 10 bilhões ao FMI.
O meu complexo de vira-lata deu arrancos triunfais de cachorro atropelado (para combinar dois bordões do Nelson Rodrigues em uma única frase). Quis o destino ou o acaso que coubesse a mim, logo a mim -devedor nato, hereditário e até inadimplente-, ser o diretor-executivo pelo Brasil no Fundo exatamente nessa conjuntura. Qualquer um dos meus antecessores -Alexandre Kafka, Murilo Portugal ou Eduardo Loyo- desempenharia o papel de credor com mais categoria e convicção.
Só tenho uma coisa a dizer em meu favor: apesar de credor neófito, acho que preservo uma identificação autêntica com os devedores do FMI. Sei o que significa ser devedor dessa instituição e, dentro do que posso, empresto a minha voz aos países em crise, especialmente os pequenos e oprimidos (mesmo aos brancos de olhos azuis). Foi o que tentei fazer pela Islândia, por exemplo, que passou ontem pela Diretoria-Executiva do FMI.
Dizem que os mulatos podem ser os piores racistas. Que os cristãos-novos são os mais fervorosos. Que um credor neófito pode ser o mais linha-dura. Vamos tentar desmentir esses ditados.
Paulo Nogueira Batista Jr. é diretor-executivo no FMI, onde representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago).
Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, edição de 29/10/2009.
Paulo Nogueira Batista Jr.
Antonio Patriota , até recentemente embaixador brasileiro aqui em Washington, reclamou comigo: "Para de falar em complexo de vira-lata! O Brasil passou dessa fase". Talvez o nosso embaixador tenha razão. O Brasil vem ganhando autoconfiança com uma rapidez surpreendente.
Nas recentes reuniões do G20, em Londres e Pittsburgh, e na última reunião anual do FMI, em Istambul, o Brasil bateu um bolão. Somos subdesenvolvidos? Sim. Temos equipes pequenas? Sim, muito menores do que as dos países desenvolvidos. E, no entanto, as delegações brasileiras têm sido das mais atuantes e -correndo o risco de soar presunçoso- acrescento: das mais influentes.
A aliança Bric (Brasil, China, Índia e Rússia) vem sendo fundamental. Mas não é só isso. O Brasil, em si mesmo, tem tido um papel cada vez maior. Há um fator que nos ajuda enormemente: a imagem favorável do país no exterior. A cotação do Brasil está muito alta. Do Brasil como economia, do Brasil como ator na cena internacional, do Brasil como nação cultural.
Bem sei, leitor, que o brasileiro está longe de compartilhar uma visão tão positiva. Talvez porque esteja mais perto do Brasil e conheça melhor as nossas mazelas. Talvez porque o complexo de vira-lata ainda esteja mais vivo do que imagina o embaixador Patriota.
Faço ainda outra ressalva: existe provavelmente um certo economicismo na forma como os países são vistos internacionalmente. O chamado mercado (um dos codinomes da turma da bufunfa) só se interessa pelos indicadores econômicos e financeiros. Não quer nem saber da péssima distribuição de renda, dos problemas sociais, dos níveis ainda elevados de pobreza e de miséria.
Ora, os indicadores econômicos brasileiros têm ficado, em geral, acima do esperado. Até 2007-2008, os nossos detratores (quase sempre brasileiros) diziam: "O Brasil está navegando uma onda internacional favorável".
Veio então a maior crise internacional desde a Grande Depressão. A torcida adversária (brasileira, em geral) começou a salivar intensamente, aguardando o colapso. Não aconteceu. O Brasil sofreu os efeitos da crise, claro. Mas menos do que se esperava. A recuperação brasileira também começou mais cedo do que o previsto. Basta dizer uma coisa: no meio dessa crise mundial, o Brasil anunciou um empréstimo de US$ 10 bilhões ao FMI.
O meu complexo de vira-lata deu arrancos triunfais de cachorro atropelado (para combinar dois bordões do Nelson Rodrigues em uma única frase). Quis o destino ou o acaso que coubesse a mim, logo a mim -devedor nato, hereditário e até inadimplente-, ser o diretor-executivo pelo Brasil no Fundo exatamente nessa conjuntura. Qualquer um dos meus antecessores -Alexandre Kafka, Murilo Portugal ou Eduardo Loyo- desempenharia o papel de credor com mais categoria e convicção.
Só tenho uma coisa a dizer em meu favor: apesar de credor neófito, acho que preservo uma identificação autêntica com os devedores do FMI. Sei o que significa ser devedor dessa instituição e, dentro do que posso, empresto a minha voz aos países em crise, especialmente os pequenos e oprimidos (mesmo aos brancos de olhos azuis). Foi o que tentei fazer pela Islândia, por exemplo, que passou ontem pela Diretoria-Executiva do FMI.
Dizem que os mulatos podem ser os piores racistas. Que os cristãos-novos são os mais fervorosos. Que um credor neófito pode ser o mais linha-dura. Vamos tentar desmentir esses ditados.
Paulo Nogueira Batista Jr. é diretor-executivo no FMI, onde representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago).
Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, edição de 29/10/2009.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Perdemos na TV Digital, não podemos perder na Banda Larga
Postado no blog ANTITUCANO clique no link para visitar o blog
Primeiramente, gostaria de dizer que a série de posts sobre a queda nos Jornais do PiG irá continuar. Com a chegada da época de provas, não ando tendo tempo para pesquisar os assuntos relacionados à série.
No máximo, tenho acompanhado as tentativas desesperadas do Ministro das Comunicações Hélio Costa de, mais uma vez, fazer com que os interesses privados prevaleçam sobre os públicos: agora na questão da banda larga. E é justamente por isso que não é possível ficar calado, enquanto esse agente do lobby travestido de ministro de estado atenta contra o interesse público.
Perdemos uma chance histórica (e nem ficamos sabendo!) - O Brasil já perdeu uma chance histórica de eliminar o monopólio da informação (aquele que tira e põe presidentes - Plim Plim) na questão da TV Digital. Optamos por um padrão que em nada tem a ver com a realidade social dos brasileiros: o padrão japonês, que privilegia a qualidade de som/imagem em detrimento do número de canais no espectro.
Ora, num país em que 99% dos lares tem TV e rádio, e no qual grande parte da população tem esses meios como únicas fontes de informação (e até de educação), permitir que o espectro suportasse 40, 50 canais de Tv aberta, permitindo a criação de tvs regionais e rádios comunitárias, além da maior pluralidade de conteúdo, tudo isso seria uma verdadeira revolução silenciosa em nosso país. Fazer o contrário, seria um verdadeiro crime - como de fato foi.
Para se ter uma idéia, em uma única oportunidade vi este tema ser tratado com seriedade na Mídia: quando a Justiça impôs, como punição à Rede TV!, a exibição de alguns programas voltados à sociedade. Ali, um dos temas era a Tv e rádio digitais.
Depois disso, a mídia e os "canais livres" da vida fizeram muita firula: passavam horas discutindo a qualidade de imagem da nova tv, e como seria a fábrica que os japoneses "nos presenteariam". É quase como se o ministro e os "jornalistas" enfatizassem que estaríamos "levando uma vantagem" nessa transação com os japoneses. Apenas os 'prós' eram ressaltados, sobre o padrão de rádio e tv nipônico.
O principal, a discussão de qual o padrão mais adequado à realidade social brasileira, esta foi enterrada junto com os programas educativos que a Justiça obrigou a Rede Tv! a exibir no lugar do programa do João Kléber. Ao mesmo tempo, enquanto Hélio Costa aumentava a pressão pelo padrão que agradava aos empresários da comunicação; a ABERT - associação das rádios e Tvs - passou a anunciar na tv, mostrando como as rádios e tv´s no Brasil eram "boazinhas". Nem precisavam, a maioria da sociedade não pode ver o golpe que se passava naquele momento. A imprensa usou um de seus principais poderes: o de omitir. O padrão japonês foi aprovado às pressas e até hoje a maioria da sociedade não sabe o que perdeu com tal ato.
Eu não culpo o governo Lula. Naquelas circunstâncias de golpe que a Imprensa armava contra ele, não havia escapatória: era cumprir a extorsão dos grupos privados de rádio e tv ou tomar um impeachment (Collor sabe muito bem disso). E cá prá nós: democracia nenhuma sobrevive a 2 impedimentos em 20 anos. Nisso que pode ser chamado de golpe (a imposição do padrão japonês, pelas empresas de rádio e Tv), o ministro Hélio Costa teve um papel fundamental.
Lembro-me do ministro, para desviar o foco do assunto, dizer algo do tipo: "Agora nós precisamos ver essa questão da telefonia celular. É muito caro o minuto do celular no Brasil". Quem não se identifica com esse discurso? Muitos devem ter pensado: "é de políticos assim que o Brasil precisa!". A coisa foi conduzida de modo magistral pelo interesse privado, e o país perdeu uma chance histórica.
República ou Re'privada'? - Agora, o governo Lula pretende criar um plano de banda larga nacional, ressucitando a estrutura da Eletronet (empresa pública que foi privatizada e faliu) para levar internet "para onde a gente quiser", conforme as palavras do Presidente, e não para onde um Mercado monopolizado e preguiçoso quiser. O Brasil, como se sabe, tem a internet mais cara e a mais lenta do mundo, e que só chega até onde os monopólios da banda larga esperam obter altos lucros. Com tudo isso, podemos decretar: o mercado falhou.
Ao mesmo tempo em que a Casa Civil e o Presidente endossam o projeto que pode levar a uma benéfica concorrência no setor, o ministro Hélio Costa já começa a se movimentar (isso é preocupante!) e a dizer que "é absolutamente impossível expandir a banda larga sem os empresários". Não é preciso dizer de que lado Hélio Costa está, não?
Abaixo, coloco um vídeo do Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Rogério Santanna, que irritou Hélio Costa ao afirmar que os que criticam a entrada do Estado no mercado de banda larga são "órfão das privatizações". O Estado romperia com o marasmo no setor de banda larga e agiria de forma a criar um mercado mais competitivo. Costa defende que o Estado amplie a banda larga em cooperação (não concorrência) com as Teles.
De fato - e é justamente isso que tem me tomado tanto tempo nos estudos - conforme mostra a sociologia econômica, o mercado não é algo dado, mas sim uma construção social. O que esperamos que o governo Lula faça é justamente essa construção de um mercado mais competitivo nesse serviço essencial que é a banda larga. Afinal, se deixarmos apenas as "divinas forças da oferta e demanda" e os "egoísmos de indivíduos racionais" agirem, teremos o que já temos: a mais cara e lenta banda larga do mundo.
As poderosas Teles e Hélio Costa já estão se organizando. Dessa vez, nós não podemos perder esta batalha que é mais importante que a da Tv Digital. Se não acabamos com o monopólio da informação no episódio da TV Digital, acaberemos com este monopólio através da inclusão digital. Mas o sucesso desse projeto depende de uma opção política que privilegie o interesse público, e não os empresários das Teles. Para isso é necessário, tal como se fez na campanha "O petróleo tem que ser nosso" recentemente, conscientizar o máximo de pessoas possíveis.
Aos desanimados, vale lembrar: A pressão das pessoas através da internet fez com que o Congresso Nacional garantisse a liberdade plena dos usuários na rede - a Grande Imprensa não gostou nada nada. O novo marco regulatório do petróleo também saiu graças ao apoio virtual e das ruas! Não houve Texaco, não houve demo-tucano, não houve PiG que impedisse!
Por fim, hoje as condições políticas são mais favoráveis para que o governo endosse o interesse público nessa questão importantíssima da banda larga. Assim, penso que o Brasil está num momento de sua história que "ou vai, ou racha": ou nos tornamos uma República(*) e uma Democracia de verdade; ou é melhor pôr o chapéu e ir embora pra casa. Raramente um povo tem a chance de refazer um erro do passado. A Banda Larga universal é uma nova chance dada a nós de eliminarmos o maior desestabilizador de um regime democrático: o monopólio da comunicação.
Pior do que falhar na chance que se teve, é nem ficar sabendo que se teve a chance. Portanto: repasse, conscientize. O mínimo... já é muito!
Primeiramente, gostaria de dizer que a série de posts sobre a queda nos Jornais do PiG irá continuar. Com a chegada da época de provas, não ando tendo tempo para pesquisar os assuntos relacionados à série.
No máximo, tenho acompanhado as tentativas desesperadas do Ministro das Comunicações Hélio Costa de, mais uma vez, fazer com que os interesses privados prevaleçam sobre os públicos: agora na questão da banda larga. E é justamente por isso que não é possível ficar calado, enquanto esse agente do lobby travestido de ministro de estado atenta contra o interesse público.
Perdemos uma chance histórica (e nem ficamos sabendo!) - O Brasil já perdeu uma chance histórica de eliminar o monopólio da informação (aquele que tira e põe presidentes - Plim Plim) na questão da TV Digital. Optamos por um padrão que em nada tem a ver com a realidade social dos brasileiros: o padrão japonês, que privilegia a qualidade de som/imagem em detrimento do número de canais no espectro.
Ora, num país em que 99% dos lares tem TV e rádio, e no qual grande parte da população tem esses meios como únicas fontes de informação (e até de educação), permitir que o espectro suportasse 40, 50 canais de Tv aberta, permitindo a criação de tvs regionais e rádios comunitárias, além da maior pluralidade de conteúdo, tudo isso seria uma verdadeira revolução silenciosa em nosso país. Fazer o contrário, seria um verdadeiro crime - como de fato foi.
Para se ter uma idéia, em uma única oportunidade vi este tema ser tratado com seriedade na Mídia: quando a Justiça impôs, como punição à Rede TV!, a exibição de alguns programas voltados à sociedade. Ali, um dos temas era a Tv e rádio digitais.
Depois disso, a mídia e os "canais livres" da vida fizeram muita firula: passavam horas discutindo a qualidade de imagem da nova tv, e como seria a fábrica que os japoneses "nos presenteariam". É quase como se o ministro e os "jornalistas" enfatizassem que estaríamos "levando uma vantagem" nessa transação com os japoneses. Apenas os 'prós' eram ressaltados, sobre o padrão de rádio e tv nipônico.
O principal, a discussão de qual o padrão mais adequado à realidade social brasileira, esta foi enterrada junto com os programas educativos que a Justiça obrigou a Rede Tv! a exibir no lugar do programa do João Kléber. Ao mesmo tempo, enquanto Hélio Costa aumentava a pressão pelo padrão que agradava aos empresários da comunicação; a ABERT - associação das rádios e Tvs - passou a anunciar na tv, mostrando como as rádios e tv´s no Brasil eram "boazinhas". Nem precisavam, a maioria da sociedade não pode ver o golpe que se passava naquele momento. A imprensa usou um de seus principais poderes: o de omitir. O padrão japonês foi aprovado às pressas e até hoje a maioria da sociedade não sabe o que perdeu com tal ato.
Eu não culpo o governo Lula. Naquelas circunstâncias de golpe que a Imprensa armava contra ele, não havia escapatória: era cumprir a extorsão dos grupos privados de rádio e tv ou tomar um impeachment (Collor sabe muito bem disso). E cá prá nós: democracia nenhuma sobrevive a 2 impedimentos em 20 anos. Nisso que pode ser chamado de golpe (a imposição do padrão japonês, pelas empresas de rádio e Tv), o ministro Hélio Costa teve um papel fundamental.
Lembro-me do ministro, para desviar o foco do assunto, dizer algo do tipo: "Agora nós precisamos ver essa questão da telefonia celular. É muito caro o minuto do celular no Brasil". Quem não se identifica com esse discurso? Muitos devem ter pensado: "é de políticos assim que o Brasil precisa!". A coisa foi conduzida de modo magistral pelo interesse privado, e o país perdeu uma chance histórica.
República ou Re'privada'? - Agora, o governo Lula pretende criar um plano de banda larga nacional, ressucitando a estrutura da Eletronet (empresa pública que foi privatizada e faliu) para levar internet "para onde a gente quiser", conforme as palavras do Presidente, e não para onde um Mercado monopolizado e preguiçoso quiser. O Brasil, como se sabe, tem a internet mais cara e a mais lenta do mundo, e que só chega até onde os monopólios da banda larga esperam obter altos lucros. Com tudo isso, podemos decretar: o mercado falhou.
Ao mesmo tempo em que a Casa Civil e o Presidente endossam o projeto que pode levar a uma benéfica concorrência no setor, o ministro Hélio Costa já começa a se movimentar (isso é preocupante!) e a dizer que "é absolutamente impossível expandir a banda larga sem os empresários". Não é preciso dizer de que lado Hélio Costa está, não?
Abaixo, coloco um vídeo do Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Rogério Santanna, que irritou Hélio Costa ao afirmar que os que criticam a entrada do Estado no mercado de banda larga são "órfão das privatizações". O Estado romperia com o marasmo no setor de banda larga e agiria de forma a criar um mercado mais competitivo. Costa defende que o Estado amplie a banda larga em cooperação (não concorrência) com as Teles.
De fato - e é justamente isso que tem me tomado tanto tempo nos estudos - conforme mostra a sociologia econômica, o mercado não é algo dado, mas sim uma construção social. O que esperamos que o governo Lula faça é justamente essa construção de um mercado mais competitivo nesse serviço essencial que é a banda larga. Afinal, se deixarmos apenas as "divinas forças da oferta e demanda" e os "egoísmos de indivíduos racionais" agirem, teremos o que já temos: a mais cara e lenta banda larga do mundo.
As poderosas Teles e Hélio Costa já estão se organizando. Dessa vez, nós não podemos perder esta batalha que é mais importante que a da Tv Digital. Se não acabamos com o monopólio da informação no episódio da TV Digital, acaberemos com este monopólio através da inclusão digital. Mas o sucesso desse projeto depende de uma opção política que privilegie o interesse público, e não os empresários das Teles. Para isso é necessário, tal como se fez na campanha "O petróleo tem que ser nosso" recentemente, conscientizar o máximo de pessoas possíveis.
Aos desanimados, vale lembrar: A pressão das pessoas através da internet fez com que o Congresso Nacional garantisse a liberdade plena dos usuários na rede - a Grande Imprensa não gostou nada nada. O novo marco regulatório do petróleo também saiu graças ao apoio virtual e das ruas! Não houve Texaco, não houve demo-tucano, não houve PiG que impedisse!
Por fim, hoje as condições políticas são mais favoráveis para que o governo endosse o interesse público nessa questão importantíssima da banda larga. Assim, penso que o Brasil está num momento de sua história que "ou vai, ou racha": ou nos tornamos uma República(*) e uma Democracia de verdade; ou é melhor pôr o chapéu e ir embora pra casa. Raramente um povo tem a chance de refazer um erro do passado. A Banda Larga universal é uma nova chance dada a nós de eliminarmos o maior desestabilizador de um regime democrático: o monopólio da comunicação.
Pior do que falhar na chance que se teve, é nem ficar sabendo que se teve a chance. Portanto: repasse, conscientize. O mínimo... já é muito!
Nova obra de Serra, a transposição do rio Tietê
Por TIA CARMELA E O ZEZINHO, visitem o blog,é hilário

Nova obra de Serra, a transposição do rio Tietê
22/10/2009
Enciumado com a repercussão da visita do usurpador da presidência da república às obras de transposição do rio S. Francisco, o Mais Preparado dos Gênios Nacionais, o governador Zezinho, resolveu anunciar uma obra mais espetacular, que mudará a geografia da cidade de S. Paulo e, por consequência, de todo o Brasil: a transposição do Rio Tiete
População do Alto de Pinheiros organizou festa para comemorar: agora não faltará mais água.
Em reunião ministerial de seu secretariado, o Mais Economista dos Economistas anunciou sua sapientíssima decisão. Após cinco minutos de aplauso, um momento de estupefação: um de seus assessores informou que essa obra já havia sido realizada há mais de 80 anos. O Mais Preparado dos Filhos da Terra reagiu, revoltado:
- Como assim? Você está louco? Eu acabo de ter esta idéia! E só eu poderia tê-la!!!
- Mas, ó Grande Governador deste Estado-Locomotiva, uma transposição do Tietê foi realmente feita pela Light,nos anos 20. Funciona assim: o curso do rio pinheiros, afluente do Tietê, foi canalizado e é invertido por usinas elevatórias. Com isso, muda de sentido e as águas do rio tietê são bombeadas através dele até as represas de Guarapiranga e Billings. De lá, elas caem serra abaixo até a usina Henry Border, em Cubatão.
- Que negócio é esse de serra abaixo? Você está fazendo piada comigo? Fora daqui!
- Mas… governador…
- Fora! Está demitido!
Apesar do constrangimento, o Governador Luminar deu ordem para que se iniciassem os trabalhos pela parte mais importante, ou seja, a propaganda. Imediatamente os assessores de comunicação do Engenheiro-Economista-Sábio mobilizaram-se.
Segundo nota da assessora de imprensa do Presidente de Nascença, sra. Miriam Cochonne, divulgada em seu programa na Rádio CBN, a nova obra significará a mudança de paradigma do saneamento, da política ambiental, da política educacional, do transporte, do desenvolvimento econômico e da cultura nacional. Ainda segundo a sra. Cochonne, a transposição do Rio Tietê, integrada à ampliação das avenidas marginais do rio, exigirá obras de engenharia de enorme envergadura e complexidade, e que apenas serão possíveis graças à enorme capacidade técnica e gerencial do Grande Engenheiro da Nação que governa o Estado.
Os complexos projetos da obra vazaram para a imprensa e são apresentados abaixo.

Os projetos da obra que vazaram para a imprensa:as linhas vermelhas e amarelas mostram a localização dos novos canais
No mapa acima, pode-se ver a rede de canais que será construída para transpor as águas do Rio Tietê para vários locais da cidade onde há falta d’água devido às dificuldades orçamentárias da SABESP. A companhia de saneamento paulista enfrenta escassez de recursos para investimentos, por conta de sua publicidade no Acre, essencial para o desempenho de sua missão.
A transposição do Tietê beneficiará o Nordeste

Mas o principal benefício da obra é o fato de que a água do Tietê servirá também ao Nordeste do Brasil, mostrando o amor e a generosidade do povo paulista para os nordestinos, como se pode ver no projeto ao que vazou para a imprensa, preparado pela assessoria cartográfica da Secretaria de Educação do Governo de São Paulo.
Na cerimônia de anúncio da obra, transmitida em rede nacional, ao lado de seu assessor para assuntos nordestinos, o sr. Dominguinhos, o Macro-Governador demonstrou todo o seu conhecimento e apreço pela Região Nordeste. Apresentou no mapa os canais pelas quais as águas Tietê seguirão até os estados da região para matar a sede dos famélicos nordestinos. Com isso, o Hiper-Governador pretende fazer com que os nordestinos possam ficar em confortável ociosidade em seus estados de origem, evitando que venham para São Paulo poluir a água do chafariz do Anhangabaú e abaixar a qualidade da educação do Estado.
Em uma singela homenagem ao falecido governador Mário Covas, o Ultra-Governador anunciou que a obra será denominada Complexo de Canais Transpositórios Mário Covas. Também as estações de bombeamento de água, no total de 171, serão chamadas Estação de Bombeamento Mário Covas 1, 2, 3 e assim por diante. Presente na homenagem, o filho do falecido governador, Zuzinha, comoveu-se com o anúncio e ao saber que os canais serão navegáveis e pedagiados. Abraçado ao emocionado filho de Covas, o senador Tasso imediatamente sacou de seu celular e iniciou negociações para a exploração das obras.
A nota desagradável do lançamento foi o amuamento do assessor de imprensa do Multi-Governador, o famoso jornalista Reinaldinho Cabeção. Consta que o famoso colunista magoou-se pelo fato da primazia do anúncio ter cabido à sra. Miriam Cochonne, por razões ignoradas. Mas, após um gesto do governador ordenando-lhe que lhe servisse um café, o sorriso voltou ao rosto do prócer do jornalismo pátrio.
Comentário da Tia Carmela: O Zezinho sempre gostou de brincadeira com água. Uma vez, quando ele era criança lá na Móoca, ele foi com os meninos jogar bola em um campinho que tinha perto do córrego Cassandoca, que ainda não tinha sido canalizado. Quando eles passaram por cima de uma pinguela sobre o córrego, que já era sujo porque jogavam esgoto nele, o Zezinho deu um empurrão no Raimundinho, filho do seu Severino, que era um pedreiro pernambucano que morava lá perto. O Raimundinho caiu naquela água suja e o Zezinho e os amiguinhos dele ficaram rindo e dizendo: agora não falta mais água pra vocês…
Nova obra de Serra, a transposição do rio Tietê
22/10/2009
Enciumado com a repercussão da visita do usurpador da presidência da república às obras de transposição do rio S. Francisco, o Mais Preparado dos Gênios Nacionais, o governador Zezinho, resolveu anunciar uma obra mais espetacular, que mudará a geografia da cidade de S. Paulo e, por consequência, de todo o Brasil: a transposição do Rio Tiete
População do Alto de Pinheiros organizou festa para comemorar: agora não faltará mais água.
Em reunião ministerial de seu secretariado, o Mais Economista dos Economistas anunciou sua sapientíssima decisão. Após cinco minutos de aplauso, um momento de estupefação: um de seus assessores informou que essa obra já havia sido realizada há mais de 80 anos. O Mais Preparado dos Filhos da Terra reagiu, revoltado:
- Como assim? Você está louco? Eu acabo de ter esta idéia! E só eu poderia tê-la!!!
- Mas, ó Grande Governador deste Estado-Locomotiva, uma transposição do Tietê foi realmente feita pela Light,nos anos 20. Funciona assim: o curso do rio pinheiros, afluente do Tietê, foi canalizado e é invertido por usinas elevatórias. Com isso, muda de sentido e as águas do rio tietê são bombeadas através dele até as represas de Guarapiranga e Billings. De lá, elas caem serra abaixo até a usina Henry Border, em Cubatão.
- Que negócio é esse de serra abaixo? Você está fazendo piada comigo? Fora daqui!
- Mas… governador…
- Fora! Está demitido!
Apesar do constrangimento, o Governador Luminar deu ordem para que se iniciassem os trabalhos pela parte mais importante, ou seja, a propaganda. Imediatamente os assessores de comunicação do Engenheiro-Economista-Sábio mobilizaram-se.
Segundo nota da assessora de imprensa do Presidente de Nascença, sra. Miriam Cochonne, divulgada em seu programa na Rádio CBN, a nova obra significará a mudança de paradigma do saneamento, da política ambiental, da política educacional, do transporte, do desenvolvimento econômico e da cultura nacional. Ainda segundo a sra. Cochonne, a transposição do Rio Tietê, integrada à ampliação das avenidas marginais do rio, exigirá obras de engenharia de enorme envergadura e complexidade, e que apenas serão possíveis graças à enorme capacidade técnica e gerencial do Grande Engenheiro da Nação que governa o Estado.
Os complexos projetos da obra vazaram para a imprensa e são apresentados abaixo.
Os projetos da obra que vazaram para a imprensa:as linhas vermelhas e amarelas mostram a localização dos novos canais
No mapa acima, pode-se ver a rede de canais que será construída para transpor as águas do Rio Tietê para vários locais da cidade onde há falta d’água devido às dificuldades orçamentárias da SABESP. A companhia de saneamento paulista enfrenta escassez de recursos para investimentos, por conta de sua publicidade no Acre, essencial para o desempenho de sua missão.
A transposição do Tietê beneficiará o Nordeste
Mas o principal benefício da obra é o fato de que a água do Tietê servirá também ao Nordeste do Brasil, mostrando o amor e a generosidade do povo paulista para os nordestinos, como se pode ver no projeto ao que vazou para a imprensa, preparado pela assessoria cartográfica da Secretaria de Educação do Governo de São Paulo.
Na cerimônia de anúncio da obra, transmitida em rede nacional, ao lado de seu assessor para assuntos nordestinos, o sr. Dominguinhos, o Macro-Governador demonstrou todo o seu conhecimento e apreço pela Região Nordeste. Apresentou no mapa os canais pelas quais as águas Tietê seguirão até os estados da região para matar a sede dos famélicos nordestinos. Com isso, o Hiper-Governador pretende fazer com que os nordestinos possam ficar em confortável ociosidade em seus estados de origem, evitando que venham para São Paulo poluir a água do chafariz do Anhangabaú e abaixar a qualidade da educação do Estado.
Em uma singela homenagem ao falecido governador Mário Covas, o Ultra-Governador anunciou que a obra será denominada Complexo de Canais Transpositórios Mário Covas. Também as estações de bombeamento de água, no total de 171, serão chamadas Estação de Bombeamento Mário Covas 1, 2, 3 e assim por diante. Presente na homenagem, o filho do falecido governador, Zuzinha, comoveu-se com o anúncio e ao saber que os canais serão navegáveis e pedagiados. Abraçado ao emocionado filho de Covas, o senador Tasso imediatamente sacou de seu celular e iniciou negociações para a exploração das obras.
A nota desagradável do lançamento foi o amuamento do assessor de imprensa do Multi-Governador, o famoso jornalista Reinaldinho Cabeção. Consta que o famoso colunista magoou-se pelo fato da primazia do anúncio ter cabido à sra. Miriam Cochonne, por razões ignoradas. Mas, após um gesto do governador ordenando-lhe que lhe servisse um café, o sorriso voltou ao rosto do prócer do jornalismo pátrio.
Comentário da Tia Carmela: O Zezinho sempre gostou de brincadeira com água. Uma vez, quando ele era criança lá na Móoca, ele foi com os meninos jogar bola em um campinho que tinha perto do córrego Cassandoca, que ainda não tinha sido canalizado. Quando eles passaram por cima de uma pinguela sobre o córrego, que já era sujo porque jogavam esgoto nele, o Zezinho deu um empurrão no Raimundinho, filho do seu Severino, que era um pedreiro pernambucano que morava lá perto. O Raimundinho caiu naquela água suja e o Zezinho e os amiguinhos dele ficaram rindo e dizendo: agora não falta mais água pra vocês…
domingo, 1 de novembro de 2009
Enxergando o Brasil sem preconceito
Postado no ContrapontoPIG
Li na internet e transcrevo:
O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!
Li na internet e transcrevo:
O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!
Larissa Ramina: Ascendência diplomática do Brasil
Postado em Carta Maior
Ascendência diplomática
Não há como negar, apesar dos protestos da mídia nativa de plantão. O Brasil acumula triunfos diplomáticos e está em caminhada ascendente rumo ao seu reconhecimento internacional, em escala regional e planetária.
Larissa Ramina
Na crise de Honduras, o Brasil está no protagonismo, assumindo o papel que era ocupado pelos EUA. Posicionou-se contra um golpe de Estado clássico, ao lado de toda a comunidade internacional, da ONU e da OEA, na defesa da democracia.
No hemisfério, impulsionou a criação da Unasul, que objetiva a integração da América do Sul e a emancipação do bloco, deslocando o foco de atenção da OEA, e afastando a interferência do país hegemônico. Trouxe para esse foro a discussão de questões que envolveram o Equador e a Colômbia. Paralelamente, concebeu o belíssimo projeto da Unila – Universidade da Integração Latino Americana, que pretende aprofundar os laços entre os povos latinos preservando sua diversidade cultural.
Em relação ao Irã, o Brasil defende para si o mesmo direito soberano daquele Estado de desenvolver a energia nuclear para fins pacíficos, direito que, aliás, está previsto no Tratado de Não Proliferação Nuclear. E não se pode descartar o interesse comercial brasileiro envolvido. O Brasil pode ser o país com a maior reserva de urânio do mundo, uma vez que as futuras prospecções prometem alçá-lo do 7º para o 2º ou até 1º lugar no ranking mundial, resultando na independência energética do país e na futura condição de um dos maiores exportadores de urânio enriquecido no mundo. Por isso, defende para si o mesmo direito que defende para o Irã: o desenvolvimento em escala industrial de todo o ciclo do combustível nuclear, para fins pacíficos, sendo que este país estaria na mira como um potencial importador.
Na seara da proteção da pessoa humana, o Brasil foi eleito em 2007 para integrar o Conselho de Direitos Humanos da ONU, tendo sido o mais votado país da América Latina. Neste mês, votou nesse órgão a favor de uma resolução que exorta a apuração dos crimes cometidos durante o conflito na Faixa de Gaza, à revelia de fortes pressões contrárias.
No Conselho de Segurança, o Brasil acaba de ser eleito para um assento como membro não permanente, que ocupa pela segunda vez durante o atual governo, com apoio de 182 dos 183 países votantes. O mesmo Conselho prorrogou o mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti - Minustah, que visa restaurar a paz e a segurança naquele país desde 2004. À frente do comando militar, o Brasil ganha a notoriedade que faz crescer seu prestígio no âmbito da ONU, e prepara-se para a conquista de um assento como membro permanente.
Na reformulação da arquitetura financeira global, o governo brasileiro angariou importante vitória com a formalização do G20, que substituiu o G8, como principal instância econômica internacional. No FMI, passou historicamente da condição de devedor para a de credor, e costura um acordo sobre a transferência de poder decisório na instituição, junto com Rússia, Índia e China. Acrescente-se seu bom desempenho após a crise mundial de 2008, a diminuição do risco de aqui investir e o crescimento de sua contribuição, junto com outros emergentes, para o crescimento do PIB global.
No âmbito comercial, o Brasil contribuiu ativamente para o enterro da Rodada de Doha, livrando os países em desenvolvimento da perpetuação de mais uma era de exploração comercial por EUA e Europa. No plano ambiental, é certo que terá papel importante no acordo sobre o clima que está por vir, em Copenhagen.
Tudo isso sem mencionar a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e do Rio de Janeiro como sede da 1ª Olimpíada da América do Sul, em 2016, duas indiscutíveis vitórias diplomáticas.
Estamos ascendendo rumo à reconstrução de uma nova ordem internacional, oxalá com distribuição mais equilibrada em termos de poder e de recursos. Nessa nova ordem, a diplomacia brasileira certamente terá papel de destaque - para o desgosto da imprensa brasileira, que esteve alinhada contra o Presidente Lula desde a campanha eleitoral de 2002.
LARISSA RAMINA é doutora em Direito Internacional pela USP e professora de Direito Internacional da UniBrasil.
A ESPERANÇA DE UM MUNDO NOVO...
Transcrito do blog OLHOS DO SERTÃO
O artigo de um juiz, recentemente publicado em jornal de grande circulação, transcrevendo uma sentença judicial, é de causar emoção nas almas mais insensíveis.
Seu artigo diz o seguinte:
"Indaga-me, jovem amigo, se as sentenças podem ter alma e paixão. O esquema legal da sentença não proíbe que tenha alma, que nela pulsem vida e emoção, conforme o caso.
Na minha própria vida de juiz senti muitas vezes que era preciso dar sangue e alma às sentenças.
Como devolver, por exemplo, a liberdade a uma mulher grávida, presa porque trazia consigo algumas gramas de maconha, sem penetrar na sua sensibilidade, na sua condição de pessoa humana?
Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa há oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:
A acusada é multiplicadamente marginalizada:
-Por ser mulher, numa sociedade machista...
-Por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta.
-Por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo.
-Por não ter saúde.
-Por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si.
“Mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.”
É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo, com forças para lutar, sofrer e sobreviver.
Quando tanta gente foge da maternidade...
Quando pílulas anticoncepcionais, pagas por instituições estrangeiras, são distribuídas de graça e sem qualquer critério ao povo brasileiro...
Quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas...
Quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da terra e não reduzir os comensais...
Quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.
Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.
Saia livre, saia abençoada por Deus... Saia com seu filho, traga seu filho à luz... porque a cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, e algum dia cristão...
O despacho vem assinado pelo Meritíssimo Juiz João Batista Herkenhoff, livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo.
Expeça-se incontinenti
O Alvará de Soltura !!!
Ao ouvir o despacho desse magistrado, a esperança de um mundo novo e justo se desdobra à nossa frente.
Esperança de um dia as leis humanas se tornarem educativas e não punitivas.
Esperança de ver as sanções proporcionais às faltas cometidas.
Esperança de, num julgamento, ser levado em conta o passado de cada ser, sua infância, as possibilidades que teve de educação, de saúde, de carinho, de afeto. Enfim, esperança de que a humanidade atente para as leis de Deus e nelas baseie as suas.
Minha amiga, meu amigo:
Ao ler este artigo, podemos sentir a extrema humanidade e verdadeira justiça advinda deste homem digno e respeitável juiz. Isto nos faz crer que nem tudo esta perdido.
Alguns amigos próximos sabem que convivo com este problema das drogas a muitos anos e pouco se tem feito no sentido de minorar o sofrimento das famílias que possuem dependentes em seu meio. Os traficantes agem livremente comprando a muitos com seu dinheiro, destruindo milhares de famílias e ceifando milhares de vidas jovens e superlotando nossos presídios.
É preciso sim levar ao conhecimento de todos a extrema frieza com que a matéria é tratada.
Bom seria se tivéssemos seres humanos tão lúcidos e conscientes com este meritíssimo juiz nas varas criminais, assim teríamos uma verdadeira justiça onde os menos favorecidos pudessem também ser tratados como seres humanos e readquirissem o direito de plena defesa irrestrita.
Postado por olhosdosertão às 17:25
O artigo de um juiz, recentemente publicado em jornal de grande circulação, transcrevendo uma sentença judicial, é de causar emoção nas almas mais insensíveis.
Seu artigo diz o seguinte:
"Indaga-me, jovem amigo, se as sentenças podem ter alma e paixão. O esquema legal da sentença não proíbe que tenha alma, que nela pulsem vida e emoção, conforme o caso.
Na minha própria vida de juiz senti muitas vezes que era preciso dar sangue e alma às sentenças.
Como devolver, por exemplo, a liberdade a uma mulher grávida, presa porque trazia consigo algumas gramas de maconha, sem penetrar na sua sensibilidade, na sua condição de pessoa humana?
Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa há oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:
A acusada é multiplicadamente marginalizada:
-Por ser mulher, numa sociedade machista...
-Por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta.
-Por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo.
-Por não ter saúde.
-Por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si.
“Mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.”
É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo, com forças para lutar, sofrer e sobreviver.
Quando tanta gente foge da maternidade...
Quando pílulas anticoncepcionais, pagas por instituições estrangeiras, são distribuídas de graça e sem qualquer critério ao povo brasileiro...
Quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas...
Quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da terra e não reduzir os comensais...
Quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.
Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.
Saia livre, saia abençoada por Deus... Saia com seu filho, traga seu filho à luz... porque a cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, e algum dia cristão...
O despacho vem assinado pelo Meritíssimo Juiz João Batista Herkenhoff, livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo.
Expeça-se incontinenti
O Alvará de Soltura !!!
Ao ouvir o despacho desse magistrado, a esperança de um mundo novo e justo se desdobra à nossa frente.
Esperança de um dia as leis humanas se tornarem educativas e não punitivas.
Esperança de ver as sanções proporcionais às faltas cometidas.
Esperança de, num julgamento, ser levado em conta o passado de cada ser, sua infância, as possibilidades que teve de educação, de saúde, de carinho, de afeto. Enfim, esperança de que a humanidade atente para as leis de Deus e nelas baseie as suas.
Minha amiga, meu amigo:
Ao ler este artigo, podemos sentir a extrema humanidade e verdadeira justiça advinda deste homem digno e respeitável juiz. Isto nos faz crer que nem tudo esta perdido.
Alguns amigos próximos sabem que convivo com este problema das drogas a muitos anos e pouco se tem feito no sentido de minorar o sofrimento das famílias que possuem dependentes em seu meio. Os traficantes agem livremente comprando a muitos com seu dinheiro, destruindo milhares de famílias e ceifando milhares de vidas jovens e superlotando nossos presídios.
É preciso sim levar ao conhecimento de todos a extrema frieza com que a matéria é tratada.
Bom seria se tivéssemos seres humanos tão lúcidos e conscientes com este meritíssimo juiz nas varas criminais, assim teríamos uma verdadeira justiça onde os menos favorecidos pudessem também ser tratados como seres humanos e readquirissem o direito de plena defesa irrestrita.
Postado por olhosdosertão às 17:25
O vírus reacionário de SP
Por Eduardo Guimarães - Blog Cidadania,com
Fora do país há uma semana, só agora tomei conhecimento do caso da estudante de uma universidade paulista que, por usar um vestido considerado “curto demais” pelos colegas, foi agredida verbalmente pelos gritos histéricos de centenas deles enquanto saía do local escoltada pela polícia (?!!) como se fosse uma criminosa.
A imagem que vocês vêem acima, tem cerca de 50 anos. É dos anos 1960. Mesmo naquela época, o episódio nessa universidade desse Estado incompreensível em que se converteu São Paulo, seria difícil de acontecer. E o vestido da moça da foto é mais curto do que o da garota agredida meio século depois da “invenção” da minissaia.
Não sei o que está acontecendo com São Paulo. Será que a decadência econômica diante de Estados que progridem e crescem muito mais, como os do Nordeste, está enlouquecendo parcela tão expressiva da população paulista? Duvido que em qualquer outra parte do Brasil acontecesse coisa semelhante.
São Paulo vem regredindo politicamente, culturalmente e economicamente. Elegemos um governador e um prefeito que estão destruindo o Estado e sua capital. A vida não pára de piorar em São Paulo, e o povo se mostra incapaz de enxergar que é só em São Paulo.
Os paulistas estão assumindo a vanguarda do atraso nacional em todos os sentidos. Uma maioria descerebrada, manipulada por meios de comunicação como fantoche, idolatra cada vez mais políticos, jornalistas e apresentadores de tevê que se dedicam a insuflar mentalidades como as desses moços e moças que cometeram essa barbaridade.
Quando se vê, pelo Brasil afora, meia dúzia de filhinhos de papai espancarem empregadas domésticas, atearem fogo em mendigos adormecidos nas ruas, espancarem homossexuais até a morte, sabe-se que são exceções que podem ser encontradas em qualquer parte do mundo.
Todavia, quando se assiste ao vídeo dessa moça sendo atacada por centenas de vozes – de colegas da universidade e até de professores (!!) –, percebe-se que essa mentalidade não é exceção. Praticamente a universidade toda, com as honrosas exceções que se está vendo, compactuou com aquela barbaridade.
Claro que, diante da loucura que geraram, os reacionários mais notórios se assustam e tentam parecer indignados. Mas o que aconteceu na tal Uniban é produto da mentalidade deles.
O vírus reacionário paulista é uma ameaça. Não se pode deixar que se espalhe pelo país. Essa doença político-midiática que está infectando São Paulo precisa ser contida com o único remédio para esse tipo de enfermidade: doses cavalares de democracia.
Escrito por Eduardo Guimarães às 21h49
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
As laranjas e o show
Publicado em Agência Brasil de Fato
08/10/2009
Gilmar Mauro
Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show!"
É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.
Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!
Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-lo. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.
Poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra:
a) Produzir na terra;
b) Respeitar a legislação ambiental e
c) Respeitar a legislação trabalhista.
Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 1988 não foi cumprida. E muitos falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza estes vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos é o Estado mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para os movimentos sociais e para a maioria do povo.
Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não os do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor do que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas sociais.
A grande política exige grandes homens e mulheres, não os diminutos políticos - não no sentido do porte físico - da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferencia homens de ratos, ou, laranjas de homens.
Gilmar Mauro é integrante da coordenação nacional do MST.
08/10/2009
Gilmar Mauro
Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show!"
É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.
Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!
Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-lo. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.
Poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra:
a) Produzir na terra;
b) Respeitar a legislação ambiental e
c) Respeitar a legislação trabalhista.
Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 1988 não foi cumprida. E muitos falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza estes vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos é o Estado mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para os movimentos sociais e para a maioria do povo.
Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não os do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor do que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas sociais.
A grande política exige grandes homens e mulheres, não os diminutos políticos - não no sentido do porte físico - da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferencia homens de ratos, ou, laranjas de homens.
Gilmar Mauro é integrante da coordenação nacional do MST.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
CPT critica mídia no caso MST versus Cutrale
Publicado no Blog Oni Presente
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nota aprovada nesta quarta-feira (7/10) em que questiona os interesses de divulgação das imagens do trator do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) destruindo laranjais em terra da União grilada pela empresa Cutrale. Confira abaixo a íntegra da nota.
"Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST
A Coordenação Nacional da CPT vem a público para manifestar sua estranheza diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a partir do dia 5 de outubro até hoje.
Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União.
As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização fundiária a seu favor.
As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo, de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e terrorista.
A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois?
No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada ruralista se enfureceu.
A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da Cutrale.
A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público.
Algumas perguntam martelam nossa consciência:
Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale?
Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que não honram seus compromissos com as instituições financeiras?
Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma realidade, e se opõe com unhas e dentes á atualização dos índices de produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio depois, não o fez?
São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas.
Goiânia, 7 de outubro de 2009
Coordenação Nacional da CPT"
Fonte: CPT
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nota aprovada nesta quarta-feira (7/10) em que questiona os interesses de divulgação das imagens do trator do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) destruindo laranjais em terra da União grilada pela empresa Cutrale. Confira abaixo a íntegra da nota.
"Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST
A Coordenação Nacional da CPT vem a público para manifestar sua estranheza diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a partir do dia 5 de outubro até hoje.
Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União.
As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização fundiária a seu favor.
As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo, de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e terrorista.
A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois?
No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada ruralista se enfureceu.
A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da Cutrale.
A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público.
Algumas perguntam martelam nossa consciência:
Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale?
Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que não honram seus compromissos com as instituições financeiras?
Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma realidade, e se opõe com unhas e dentes á atualização dos índices de produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio depois, não o fez?
São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas.
Goiânia, 7 de outubro de 2009
Coordenação Nacional da CPT"
Fonte: CPT
Governistas reagem contra nova tentativa de instalar CPI do MST
Publicado no Vermelho
Enquanto a oposição se articula colhendo assinaturas para uma nova tentativa de instalação de uma CPI para investigar o MST, os governistas resolveram priorizar o debate sobre a revisão dos índices de produtividade de terra para efeito de reforma agrária. Ao menos no Senado essa é uma estratégia clara para barrar a ofensiva contra o movimento e o governo.
Os ruralistas no Congresso brigam contra os novos índices estabelecidos em portaria pelo governo. Por conta disso, a bancada pediu a instalação de uma CPI mista para investigar repasses de ONGs ao MST que acabou sendo inviabilizada na semana passada após a retirada de 42 assinaturas de deputados.
Para instalar uma nova CPI mista serão necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados. No Senado, onde a oposição conseguiu 36 na última tentativa, aparentemente seria mais fácil instalar uma comissão só na Casa. O problema é que os governistas são maioria e reivindicariam os postos chaves da comissão.
“Os movimentos sociais, como o MST, não podem ser criminalizados. Temos um ministério para tratar da questão da reforma agrária, no Brasil, que ainda resta inconclusa, e devemos lutar pelos meios para resolver essa questão da forma mais democrática possível”, disse em plenário o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).
Na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, onde os debates sobre os índices estão mais acalorados, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) conseguiu aprovar a realização de audiência para debater o assunto com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, defensor dos novos índices.
Índice de produtividade
Nesta quarta (7), Ideli Salvatti (PT-SC) fustigou os oposicionistas. Segundo ela, na Comissão de Agricultura da Casa há um projeto para alterar os dispositivos constitucional da reforma agrária. Assim que chegar ao plenário, a matéria receberá emendas estabelecendo que a produtividade do uso da terra tem que ser levada em consideração na hora da definição dos índices.
“Não pode ser, como alguns aqui desejam, a única questão para definir os índices de produtividade, para efeito de reforma agrária, única e exclusivamente a renda da propriedade”, disse a senadora.
Com base nos dados do Censo do IBGE de 2006, ela destacou que do total de propriedades rurais no país (5,1 milhões) cerca de 85% são classificadas como de agricultura familiar. Apesar disso, esse tipo propriedade detém apenas 24,3% da área agricultável.
Embora ocupe a menor parte da área, a agricultura familiar reponde por 38% do valor total da produção. Ou seja, cerca de R$ 55 bilhões são de responsabilidade das pequenas propriedades.
“Uma prova contundente de que elas, inclusive têm índices de produtividade melhor do que os grandes produtores, porque, se, numa área menor de terra, que não chega a 25%, conseguem responder por quase 40% da riqueza vinda da agricultura, da agropecuária, isso só pode acontecer com índices de produtividade melhor, mais acentuado do que os do tão decantado – não que ele não deva ser louvado – agronegócio brasileiro”, ironizou a parlamentar.
Os atuais índices são de 1980 e foram fixados com base no censo agropecuário de 1975. Pela proposta do governo, eles serão atualizados como base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por microrregião geográfica.
De Brasília,
Iram Alfaia
Enquanto a oposição se articula colhendo assinaturas para uma nova tentativa de instalação de uma CPI para investigar o MST, os governistas resolveram priorizar o debate sobre a revisão dos índices de produtividade de terra para efeito de reforma agrária. Ao menos no Senado essa é uma estratégia clara para barrar a ofensiva contra o movimento e o governo.
Os ruralistas no Congresso brigam contra os novos índices estabelecidos em portaria pelo governo. Por conta disso, a bancada pediu a instalação de uma CPI mista para investigar repasses de ONGs ao MST que acabou sendo inviabilizada na semana passada após a retirada de 42 assinaturas de deputados.
Para instalar uma nova CPI mista serão necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados. No Senado, onde a oposição conseguiu 36 na última tentativa, aparentemente seria mais fácil instalar uma comissão só na Casa. O problema é que os governistas são maioria e reivindicariam os postos chaves da comissão.
“Os movimentos sociais, como o MST, não podem ser criminalizados. Temos um ministério para tratar da questão da reforma agrária, no Brasil, que ainda resta inconclusa, e devemos lutar pelos meios para resolver essa questão da forma mais democrática possível”, disse em plenário o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).
Na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, onde os debates sobre os índices estão mais acalorados, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) conseguiu aprovar a realização de audiência para debater o assunto com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, defensor dos novos índices.
Índice de produtividade
Nesta quarta (7), Ideli Salvatti (PT-SC) fustigou os oposicionistas. Segundo ela, na Comissão de Agricultura da Casa há um projeto para alterar os dispositivos constitucional da reforma agrária. Assim que chegar ao plenário, a matéria receberá emendas estabelecendo que a produtividade do uso da terra tem que ser levada em consideração na hora da definição dos índices.
“Não pode ser, como alguns aqui desejam, a única questão para definir os índices de produtividade, para efeito de reforma agrária, única e exclusivamente a renda da propriedade”, disse a senadora.
Com base nos dados do Censo do IBGE de 2006, ela destacou que do total de propriedades rurais no país (5,1 milhões) cerca de 85% são classificadas como de agricultura familiar. Apesar disso, esse tipo propriedade detém apenas 24,3% da área agricultável.
Embora ocupe a menor parte da área, a agricultura familiar reponde por 38% do valor total da produção. Ou seja, cerca de R$ 55 bilhões são de responsabilidade das pequenas propriedades.
“Uma prova contundente de que elas, inclusive têm índices de produtividade melhor do que os grandes produtores, porque, se, numa área menor de terra, que não chega a 25%, conseguem responder por quase 40% da riqueza vinda da agricultura, da agropecuária, isso só pode acontecer com índices de produtividade melhor, mais acentuado do que os do tão decantado – não que ele não deva ser louvado – agronegócio brasileiro”, ironizou a parlamentar.
Os atuais índices são de 1980 e foram fixados com base no censo agropecuário de 1975. Pela proposta do governo, eles serão atualizados como base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por microrregião geográfica.
De Brasília,
Iram Alfaia
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
E AGORA, NEOLIBERAIS? LIVRO BOMBA ACUSA FHC
Pedro Aires em Cronicas e Críticas da América Latina

Nunca engoli essa história de Fernando Henrique exilado. Não me passava pela cabeça que um filho de um graduado militar do exército (General) viesse a ser exilado. Exilado para o Chile, onde outra ditadura militar governava? Porque não teve o destino dos outros exilados, tal como: Cuba, União Soviética etc? Isto sempre me cheirou mal. Hoje tenho absoluta convicção que ele sempre esteve a serviço de interesses outros que não os do Brasil. Vou providenciar a compra imediata desse livro, com certeza.
É SEMPRE BOM LEMBRAR O QUE FEZ O FHC NA PRESIDÊNCIA!!!
FHC enterrou o sonho de todo brasileiro da minha geração. O "maior estadista do mundo" foi apenas, e tão somente, leiloeiro do Brasil no pós guerra fria, o cara que entregou o controle de nossa economia ao Império Anglo-saxão.
DEVEMOS LER ESTE LIVRO!!!
OBRA DE UMA PESQUISADORA INGLESA
Abaixo, informe do jornal Correio do Brasil sobre um livro recém editado por uma pesquisadora inglesa que abre algumas caixas pretas das ligações entre o alto tucanato e a CIA.
LIVRO BOMBA ACUSA FHC DE RECEBER
MILHÕES DE DÓLARES DA CIA !
Mal chegou às livrarias e Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da culturajá se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano. A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: Quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa.
"Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).
DINHEIRO DA CIA PARA FHC
"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.
FUNDAÇÃO FORD
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
AGENTE DA CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
MILHÕES DE DÓLARES
1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153). 2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).
3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).
FHC FACINHO
4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).
5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).
6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.

Nunca engoli essa história de Fernando Henrique exilado. Não me passava pela cabeça que um filho de um graduado militar do exército (General) viesse a ser exilado. Exilado para o Chile, onde outra ditadura militar governava? Porque não teve o destino dos outros exilados, tal como: Cuba, União Soviética etc? Isto sempre me cheirou mal. Hoje tenho absoluta convicção que ele sempre esteve a serviço de interesses outros que não os do Brasil. Vou providenciar a compra imediata desse livro, com certeza.
É SEMPRE BOM LEMBRAR O QUE FEZ O FHC NA PRESIDÊNCIA!!!
FHC enterrou o sonho de todo brasileiro da minha geração. O "maior estadista do mundo" foi apenas, e tão somente, leiloeiro do Brasil no pós guerra fria, o cara que entregou o controle de nossa economia ao Império Anglo-saxão.
DEVEMOS LER ESTE LIVRO!!!
OBRA DE UMA PESQUISADORA INGLESA
Abaixo, informe do jornal Correio do Brasil sobre um livro recém editado por uma pesquisadora inglesa que abre algumas caixas pretas das ligações entre o alto tucanato e a CIA.
LIVRO BOMBA ACUSA FHC DE RECEBER
MILHÕES DE DÓLARES DA CIA !
Mal chegou às livrarias e Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da culturajá se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano. A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: Quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa.
"Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).
DINHEIRO DA CIA PARA FHC
"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.
FUNDAÇÃO FORD
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
AGENTE DA CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
MILHÕES DE DÓLARES
1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153). 2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).
3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).
FHC FACINHO
4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).
5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).
6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Efeito 2016: Folha publica pesquisa questionando voto popular
Publicado em Carta Maior
Temendo a derrota de seu candidato José Serra, que não decola nem nas pesquisas de seu instituto particular, Otavinho Frias partiu de vez para o tudo-ou-nada. Na edição deste domingo, a Folha de São Paulo estampa como manchete o resultado de uma pesquisa produzida por seu instituto questionando a legitimidade dos resultados das eleições no Brasil. Segundo a pesquisa, estaria provado que nada menos do que 17 milhões de brasileiros venderam seus votos, pelo menos uma vez. A consagração do presidente Lula pela conquista das Olimpíadas Rio 2016, pode ter sido a gota d’água para a operação tudo-ou-nada. O artigo é de Fernando Carvalho.
Fernando Carvalho, de Madri
Lendo a manchete principal do jornal Folha de São Paulo desse domingo, ficamos sabendo que o seu dono, Otavinho Frias, mandou que o seu instituto particular de pesquisas, o DataFolha, produzisse uma enquete que questionasse, pudesse anular ou que pelo menos, justificasse mais tarde, que os resultados das próximas eleições para presidente, governadores e parlamentares não poderiam ser aceitos.
Obediente, o instituto Datafolha teria cumprido a ordem do chefe e entrevistado dois ou três milhares de pessoas em várias cidades do país, fazendo a seguinte pergunta: “alguma vez você votou em alguém em troca de alguma coisa”?
Segundo o jornal do Otavinho, se considerarmos o resultado encontrado pelo instituto do Otavinho, em proporção com a população do Brasil, estaria provado pelos cálculos dos cientistas empregados pelo Otavinho, que nada menos do que 17 milhões de brasileiros venderam seus votos, pelo menos uma vez.
Isso bastou para que o Otavinho, mandasse seus jornalistas, colocarem na primeira página de seu jornal, hoje, algo inédito. E que vai engrossar o já extenso currículo de pioneirismo da Folha pois nunca antes neste país, um jornal, alegando possuir “pesquisas científicas”, havia questionado o regime democrático de realizar eleições.
Ou seja, para o Otavinho, sua “pesquisa científica” provaria que tudo aquilo que acontece no dia das eleições seria uma autentica palhaçada, algo sem valor. Não valeria nada o trabalho dos juízes eleitorais, dos procuradores da justiça eleitoral, dos mesários, dos policiais, dos tribunais regionais eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral.
Tudo seria uma tremenda bobagem, uma falcatrua, inclusive o acompanhamento de especialistas e de representantes dos parlamentos de todo o mundo, que reconhecem sempre o excelente grau de lisura das eleições no Brasil.
Para o Otavinho, isso tudo é bobagem. É mentira. É bobagem para o Otavinho, principalmente, essa história de “vontade do povo”, expressa não
só nas urnas, mas nos bilhões de horas de trabalho ou de descanso que foram gastas pelos milhões de brasileiros que, a cada dois anos, ficam nas filas das seções eleitorais, ou se deslocando até o local das urnas.
Para o herdeiro da Folha de São Paulo, tudo o que foi e será considerado
como “vontade popular”, não valeu nada.
Não valeriam nada portanto, por esse raciocínio e seriam apenas papel sem valor, os mandatos que a Justiça Eleitoral do Brasil forneceu ao presidente da república, ao vicepresidente, aos senadores, deputados,vereadores e aos prefeitos e seus vices.
E não valeríamos nada, nós brasileiros.
Pois, das duas uma: ou somos fraudadores de eleições, do tipo que compra ou vende votos, ou somos milhões de ingênuos que acreditamos num sistema assim e ficamos quietos. Quem duvidar ou reclamar das “pesquisas científicas” do Otavinho é porque rouba eleições.
Os demais, que seriam os honestos, mas ingênuos, que não vendem o seu voto, deveriam aderir à oposição e ao golpe midiático que a Folha e outros jornais pretendem dar no governo no presidente Lula desde o primeiro dia de seu mandato, sem medo de serem acusados de golpistas, porque, segundo as “pesquisas do Otavinho”, as eleições não valeriam nada mesmo.
A bem da verdade, o pioneirismo da Folha para contestar os resultados das eleições é bem mais antigo. E o Otavinho não seria assim, um pioneiro. Em 1964 , Otávio Frias, o pai do Otavinho, dono da Folha, também contestou o mandato legitimo do presidente da República e de centenas de governadores, senadores e deputados, com uma pesquisa desse tipo.
Mais eficiente que seu filho, ele conseguiu que milhares desses mandatos populares, obtidos nas urnas em todo o Brasil, fossem retirados à força de seus detentores, sem processo, sem julgamento, convencendo maus militares a trabalharem sob suas ordens e inspiração, instalando no país uma ditadura que durou mais de 20 anos. Muitos dos que se tornaram “sem-mandato”, foram presos, torturados e mortos.
A Folha também foi pioneira na colaboração com um regime de exceção, pois, ao invés de combater com suas idéias aos usurpadores do poder, que censuravam a própria imprensa, o falecido Otávio Frias, pai do Otavinho, colaborou ativamente com os ditadores, aprovando e apoiando todas as barbaridades cometidas contra a população, como o arrocho salarial, a hipoteca das pequenas propriedades rurais, a perda dos direitos trabalhistas e à liberdade sindical.
Para fazer esse trabalho sujo de manipulação da opinião pública, Otavio Frias ganhou, sem licitação, tal como o Globo, o Estadão e outros jornais, gigantescas verbas de publicidade dos governos federal, estaduais e municipais. Essas verbas formaram as imensas fortunas que usufruem agora o Otavinho e os herdeiros dos Marinho, dos Mesquita, dos Sirotsky, dos Sarney, dos Collor, dos Maia e várias outras famílias que dominam a mídia que colaborava com a Ditadura nos estados.
Mas o fato que mais marca com o pioneirismo o currículo da Folha de São Paulo a nível internacional, foi a colaboração que o jornal prestou à ditadura transportando presos políticos, muitos deles torturados, que depois apareceram mortos ou estão até hoje desaparecidos, em
caminhonetes de entrega de jornais. Uma operação chamada OBAN, Operação Bandeirantes, realizada pelo exército em colaboração com empresários, para despistar juízes e familiares que procuravam em vão pelas vítimas nos quartéis para onde haviam sido levados ilegalmente.
Essa, nem os jornais que apoiavam o governo de Adolf Hitler fizeram. Transportar presos políticos em carros de entrega de jornal.
É pioneirismo puro. Mas uma vergonha que manchou inapelavelmente o currículo da Folha e que ainda está impune.
"Comentários dos leitores"
Outro movimento dessa ofensiva "tudo-ou-nada" aparece nos “comentários dos leitores”que a Folha seleciona (ou será que ela mesma produz?) e coloca embaixo das matérias que está publicando nesse momento em sua versão on-line: todos eles vinculam a fraude nas provas do ENEM com a possível fraude nas próximas eleições... Mereceu pouco destaque o fato de que o Grupo Folha é parceiro da gráfica contratada para imprimir a prova (a Plural é uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics).
Mais uma tentativa do Otavinho de desgastar o presidente Lula frente aos jovens, justamente o presidente que criou o ProUni, que dá bolsas aos alunos pobres e descendentes dos escravos que os antepassados de pessoas como Otavinho devem ter comprado e vendido aos montes, quando o Brasil era uma colônia e depois um império.
Um império onde mandavam não aqueles que fossem escolhidos em eleições que Otavinho contesta e seu pai já contestava e fez deixar de terem validade por 21 anos, mas aqueles que teriam o direito divino, dado por Deus, de mandar por serem de “melhor raça”, “melhor berço”, mais ricos e prósperos e portanto, mais inteligentes e capacitados para mandar.
Com a palavra, as autoridades.
Liberdade de imprensa é uma coisa. Manipular a realidade, corromper pessoas, transportar presos em caminhonetes, ganhar fortunas sem licitação é outra.
Os excelentes resultados dos seis anos e meio de governo do presidente Lula nos campos econômico, social e político já estavam fazendo nos últimos dias o herdeiro da Folha a radicalizar nos ataques e ofensas pessoais a Lula.
Mas agora, temendo a derrota de seu candidato José Serra, que não decola nem nas pesquisas de seu instituto particular, exatamente por que o povo brasileiro associa sua imagem aos anos de desemprego, miséria e corrupção de Fernando Henrique Cardoso, Otavinho Frias partiu de vez para o tudo-ou-nada.
A consagração do presidente Lula pela conquista das Olimpíadas Rio 2016, pode ter sido a gota d’água que precipitou essa nova crise de demência.
Com a palavra as entidades dos pesquisadores, dos sociólogos, dos cientistas políticos, dos estatísticos, matemáticos e outros afetos a esse ramo da ciência e da pesquisa de opinião. Com a palavra o Ministério Público Federal, a Justiça Eleitoral, os parlamentares, os governadores e prefeitos atingidos, cujos mandatos Otavinho colocou sob suspeita, com suas “pesquisas científicas”. Tanto os mandatos dos políticos do governo como os da oposição.
Com a palavra, principalmente, o presidente Lula, que sofre calado ataques e xingamentos dos jornalistas pagos pelo Otavinho, há mais de 30 anos.
E que depois de assumir a presidência, temendo ser acusado de atentar contra a liberdade de imprensa, tem permitido calado e de forma a meu ver equivocada, que gente como o Otavinho, continue ofendendo, não só a ele, mas o seu mandato popular, as instituições democráticas e próprio povo brasileiro.
Com a palavra, principalmente, nós os leitores de jornais do Brasil, mesmo aqueles que, sendo de oposição, teriam obrigação de nunca mais anunciarem ou comprarem um jornal com o currículo que Otavinho e seu pai fizeram injustamente a Folha e seus competentes profissionais ostentarem para o resto de suas vidas.
Daqui para frente, nem que eu leia outro jornal de oposição: mas a FOLHA, NÃO!
Texto atualizado em 05/10/2009
(*) Fernando Carvalho é jornalista.
Temendo a derrota de seu candidato José Serra, que não decola nem nas pesquisas de seu instituto particular, Otavinho Frias partiu de vez para o tudo-ou-nada. Na edição deste domingo, a Folha de São Paulo estampa como manchete o resultado de uma pesquisa produzida por seu instituto questionando a legitimidade dos resultados das eleições no Brasil. Segundo a pesquisa, estaria provado que nada menos do que 17 milhões de brasileiros venderam seus votos, pelo menos uma vez. A consagração do presidente Lula pela conquista das Olimpíadas Rio 2016, pode ter sido a gota d’água para a operação tudo-ou-nada. O artigo é de Fernando Carvalho.
Fernando Carvalho, de Madri
Lendo a manchete principal do jornal Folha de São Paulo desse domingo, ficamos sabendo que o seu dono, Otavinho Frias, mandou que o seu instituto particular de pesquisas, o DataFolha, produzisse uma enquete que questionasse, pudesse anular ou que pelo menos, justificasse mais tarde, que os resultados das próximas eleições para presidente, governadores e parlamentares não poderiam ser aceitos.
Obediente, o instituto Datafolha teria cumprido a ordem do chefe e entrevistado dois ou três milhares de pessoas em várias cidades do país, fazendo a seguinte pergunta: “alguma vez você votou em alguém em troca de alguma coisa”?
Segundo o jornal do Otavinho, se considerarmos o resultado encontrado pelo instituto do Otavinho, em proporção com a população do Brasil, estaria provado pelos cálculos dos cientistas empregados pelo Otavinho, que nada menos do que 17 milhões de brasileiros venderam seus votos, pelo menos uma vez.
Isso bastou para que o Otavinho, mandasse seus jornalistas, colocarem na primeira página de seu jornal, hoje, algo inédito. E que vai engrossar o já extenso currículo de pioneirismo da Folha pois nunca antes neste país, um jornal, alegando possuir “pesquisas científicas”, havia questionado o regime democrático de realizar eleições.
Ou seja, para o Otavinho, sua “pesquisa científica” provaria que tudo aquilo que acontece no dia das eleições seria uma autentica palhaçada, algo sem valor. Não valeria nada o trabalho dos juízes eleitorais, dos procuradores da justiça eleitoral, dos mesários, dos policiais, dos tribunais regionais eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral.
Tudo seria uma tremenda bobagem, uma falcatrua, inclusive o acompanhamento de especialistas e de representantes dos parlamentos de todo o mundo, que reconhecem sempre o excelente grau de lisura das eleições no Brasil.
Para o Otavinho, isso tudo é bobagem. É mentira. É bobagem para o Otavinho, principalmente, essa história de “vontade do povo”, expressa não
só nas urnas, mas nos bilhões de horas de trabalho ou de descanso que foram gastas pelos milhões de brasileiros que, a cada dois anos, ficam nas filas das seções eleitorais, ou se deslocando até o local das urnas.
Para o herdeiro da Folha de São Paulo, tudo o que foi e será considerado
como “vontade popular”, não valeu nada.
Não valeriam nada portanto, por esse raciocínio e seriam apenas papel sem valor, os mandatos que a Justiça Eleitoral do Brasil forneceu ao presidente da república, ao vicepresidente, aos senadores, deputados,vereadores e aos prefeitos e seus vices.
E não valeríamos nada, nós brasileiros.
Pois, das duas uma: ou somos fraudadores de eleições, do tipo que compra ou vende votos, ou somos milhões de ingênuos que acreditamos num sistema assim e ficamos quietos. Quem duvidar ou reclamar das “pesquisas científicas” do Otavinho é porque rouba eleições.
Os demais, que seriam os honestos, mas ingênuos, que não vendem o seu voto, deveriam aderir à oposição e ao golpe midiático que a Folha e outros jornais pretendem dar no governo no presidente Lula desde o primeiro dia de seu mandato, sem medo de serem acusados de golpistas, porque, segundo as “pesquisas do Otavinho”, as eleições não valeriam nada mesmo.
A bem da verdade, o pioneirismo da Folha para contestar os resultados das eleições é bem mais antigo. E o Otavinho não seria assim, um pioneiro. Em 1964 , Otávio Frias, o pai do Otavinho, dono da Folha, também contestou o mandato legitimo do presidente da República e de centenas de governadores, senadores e deputados, com uma pesquisa desse tipo.
Mais eficiente que seu filho, ele conseguiu que milhares desses mandatos populares, obtidos nas urnas em todo o Brasil, fossem retirados à força de seus detentores, sem processo, sem julgamento, convencendo maus militares a trabalharem sob suas ordens e inspiração, instalando no país uma ditadura que durou mais de 20 anos. Muitos dos que se tornaram “sem-mandato”, foram presos, torturados e mortos.
A Folha também foi pioneira na colaboração com um regime de exceção, pois, ao invés de combater com suas idéias aos usurpadores do poder, que censuravam a própria imprensa, o falecido Otávio Frias, pai do Otavinho, colaborou ativamente com os ditadores, aprovando e apoiando todas as barbaridades cometidas contra a população, como o arrocho salarial, a hipoteca das pequenas propriedades rurais, a perda dos direitos trabalhistas e à liberdade sindical.
Para fazer esse trabalho sujo de manipulação da opinião pública, Otavio Frias ganhou, sem licitação, tal como o Globo, o Estadão e outros jornais, gigantescas verbas de publicidade dos governos federal, estaduais e municipais. Essas verbas formaram as imensas fortunas que usufruem agora o Otavinho e os herdeiros dos Marinho, dos Mesquita, dos Sirotsky, dos Sarney, dos Collor, dos Maia e várias outras famílias que dominam a mídia que colaborava com a Ditadura nos estados.
Mas o fato que mais marca com o pioneirismo o currículo da Folha de São Paulo a nível internacional, foi a colaboração que o jornal prestou à ditadura transportando presos políticos, muitos deles torturados, que depois apareceram mortos ou estão até hoje desaparecidos, em
caminhonetes de entrega de jornais. Uma operação chamada OBAN, Operação Bandeirantes, realizada pelo exército em colaboração com empresários, para despistar juízes e familiares que procuravam em vão pelas vítimas nos quartéis para onde haviam sido levados ilegalmente.
Essa, nem os jornais que apoiavam o governo de Adolf Hitler fizeram. Transportar presos políticos em carros de entrega de jornal.
É pioneirismo puro. Mas uma vergonha que manchou inapelavelmente o currículo da Folha e que ainda está impune.
"Comentários dos leitores"
Outro movimento dessa ofensiva "tudo-ou-nada" aparece nos “comentários dos leitores”que a Folha seleciona (ou será que ela mesma produz?) e coloca embaixo das matérias que está publicando nesse momento em sua versão on-line: todos eles vinculam a fraude nas provas do ENEM com a possível fraude nas próximas eleições... Mereceu pouco destaque o fato de que o Grupo Folha é parceiro da gráfica contratada para imprimir a prova (a Plural é uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics).
Mais uma tentativa do Otavinho de desgastar o presidente Lula frente aos jovens, justamente o presidente que criou o ProUni, que dá bolsas aos alunos pobres e descendentes dos escravos que os antepassados de pessoas como Otavinho devem ter comprado e vendido aos montes, quando o Brasil era uma colônia e depois um império.
Um império onde mandavam não aqueles que fossem escolhidos em eleições que Otavinho contesta e seu pai já contestava e fez deixar de terem validade por 21 anos, mas aqueles que teriam o direito divino, dado por Deus, de mandar por serem de “melhor raça”, “melhor berço”, mais ricos e prósperos e portanto, mais inteligentes e capacitados para mandar.
Com a palavra, as autoridades.
Liberdade de imprensa é uma coisa. Manipular a realidade, corromper pessoas, transportar presos em caminhonetes, ganhar fortunas sem licitação é outra.
Os excelentes resultados dos seis anos e meio de governo do presidente Lula nos campos econômico, social e político já estavam fazendo nos últimos dias o herdeiro da Folha a radicalizar nos ataques e ofensas pessoais a Lula.
Mas agora, temendo a derrota de seu candidato José Serra, que não decola nem nas pesquisas de seu instituto particular, exatamente por que o povo brasileiro associa sua imagem aos anos de desemprego, miséria e corrupção de Fernando Henrique Cardoso, Otavinho Frias partiu de vez para o tudo-ou-nada.
A consagração do presidente Lula pela conquista das Olimpíadas Rio 2016, pode ter sido a gota d’água que precipitou essa nova crise de demência.
Com a palavra as entidades dos pesquisadores, dos sociólogos, dos cientistas políticos, dos estatísticos, matemáticos e outros afetos a esse ramo da ciência e da pesquisa de opinião. Com a palavra o Ministério Público Federal, a Justiça Eleitoral, os parlamentares, os governadores e prefeitos atingidos, cujos mandatos Otavinho colocou sob suspeita, com suas “pesquisas científicas”. Tanto os mandatos dos políticos do governo como os da oposição.
Com a palavra, principalmente, o presidente Lula, que sofre calado ataques e xingamentos dos jornalistas pagos pelo Otavinho, há mais de 30 anos.
E que depois de assumir a presidência, temendo ser acusado de atentar contra a liberdade de imprensa, tem permitido calado e de forma a meu ver equivocada, que gente como o Otavinho, continue ofendendo, não só a ele, mas o seu mandato popular, as instituições democráticas e próprio povo brasileiro.
Com a palavra, principalmente, nós os leitores de jornais do Brasil, mesmo aqueles que, sendo de oposição, teriam obrigação de nunca mais anunciarem ou comprarem um jornal com o currículo que Otavinho e seu pai fizeram injustamente a Folha e seus competentes profissionais ostentarem para o resto de suas vidas.
Daqui para frente, nem que eu leia outro jornal de oposição: mas a FOLHA, NÃO!
Texto atualizado em 05/10/2009
(*) Fernando Carvalho é jornalista.
Bom dia Ministro: Geddel Vieira Lima explica projeto do Rio São Francisco
Veja as imagens das obras na região de Cabrobó (PE):
Posted: 07 Oct 2009 09:35 AM PDT
Mais de 12 milhões de habitantes de estados do Nordeste, os mais afetados pelas secas no Brasil, estão mais próximos de ter água para consumo e produção, graças ao projeto do Rio São Francisco tocado pelo governo federal. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, participou nesta quarta-feira do programa Bom Dia Ministro e explicou detalhes do projeto, que beneficiará 390 municípios do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
A obra está orçada em R$ 5 bilhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e oito mil pessoas já trabalham diretamente na construção dos Eixos do Projeto São Francisco. A previsão é de que até o final deste ano o número de empregos chegue a um total de 10 mil. No trecho abaixo da entrevista, Geddel fala dos avanços que a intervenção vai trazer para a região Nordeste e explica, enfim, o que é transposição:
O ministro Geddel também esclareceu as providências que estão sendo tomadas para proteger e garantir melhoria de vida de comunidades quilombolas e indígenas que viviam nas áreas próximas às obras do Rio São Francisco e estão sendo transferidas. Ressaltou também que o impacto socio-econômico das obras já é perceptível na região. “Para você ter uma noção do que está mudando na região, só você indo fazer uma visita lá.”, disse Geddel:
MST acusa Cutrale de grilagem de terras da União
Postado no Vermelho

MST acusa Cutrale de grilagem de terras da União
Após imagens divulgadas pelos principais jornais televisivos do país mostrando um trator dirigido por integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) derrubando plantações de laranja da empresa Cutrale, a justiça concedeu liminar de reintegração de posse à empresa da fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo. O MST lançou nota dizendo que o terreno na verdade pertence à União.
Na nota, o MST alega que o terreno pertence à União. Acusam a Sucocítrico Cutrale de utilização irregular de terras públicas para a monocultura de laranja e tentativa de "legitimar a grilagem" com a plantação. Afirmam ainda que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já havia reconhecido a posse da União das terras em questão.
"Não há motivo para continuar essa invasão, pois se trata de propriedade privada, extremamente produtiva e que gera centenas de empregos para as pessoas da própria comunidade local", diz a curta nota da Cutrale enviada à imprensa.
Em contraponto, a nota do MST diz que a área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas. Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim.
"A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras", justifica a nota do movimento.
Carlos Otero, representante da empresa, disse à Folha Online estar otimista na liberação da área e no cumprimento da ordem judicial, mas o MST informou que a decisão de reintegração de posse é de um juiz local e que só deixa a fazenda após uma decisão da Justiça Federal, já que o caso foi transferido.
"Os invasores que ali se encontram de forma ilegal, estão destruindo construções, moradias de funcionários e pomares de laranja produtivos, além de provocarem outros estragos, 'atitudes essas incompatíveis com o verdadeiro homem do campo', desrespeitando até mesmo o trabalho que foi realizado pelos empregados da mesma comunidade assentada, que foram contratados pela empresa para gerar renda também em benefício de seus familiares", ataca Carlos Otero, representante da empresa.
Em resposta, o MST afirma que "o local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios".
Enquanto a mídia televisiva expõe o MST sem entrar no debate sobre a polêmica acerca da propriedade das terras noticiadas, partidos de direita tentam emplacar nova CPI do MST após destruição de laranjal.
Leia a íntegra da nota do MST
De São Paulo, Luana Bonone, com Folha Online e MST
MST acusa Cutrale de grilagem de terras da União
Após imagens divulgadas pelos principais jornais televisivos do país mostrando um trator dirigido por integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) derrubando plantações de laranja da empresa Cutrale, a justiça concedeu liminar de reintegração de posse à empresa da fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo. O MST lançou nota dizendo que o terreno na verdade pertence à União.
Na nota, o MST alega que o terreno pertence à União. Acusam a Sucocítrico Cutrale de utilização irregular de terras públicas para a monocultura de laranja e tentativa de "legitimar a grilagem" com a plantação. Afirmam ainda que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já havia reconhecido a posse da União das terras em questão.
"Não há motivo para continuar essa invasão, pois se trata de propriedade privada, extremamente produtiva e que gera centenas de empregos para as pessoas da própria comunidade local", diz a curta nota da Cutrale enviada à imprensa.
Em contraponto, a nota do MST diz que a área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas. Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim.
"A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras", justifica a nota do movimento.
Carlos Otero, representante da empresa, disse à Folha Online estar otimista na liberação da área e no cumprimento da ordem judicial, mas o MST informou que a decisão de reintegração de posse é de um juiz local e que só deixa a fazenda após uma decisão da Justiça Federal, já que o caso foi transferido.
"Os invasores que ali se encontram de forma ilegal, estão destruindo construções, moradias de funcionários e pomares de laranja produtivos, além de provocarem outros estragos, 'atitudes essas incompatíveis com o verdadeiro homem do campo', desrespeitando até mesmo o trabalho que foi realizado pelos empregados da mesma comunidade assentada, que foram contratados pela empresa para gerar renda também em benefício de seus familiares", ataca Carlos Otero, representante da empresa.
Em resposta, o MST afirma que "o local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios".
Enquanto a mídia televisiva expõe o MST sem entrar no debate sobre a polêmica acerca da propriedade das terras noticiadas, partidos de direita tentam emplacar nova CPI do MST após destruição de laranjal.
Leia a íntegra da nota do MST
De São Paulo, Luana Bonone, com Folha Online e MST
Plano brasileiro para desmatamento é ambicioso e deve ser adotado por outros países
Posted: 06 Oct 2009 12:20 PM PDT
Lula discursa durante III Cúpula Brasil-União Européia, em Estocolmo. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A proposta do Brasil de reduzir em 80% o desmatamento no Brasil até 2020, apresentada pelo presidente Lula durante a III Cúpula Brasil-União Européia, realizada nesta terça-feira (6/10) em Estocolmo (Suécia), foi bastante elogiada pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e pelo primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt. Para os dois, o plano brasileiro é ambicioso e deveria ser adotado como modelo por outros países. Reinfeldt afirmou ainda que seria importante discutir a proposta brasileira, que faz parte do Plano Nacional para Mudanças Climáticas, durante a reunião da ONU sobre clima (COP 15) que será realizada em dezembro, em Copenhague.
Para o presidente brasileiro, cada país tem que chegar à reunião sobre clima em Copenhague apresentando números concretos de quanto emite de gás do efeito estufa. Tratar o tema de forma genérica, jogando a culpa um no outro, não vai levar a lugar algum, afirmou Lula, que pede ainda “bom senso e maturidade” aos líderes mundiais para que seja possível encontrar uma solução viável para o problema das mudanças climáticas.
O presidente Lula afirmou ainda que a meta de desmatamento zero é impossível de ser assumida e explicou o motivo:
Ouça aqui a fala do presidente da Comissão Européia, João Manuel Durão Barroso, em que defende a proposta brasileira para o desmatamento:
Lula espera que os chefes de Estado decidam comparecer ao encontro em Copenhague e defende que a ONU assuma a responsabilidade de qualificar e criar um orgão exclusivo para as questões ambientais que sirva de referência única para assuntos do meio-ambiente. Assim, acaba com a confusão existente hoje, em que cada país trabalha com seu número, cada departamento de energia com um número:
O presidente disse ainda que não adianta procurar culpados, mas que é preciso criar regras para que cada país comece a se responsabilizar pelos estragos que de fato já causou ao planeta. No trecho abaixo, Lula também fornece dados da matriz energética brasileira, reconhecidamente limpa, e fala dos biocombustíveis:
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