segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Via Email: Dilma: receitas da troika levarão Europa à recessão brutal

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Boletim Carta Maior - 19 de Novembro de 2012 Ir para o site


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Dilma: receitas da troika levarão Europa à recessão
Duras críticas à política econômica europeia, aliadas à defesa do modelo brasileiro de desenvolvimento com inclusão social, marcaram a entrevista da presidenta Dilma Rousseff em destaque no El País, neste domingo (18). "Distribuir renda é uma exigência moral, mas também uma premissa para o crescimento", defendeu. Ela também falou sobre à oposição da mídia brasileira ao seu governo: "O povo não se deixa manipular em absoluto". E, pela primeira vez, sobre o julgamento do "mensalão". "Como presidente da República, não posso me manifestar sobre as decisões do STF. Acato suas sentenças, não as discuto. Mas isso não significa que nada neste mundo de Deus está acima dos erros e das paixões humanas"
> LEIA MAIS | Internacional | 19/11/2012
• Brasil está fazendo a coisa certa, diz economista
• Espanha e Portugal enxergam na AL uma saída para a crise
Relator da ONU vem ao Brasil debater liberdade de opinião e de expressão
O relator especial da ONU para a promoção da liberdade de opinião e expressão participará de eventos da campanha "Para expressar a liberdade" entre os dias 11 e 13 de dezembro, em Brasília e São Paulo. Frank de la Rue virá ao Brasil por convite do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e, além de eventos com a sociedade civil, fará também encontros com membros do Executivo e do Legislativo.
> LEIA MAIS | Política | 19/11/2012
Decisões do STF provocam clima de insegurança jurídica
Nos últimos dias cresceram as manifestações pela imprensa de advogados e executivos de empresas e bancos preocupados com os caminhos, as escolhas e as decisões da maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal no decorrer do julgamento da Ação Penal 470, que estariam criando um clima de insegurança jurídica, especialmente por causa do uso feito da teoria do domínio do fato. Uma pergunta repetida é: a jurisprudência originada neste julgamento vai se aplicar a todos daqui para frente ou ela só vale para os réus do "mensalão"?
> LEIA MAIS | Política | 18/11/2012
• Ação Penal 470 e o triângulo de quatro pontas
• Presidente eleito do STF extrapola e tenta assumir prerrogativa
• O roteiro da novela "mensalão" e seus próximos capítulos
• PT reage e critica STF pela politização de julgamento
Israelense de 19 anos prefere a cadeia ao ataque a Gaza
O jovem Natan Blanc, de 19 anos, seguiu para a prisão neste domingo porque se recusou a tomar parte neste novo ataque a Gaza. "Como cidadãos e seres humanos, temos um dever moral de recusar a participar desse jogo cínico. É por isso que eu decidi recusar entrar para o Exército Israelense em 19 de novembro de 2012"', diz o jovem em uma carta que denuncia a "onda de militarismo agressivo" em Israel.
> LEIA MAIS | Internacional | 19/11/2012
Medo e ódio em Gaza, enquanto a ofensiva continua
Chuva de fogo e destruição rememoram a Operação Chumbo Fundido e o medo do futuro. Desde o começo da Operação Pilar de Defesa até o sábado (17) pela manhã, 37 palestinos foram mortos, dos quais ao menos 10 eram civis; fontes palestinas contam 17 mortes de civis. Há dezenas de feridos. De acordo com o Centro Palestino para os Direitos Humanos, duas crianças foram mortas na quinta à noite, na cidade de Beit Hanun, no norte de Gaza, depois de um ataque aéreo próximo as suas casas: Udai Nasser, 15, e Fares el-Basiyuni, 8. A reportagem é de Amira Hass, direto de Gaza.
> LEIA MAIS | Internacional | 18/11/2012
• Israel aprendeu algo com a Operação Chumbo Fundido?
• Israel cometeu um erro que cistará muitas vidas, diz pacifista
• Gideon Levy: Israel precisa de um presidente dos EUA furioso
A chance de Obama dar um voto à paz no Oriente Médio
O futuro da paz e da democracia em Israel, e as previsões para o triunfo ou o fracasso no Oriente Médio estão em jogo. No dia 21 de janeiro, Obama tomará posse para um segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. No dia seguinte, os israelenses irão às urnas. Uma forte ação norteamericana em resposta à estratégia palestina na ONU e ao conflito em Gaza pode ajudar a impulsionar as forças progressistas de volta ao poder em Israel. O presidente Obama deveria dar ao Oriente Médio uma chance para a paz. O artigo é de Gidon D. Remba.
> LEIA MAIS | Internacional | 17/11/2012





O risco de lutar a batalha do dia anterior
O macartismo excretado pelo dispositivo midiático está corroendo os alicerces de uma cultura petista sedimentada desde os tempos de gestação e nascimento do partido. A inércia de uma tradição acomodatícia em relação à chamada grande imprensa chegou a um ponto de exaustão. - 18/11/2012

Joaquim Barbosa tem a isenção necessária para ser presidente do STF?
Uma nova consulta no blog: Quem considera que Joaquim Barbosa tem a isenção indispensável para assumir o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal? - 19/11/2012

Colunistas
Flávio Aguiar
Berlim: a faca e o queijo
Parece haver um karma alemão em torno da idéia de temperança e equilíbrio. É o que acontece agora com as recentes pesquisas eleitorais. 70% dos eleitores se dizem insatisfeitos com o modo como a chanceler Angela Merkel vem conduzindo a economia. Entretanto, 60% manifestam o desejo de que ela continue como chanceler. - 19/11/2012

Opinião
Jacques Gruman
Visita ao inferno
A declaração do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, de que preferia morrer a passar alguns anos numa prisão brasileira, merece um olhar atento. Não é comum uma autoridade reconhecer que sua área de atuação anda mal das pernas. A rotina é a indústria de douração de pílulas. - 19/11/2012
Gleidson Renato Martins Dias
Quem somos? O que queremos? Para onde vamos?
20 de novembro é o Dia da Consciência Negra, onde lembramos Zumbi dos Palmares. Queremos que o Estado Democrático de Direito, seja realmente democrático e verdadeiramente de direitos, como foi um dia um recanto de luta e fartura, chamado Quilombo dos Palmares, onde moravam homens e mulheres, negros e não-negros de forma justa, igualitária e fraterna. - 19/11/2012
Lula Miranda
Onde estão os intelectuais do PT?
Onde foram parar os intelectuais do PT? Ou os seus simpatizantes na academia, na imprensa e na sociedade em geral? Vejo o partido e suas lideranças sendo cotidianamente linchados em praça pública, sua história sendo vilipendiada, achincalhada – e pasmo não vejo quase nenhuma reação! - 16/11/2012
J. Carlos de Assis
O julgamento de Dirceu acabou; vamos agora ao do Supremo
Este julgamento tem que ser simplesmente anulado. Diante de um Supremo Tribunal que ameaça as bases do Direito objetivo brasileiro, o Senado da República deve ser chamado a atuar. A cidadania não pode ficar à mercê de burocratas togados que se servem de interesses políticos, e não da lei. - 16/11/2012


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Via Email: “STF será julgado por Corte internacional”


"STF será julgado por Corte internacional"

by Alexandre Cesar Costa Teixeira

COMPARTILHEM O MAIOR ESCÂNDALO DO BRASIL!!
Advogado e conselheiro da OAB Pedro Paulo Guerra de Medeiros diz que julgamento da Ação Penal 470 apresenta uma sucessão de problemas causados pelos ministros e que deverá ser a origem de um constrangimento para o Brasil; "Precisamos impedir violações". Ou contar pro mundo que o STF é partido político.
(cartaz e texto acima são de Dodge Guarani Kaiowá e o link p/ sua página no facebook é https://www.facebook.com/dodge.campeao )
O advogado Pedro Paulo Guerra de Medeiros diz que o julgamento da Ação Penal 470, popularmente chamada de mensalão, está sendo uma sucessão de problemas causados pelos ministros e que deverá ser a origem de um constrangimento para o Brasil. "É praticamente certo que esse julgamento será levado a organismos internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, pela forma arbitrária como está se processando esse julgamento", explicou.
Pedro Paulo é es­pe­ci­a­lista em Di­reito Penal, con­se­lheiro da OAB-GO e pro­fessor uni­ver­si­tário. Em en­tre­vista ao DM, ele de­talha os prin­ci­pais pontos de dis­córdia sobre o jul­ga­mento e o que de­verá ser ob­jeto de ques­ti­o­na­mento em uma corte in­ter­na­ci­onal para rever as pos­sí­veis con­de­na­ções.
"Al­guns pontos não res­pei­tados pelos mi­nis­tros do Su­premo Tri­bunal Fe­deral estão co­lo­cando em grave pe­rigo o es­tado de­mo­crá­tico de di­reito, si­tu­ação que não po­demos per­mitir, pois a de­mo­cracia é um valor muito caro para a so­ci­e­dade bra­si­leira. O di­reito a uma re­visão do jul­ga­mento e o prin­cípio do juiz na­tural são al­guns desses que­sitos que estão sendo afron­tados pelos emi­nentes com­po­nentes do STF", frisa.
Para o ad­vo­gado, a forma deste pro­ces­sa­mento está se as­se­me­lhando a um tri­bunal de ex­ceção ou mesmo aos jul­ga­mentos da in­qui­sição, o que tira o ca­ráter de­mo­crá­tico da mais alta Corte do País. "Pre­ci­samos im­pedir vi­o­la­ções, sob pena de cri­armos um monstro in­con­tro­lável que se vol­tará contra nós no fu­turo."
Diário da Manhã – O jul­ga­mento do men­salão é pas­sível de ser re­visto?
Pedro Paulo Me­deiros – Sim, por certo que de­verá ser. Esse jul­ga­mento, assim como qual­quer ato de poder pú­blico do Es­tado bra­si­leiro, pode ser sub­me­tido à Corte In­te­ra­me­ri­cana de Di­reitos Hu­manos se existir al­guma nu­ance a ca­rac­te­rizar que esse ato afronta a Con­venção Ame­ri­cana de Di­reitos Hu­manos. Essa con­venção é um tra­tado in­ter­na­ci­onal de di­reitos hu­manos, da qual o Brasil é sig­na­tário. De forma so­be­rana, o Brasil aderiu a esse tra­tado e se com­pro­meteu a cumpri-lo. Dessa forma, al­gumas pre­missas são de cum­pri­mento obri­ga­tório e estão sendo vi­o­ladas nesse jul­ga­mento.
DM – De forma mais di­reta, quais são essas vi­o­la­ções?
Pedro Paulo Me­deiros – Neste caso con­creto, o Su­premo Tri­bunal Fe­deral está jul­gando e con­de­nando acu­sados. Nós, ad­vo­gados, en­ten­demos que está afron­tando a Con­venção Ame­ri­cana em al­guns pontos bem claros. O pri­meiro é que está se dando um jul­ga­mento par­cial, pois o mesmo juiz que co­lheu as provas na fase de inqué­rito, mi­nistro Jo­a­quim Bar­bosa, é o mesmo juiz que está agora jul­gando. Isso é muito pró­ximo do que víamos na in­qui­sição, até porque também não está es­ta­be­le­cido o con­tra­di­tório. Outro ponto cru­cial nesse jul­ga­mento é a ine­xis­tência de um duplo grau de ju­ris­dição. Esse prin­cípio reza que o ci­dadão tenha sempre o di­reito de re­correr a uma ins­tância acima quanto à sua even­tual con­de­nação. Como já estão sendo jul­gados pelo mais alto Tri­bunal do País, esses acu­sados não terão di­reito à re­visão de seu caso, como se os mi­nis­tros do STF fossem in­fa­lí­veis e seus atos sejam de forma dog­má­tica ir­re­cor­rí­veis.
DM – Esta con­venção prevê pos­si­bi­li­dade de re­curso?
Pedro Paulo Me­deiros – Jus­ta­mente nesse ponto, está ha­vendo a mais grave agressão. A Con­venção Ame­ri­cana de Di­reitos Hu­manos es­ta­be­lece que em casos de jul­ga­mentos cri­mi­nais o in­di­víduo terá sempre di­reito de re­correr a al­guma ins­tância su­pe­rior, o que não existe no Brasil. Em re­sumo, os acu­sados que forem con­de­nados no STF têm o di­reito pre­visto na con­venção de re­curso de re­visão para seus casos e não há pre­visão no or­de­na­mento bra­si­leiro para isso. Dois casos se­me­lhantes já foram le­vados à Corte, e neles a Corte ad­mitiu que houve vi­o­la­ções e de­ter­minou que fossem cor­ri­gidas as dis­tor­ções. No caso Las Pal­meras, a Corte In­te­ra­me­ri­cana mandou pro­cessar no­va­mente um de­ter­mi­nado réu (na Colômbia), porque o juiz do pro­cesso era o mesmo que o tinha in­ves­ti­gado an­te­ri­or­mente. Uma mesma pessoa não pode ocupar esses dois polos, ou seja, não pode ser in­ves­ti­gador e jul­gador no mesmo pro­cesso, sob pena de re­pe­tirmos a in­qui­sição e o re­gime mi­litar au­to­ri­tário que há pouco nos cer­ceava os di­reitos mais sim­ples. No caso Bar­reto Leiva contra Ve­ne­zuela, se de­pre­ende pre­ce­dente in­di­ca­tivo de que o jul­ga­mento da Ação Penal 470 no STF po­derá ser re­vi­sado para se con­ferir o duplo grau de ju­ris­dição para todos os réus, in­cluindo-se os que gozam de foro es­pe­cial por prer­ro­ga­tiva de função. Além da vi­o­lação ao prin­cípio do juiz na­tural, que é um di­reito pre­visto na con­venção ame­ri­cana de o ci­dadão não ser jul­gado por juiz que não tenha com­pe­tência ex­pressa para fazê-lo.
DM – Caso a Corte Ame­ri­cana julgue contra o STF, qual é o re­sul­tado prá­tico?
Pedro Paulo Me­deiros – A Corte pro­lata uma de­cisão para o Brasil para que o Su­premo cumpra o que foi pac­tuado na con­venção. O Brasil tem de cum­prir de bom grado, cor­ri­gindo as dis­tor­ções, ou so­frerá san­ções in­ter­na­ci­o­nais, como em­bargos, e es­tará dando uma de­mons­tração para a co­mu­ni­dade in­ter­na­ci­onal de que não cumpre normas que ele mesmo prega: res­peito e cum­pri­mento. Não se pode con­ceber que o Brasil tenha esta pos­tura, prin­ci­pal­mente quando quer ser ator de pri­meira gran­deza no ce­nário in­ter­na­ci­onal, in­clu­sive pos­tu­lando um as­sento per­ma­nente no Con­selho de Se­gu­rança da ONU.
DM – Há opi­niões sobre a falta de con­tra­di­tório no pro­cesso. Isso pro­cede?
Pedro Paulo Me­deiros – Sim, esse é um dos ar­gu­mentos dos de­fen­sores. Basta prestar atenção nos votos dos mi­nis­tros que con­denam os en­vol­vidos. Eles estão acei­tando in­dí­cios como provas e ele­mentos co­lhidos fora do pro­cesso, como dados da Co­missão Par­la­mentar de Inqué­rito dos Cor­reios ou mesmo du­rante o inqué­rito. Está pa­tente que esses ele­mentos não pas­saram pelo con­tra­di­tório e pela ampla de­fesa. É regra no di­reito bra­si­leiro que, re­monta a toda a dou­trina ju­rí­dica, que só se pode uti­lizar ele­mentos co­lhidos em juízo, com a pre­sença de ad­vo­gados, de mem­bros do Mi­nis­tério Pú­blico e com a ga­rantia do amplo di­reito de de­fesa e do magno con­tra­di­tório, como está pre­co­ni­zado na Cons­ti­tuição Fe­deral e que a de­mo­cracia bra­si­leira ainda mantém como so­be­rana. São pre­ceitos ina­ba­lá­veis, que também estão con­tidos na Con­venção Ame­ri­cana de Di­reitos Hu­manos e que, por­tanto, devem ser le­vados à apre­ci­ação da Corte In­te­ra­me­ri­cana.
DM – O Su­premo está fu­gindo à sua tra­dição e fa­zendo um jul­ga­mento mais po­lí­tico que ju­rí­dico?
Pedro Paulo Me­deiros – Acre­dito que o Su­premo está trans­pondo sua ju­ris­pru­dência de dé­cadas, que era ab­so­lu­ta­mente li­ber­tária, cons­ti­tu­ci­onal e ga­ran­tista. Estão fa­zendo um jul­ga­mento di­fe­rente do que foi feito em dé­cadas, muito mais duro, jul­gando por in­dí­cios, sem provas jun­tadas aos autos e atro­pe­lando pre­ceitos cons­ti­tu­ci­o­nais. Es­pero que seja o único e que isso não se re­pita, mas de que isso vai virar um pre­ce­dente muito pe­ri­goso, não temos dú­vida.
DM – Qual o efeito pos­te­rior a isso?
Pedro Paulo Me­deiros – Qual­quer juiz de pri­meira ins­tância se sen­tirá ava­li­zado para tomar de­ci­sões idên­ticas, des­res­pei­tando ga­ran­tias cons­ti­tu­ci­o­nais e pra­ti­cando in­qui­si­ções à von­tade. Nos rin­cões, com pes­soas sim­ples, ad­vo­gados sim­ples vão so­frer hor­rores nas mãos de in­qui­si­dores com o poder da ca­neta para sen­ten­ciar. Juízes vão se sentir muito à von­tade para julgar na base do "ouvi dizer". Ima­gine só que terror não será uma si­tu­ação assim! O Su­premo está cri­ando um pa­ra­digma pe­ri­go­sís­simo ao julgar por in­dí­cios e con­denar. As pes­soas estão achando muito bom isso agora, porque o STF está jul­gando o rico, bo­nito e fa­moso dis­tante, o bem si­tuado. O dia em que isso co­meçar a acon­tecer na casa delas, verão o monstro que cri­aram e que se tornou in­con­tro­lável. Na época do re­gime mi­litar, da di­ta­dura dos mi­li­tares, eles pren­diam as pes­soas, tor­tu­ravam e as dei­xavam in­co­mu­ni­cá­veis, e achavam que es­tavam agindo dentro da le­ga­li­dade e da le­gi­ti­mi­dade, com toda a na­tu­ra­li­dade pos­sível, dentro da mais per­feita jus­tiça. Ti­nham seus fun­da­mentos para prender sem fun­da­mento, para julgar por "ouvir dizer" e para con­denar sem provas, tudo muito pró­ximo do que está sendo feito nesse pro­cesso do men­salão. Ter­mi­nan­te­mente, as provas pro­du­zidas pe­rante o Su­premo Tri­bunal Fe­deral sob o con­tra­di­tório não com­provam as acu­sa­ções.
A entrevista acima está disponível no link http://www.dm.com.br/#!/texto?id=64691





Via Email: A mídia e os juízes



A mídia e os juízes

by Alexandre Cesar Costa Teixeira

A mídia e os juízes

Ainda há quem duvide quando ouve que a mídia brasileira é partidarizada. Que tem posição política e a defende com unhas e dentes. Por opção ideológica e preferência político-partidária, ela é contra o PT. Desaprova os dois presidentes da República eleitos pelo partido e seus governos. Discorda, em princípio, do que dizem e fazem seus militantes e dirigentes.
A chamada "grande imprensa" é formada por basicamente quatro grupos empresariais. Juntos, possuem um vasto conglomerado de negócios e atuam em todos os segmentos da indústria da comunicação. Têm um grau de hegemonia no mercado brasileiro de entretenimento e informação incomum no resto do mundo. É coisa demais na mão de gente de menos.
Afirmar que ela faz oposição ao PT e a seus governos não é uma denúncia vazia, uma "conversa de petista". Ficou famosa, pela sinceridade, a declaração da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e diretora-superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, segundo quem "(…) os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, uma vez que a oposição está profundamente fragilizada".
Disse isso em março de 2010 e nunca se retratou ou foi desautorizada por seus pares ou empregadores. Pelo contrário. Cinco meses depois, foi reconduzida, "por aclamação", à presidência da ANJ. Supõe-se, portanto, que suas palavras permanecem válidas e continuam a expressar o que ela e os seus pensam.
A executiva falava de maneira concreta. Ela não defendia que a mídia brasileira fizesse uma oposição abstrata, como a que aparece no aforismo "imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados". Propunha que atuasse de maneira tipicamente política: contra uns e a favor de outros. O que dizia é que, se a oposição partidária e institucionalizada falha, alguém tem de "assumir a responsabilidade".
O modelo implícito no diagnóstico é o mesmo que leva o justiceiro para a rua. Inconformado com a ideia de que os mecanismos legais são inadequados, pega o porrete e vai à luta, pois acha que "as coisas não podem ficar como estão".
Se os políticos do PSDB, DEM, PPS e adjacências não conseguem fazer oposição ao PT, a mídia toma o lugar. Proclama-se titular da "posição oposicionista deste país", ainda que não tenha voto ou mandato.
Enquanto o que estava em jogo era apenas a impaciência da mídia com a democracia, nenhum problema muito grave. Por mais que seus editorialistas e comentaristas se esmerassem em novas adjetivações contra o "lulopetismo", pouco podiam fazer.
Como dizia o imortal Ibrahim Sued, "os cães ladram e a caravana passa", ­entendendo-se­ por caravana Lula, Dilma, o PT e sua ampla base na sociedade, formada por milhões de simpatizantes e eleitores. Aí veio o julgamento do "mensalão". A esta altura, devem ser poucos os que ainda acreditam que a cúpula do Judiciário é apolítica. Os que continuam a crer que o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma corte de decisão isenta e razoável.
Desde o início do ano, seus integrantes foram pródigos em declarações e atitudes inconvenientes. Envolveram-se em quizílias internas e discussões públicas. Mostraram o quanto gostavam da notoriedade que a aproximação do julgamento favorecia.
Parece que os ministros do STF são como Judith Brito: inquietos com a falta de ação dos que têm a prerrogativa legítima, acharam que "precisavam fazer alguma coisa". Resolveram realizar, por conta própria, a reforma da política.
O STF não é o lugar para consertá-la e "limpá-la", como gostam de dizer alguns ministros, em péssima alusão a ­noções de higienismo social. Mas o mais grave é a intencionalidade política da "reforma" a que se propuseram.
A mídia e o STF estabeleceram uma parceria. Uma pauta o outro, que fornece à primeira novos argumentos. Vão se alimentando reciprocamente, como se compartilhassem as mesmas intenções. A pretexto de "sanear as instituições", o que desejam é atingir adversários.
O julgamento do mensalão é tão imparcial e ­equilibrado quanto a cobertura que dele faz a "grande imprensa". Ela se apresenta como objetiva, ele como neutro. Ambos são, no ­entanto, essencialmente políticos.
As velhas raposas do jornalismo brasiliense já viram mil­ ­vezes casos como o do "mensalão", mas se fingem escandalizadas. Vivendo durante anos na intimidade do poder, a maioria dos ministros presenciou calada esquemas para ganhar mais um ano de governo ou uma reeleição, mas agora fica ruborizada. O que ninguém imaginava era quão simples seria para a mídia ter o Supremo a seu lado. Bastavam algumas capas de revista.
E agora que se descobriram aliados, o que mais vão­ ­fazer juntos?






domingo, 18 de novembro de 2012

Via Email: [Novo post] truculência NUNCA MAIS


Novo post em megacidadania

truculência NUNCA MAIS

by Alexandre Cesar Costa Teixeira
Avesso aos princípios democráticos consagrados em nossa Constituição Federal.
Temperamento violento tendo agredido fisicamente sua ex-mulher.
Emitiu indevidamente opinião antes do julgamento.
Atuou na fase de inquérito.
Chancelou a adulteração de laudos periciais.
Criminalizou simples alianças políticas.
Mentiu ao afirmar que dinheiro PRIVADO de empresa multinacional - a Visanet - é "público".
Maliciosamente "escondeu" de todos o legítimo contrato/regulamento da Visanet.
Tentou punir advogados no legítimo exercício de suas funções.
Insinuou que a Defensoria Pública agiria ou apoiaria má-fé.
Impôs o "domínio do fato".
Fez "VISTAS GROSSAS" ao devido processo legal.
Relatou o processo desconsiderando a ampla defesa.
E agora irá acumular a relatoria com a presidência.
Para ele o supremo não deve satisfação a ninguém.

JULGAMENTO POLÍTICO QUEM FAZ É O POVO.

SUPREMO É O POVO.

Alexandre Cesar Costa Teixeira | novembro 18, 2012 às 4:58 pm | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p2HDhN-k5
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A chance de Obama dar um voto à paz no Oriente Médio
O futuro da paz e da democracia em Israel, e as previsões para o triunfo ou o fracasso no Oriente Médio estão em jogo. No dia 21 de janeiro, Obama tomará posse para um segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. No dia seguinte, os israelenses irão às urnas. Uma forte ação norteamericana em resposta à estratégia palestina na ONU e ao conflito em Gaza pode ajudar a impulsionar as forças progressistas de volta ao poder em Israel. O presidente Obama deveria dar ao Oriente Médio uma chance para a paz. O artigo é de Gidon D. Remba.
> LEIA MAIS | Internacional | 17/11/2012
Israel aprendeu algo com a Operação Chumbo Fundido?
Israel não aprendeu lição alguma com a Operação Chumbo Fundido, em 2008. Está fixado no conceito de que a morte do braço armado do Hamas e de seus líderes políticos pode acabar com a organização. O Hamas é um movimento de massa e uma organização com instituições, disciplina e leis. Ao contrário do Fatah, o Hamas não depende de uma figura carismática. Até os opositores do Hamas estão convencidos de que Israel não é apenas o ocupante, mas o agressor. Então, quando o ataque terminar, o Hamas estará provavelmente mais forte. O artigo é de Amira Hass.
> LEIA MAIS | Internacional | 17/11/2012
• Israel cometeu um erro que custará muitas vidas, diz pacifista
• Gideon Levy: Israel precisa de um presidente dos EUA furioso
A guerra da troika e da Alemanha contra a França
O ataque feroz da revista "The Economist" ao sistema francês é a última escala de uma ofensiva nascida em Berlim e em Bruxelas. Segundo o semanário, a França é "uma bomba relógio no coração da Europa". A Alemanha, o FMI e as instâncias políticas e financeiras do Velho Continente pressionam Paris para que acelere as reformas. A papisa dessa ofensiva é a chanceler alemã Angela Merkel. Merkel parece determinar a afundar François Hollande, se ele não aceitar o receituário reformista ditado por Berlim. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.
> LEIA MAIS | Internacional | 17/11/2012
• Hollande e a debilidade socialista
• Cuba e Portugal: dois bloqueios, dois desafios
Ação Penal 470 e o triângulo de quatro pontas
Os Estados Democráticos de Direito adotam a concepção de que o sistema processual (para que se tenha um processo justo), deve supor uma relação triangular entre acusação, defesa, Juiz e ainda garantir o desinteresse pessoal do juiz, a respeito do que está em jogo no processo. A pressão exercida de forma massificante pela mídia para a condenação dos réus da Ação Penal 470 introduziu uma quarta ponta neste triângulo. O "partido nazista" nos processos judiciais da Alemanha de Hitler e o "partido stalinista" na velha URSS eram a "quarta ponta do triângulo" nas suas respectivas épocas históricas. O artigo é de Tarso Genro.
> LEIA MAIS | Política | 16/11/2012
• Toffoli critica parâmetros das penas do STF: "idade média"
• Uma falsa unanimidade a menos
• Presidente eleito extrapola e tenta assumir prerrogativa
• O roteiro da novela "mensalão" e seus próximos capítulos
• PT reage e critica STF pela politização de julgamento
Ley de Medios: aproxima-se o "dia D" na Argentina
Martín Sabbatella, da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual, apresentou esta semana o detalhamento da legislação que entra em vigor dia 7 dezembro. A lei estabelece, por exemplo, que nenhum grupo pode ter mais que três concessões em uma mesma cidade. O Grupo Clarín supera essa cota em 37 cidades. Os empresários deverão decidir quais empresas excedentes serão transferidas ou colocadas à venda.
> LEIA MAIS | Internacional | 16/11/2012
Espanha e Portugal enxergam na América Latina saída para crise
A XXII Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, iniciada nesta sexta-feira na cidade de Cádis, se anuncia como uma grande mesa de negócios, na qual as duas "pátrias-mãe" latino-americanas pedem a suas ex-colônias para "arrimar el hombro" e ajudá-las a superar as dificuldades econômicas. A presidente Dilma Rousseff, na foto com o presidente do Haiti, é uma das estrelas do encontro. A reportagem é de Naira Hofmeister, direto de Madri.
> LEIA MAIS | Internacional | 16/11/2012
Governo avança acordo para reduzir custo da energia, mas enfrenta pressões do PSDB
Queda do preço da energia elétrica ainda enfrenta resistência do governo de Minas e do senador Aécio Neves, que defendem a Cemig, e do governo de São Paulo, dono da Cesp. As duas empresas rejeitam os termos da medida provisória que reduz custo da luz. Para ministro Guido Mantega (Fazenda), renovação por 30 anos e sem leilão é benefício que empresas não deveriam recusar.
> LEIA MAIS | Política | 16/11/2012
Nota da Redação: sobre o negacionismo do Holocausto
A Carta Maior recebeu de Antonio Caleari uma mensagem solicitando a publicação de um texto de resposta ao artigo "Negacionismo do Holocausto na USP", de Sean Purdy, publicado nesta página no dia 13 de novembro deste ano, tratando de pesquisa e livro de autoria de Caleari. A Carta Maior preza o instituto do direito de resposta, mas, neste caso, não publicará o texto de Caleari. Apresentamos nossas razões.
> LEIA MAIS | Direitos Humanos | 16/11/2012
• Sean Purdy: Negacionismo do Holocausto na USP
"Marighella é um personagem absolutamente atual"
"O Marighella, goste-se ou não dele, não é um personagem que morreu no passado, é um personagem absolutamente atual. O Brasil está começando a conhecer Marighella, mas enquanto a história dele não for contada nos livros escolares, nos manuais de história, ele vai continuar sendo um maldito. Eu não advogo que os livros de história, nas escolas, propagandeiem o Marighella; nem defendo que sejam libelos contrários a ele, mas não contar a história do Marighella seria desonestidade intelectual. E é o que se faz hoje, desonestidade intelectual", diz o jornalista Mário Magalhães, autor de "Marighella - o Guerreiro que Incendiou o Mundo".
> LEIA MAIS | Política | 16/11/2012





A democratização do Estado
No novo cenário, interessa aos EUA e a seus alidos militarizar os conflitos, para impor o plano onde tem maior superioridade. Isto significa que resta ao campo popular a democratização e refundação dos Estados. Para isso é preciso ocupar espaços dentro do Estado, para transformá-lo e democratizá-lo. - 17/11/2012

Lewandowski: um desagravo ao Direito brasileiro
A expressão 'Ainda há juízes em Berlim' é frequentemente lembrada quando o Estado de Direito é acuado pela exceção que pretende impor a sua vontade à força ou, modernamente, ao arbítrio do rolo compressor midiático. - 14/11/2012

Opinião
Lula Miranda
Onde estão os intelectuais do PT?
Onde foram parar os intelectuais do PT? Ou os seus simpatizantes na academia, na imprensa e na sociedade em geral? Vejo o partido e suas lideranças sendo cotidianamente linchados em praça pública, sua história sendo vilipendiada, achincalhada – e pasmo não vejo quase nenhuma reação! - 16/11/2012
J. Carlos de Assis
O julgamento de Dirceu acabou; vamos agora ao do Supremo
Este julgamento tem que ser simplesmente anulado. Diante de um Supremo Tribunal que ameaça as bases do Direito objetivo brasileiro, o Senado da República deve ser chamado a atuar. A cidadania não pode ficar à mercê de burocratas togados que se servem de interesses políticos, e não da lei. - 16/11/2012

Em Destaque

Espanha e Portugal fazem greve conjunta inédita
Milhões de trabalhadores da Península Ibérica aderem ao movimento que pediu uma mudança na política de ajuste fiscal. Também houve paralisação na Itália, Grécia, Malta e Chipre, enquanto que em outros 20 países europeus os cidadãos realizaram marchas contra as políticas de austeridade. Parlamentos foram alvo de manifestantes, que questionam orçamento com menos gastos sociais. A reportagem é de Naira Hofmeister e Guilherme Kolling, direto de Madri. - 15/11/2012

Portugual viveu uma das maiores greves gerais de sua história
Na avaliação de Arménio Carlos, secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), greve geral de quarta-feira (14) foi uma das maiores já realizadas em Portugal, representando um "cartão vermelho que os trabalhadores e as trabalhadoras mostraram à política de direita do governo PSD/CDS, e também à troika". Estudo confirma queda do PIB e aumento do desemprego no país. - 15/11/2012

FSM Palestina Livre sofre pressões e ameaças de boicote
Representantes de entidades da comunidade judaica do Rio Grande do Sul - e também entidades em nível nacional - estão pressionando autoridades do governo do Estado, da prefeitura de Porto Alegre e da Assembleia Legislativa a não apoiar com cessão de espaços ou outro tipo de suporte a realização do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que ocorrerá na capital gaúcha de 28 de novembro a 1º de dezembro. - 15/11/2012

Manifesto defende reaglutinação de forças no Brasil para enfrentar crise mundial
Um grupo de forças progressistas e de esquerda está articulando um manifesto de reflexão sobre a crise econômica e política mundial e de reaglutinação de forças no Brasil. A reunião de lançamento desse manifesto deve ocorrer no início de dezembro, no Rio de Janeiro. Entre os apoiadores da iniciativa estão nomes como Luiz Pinguelli Rosa, Marcio Pochmann, João Pedro Stédile (foto), Samuel Pinheiro Guimarães, Carlos Lessa, Moniz Bandeira e Luiz Carlos Bresser Pereira. - 14/11/2012

O futuro das relações entre China e América Latina
Em entrevista à Carta Maior, Sun Hongbo, professor do Instituto de Estudos Latinoamericanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, fala sobre o presente e o futuro das relações entre China e América Latina. "A atual crise econômica mundial criou oportunidades estratégicas para que China e América Latina reforcem suas relações. Tanto na China como na América Latina está ocorrendo uma notável expansão da classe média que implica que o consumo doméstico terá um papel muito mais importante", diz Hongbo. - 12/11/2012
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